RADAR / LANCE!
01/12/2016
15:00
Medellín (COL)

O acidente com o avião da LaMia que levou à morte de 71 pessoas, entre elas grande parte da delegação da Chapecoense, na última terça-feira, teve novos elementos conhecidos nesta quinta. O "Jornal Hoje", da Rede Globo, teve acesso a um documento em que uma funcionária do aeroporto de Santa Cruz de la Sierra (BOL), de onde partiu a aeronave,  afirma ter alertado o despachante do voo de que a quantidade de combustível seria insuficiente caso houvesse uma emergência - como, por exemplo, ter que pousar em outro aeroporto. 

Segundo a reportagem, Celia Castedo Monasterio, funcionária da Aasana (Administração de Aeroportos e Serviços Auxiliares de Navegação Aérea da Bolívia), registrou em documento que ao receber o plano de voo da aeronave Avro RJ-85 notou que o tempo previsto (4h22) era similar ao da autonomia do avião (quantidade de combustível). Ela diz que alertou o despachante do voo e ele respondeu que o capitão da aeronave assegurou não haver problemas, que o voo seria completado com tranquilidade. No documento, Monasterio assegura ter insistido para houvesse uma troca no plano de voo, mas não conseguiu convencer o despachante e desistiu da conversa. A funcionária foi afastada do cargo, embora não seja investida de autoridade para impedir a decolagem de um avião, estando esse poder nas mãos da Agência Nacional de Avião Civil da Bolìvia (Anac). 

Em entrevista a uma emissora colombiana, o secretário de segurança da autoridade de aviação civil da Colômbia, Freddy Bonilla, confirmou a suspeita de pane seca na aeronave. 

- Quando chegamos ao local do acidente e pudemos inspecionar os destroços, confirmamos que a aeronave não tinha combustível no momento do impacto.

O acidente levou à morte de 71 pessoas e deixou seis feridos: o lateral-esquerdo Alan Ruschel, o goleiro Follmann, o zagueiro Neto, o jornalista Rafael Henzel, o técnico da aeronave Erwin Tumiri e a comissária de bordo Ximena Suarez. Eles estão hospitalizados na Colômbia.