Celso Rodrigues Chapecoense

Celso Rodrigues conta os segredos que estão fazendo a Chape permanecer na elite do futebol (Foto: Divulgação)

RADAR/LANCE!
02/03/2016
14:33
Chapecó (SC)

A terceira temporada consecutiva da Chapecoense na elite do futebol brasileiro chama a atenção de quem acompanha a competição mais importante do país. De 2014 pra cá, enquanto o clube do interior de Santa Catarina se manteve na Série A, dois rivais estaduais, Joinville e Avaí, subiram para a primeira divisão e caíram no ano seguinte. De maneira semelhante, o tradicional Vasco da Gama, retornou à primeira divisão em 2015 mas não conseguiu permanecer. Um dos poucos profissionais presentes no clube durante toda essa trajetória, o atualmente auxiliar Celso Rodrigues revela os aspectos que, segundo ele, vêm servindo de sustentáculo para o sucesso do clube do sul do país.

- O Campeonato Brasileiro é indiscutivelmente um dos mais equilibrados do mundo. A cada início de uma nova edição, é impossível descartar qualquer um dos doze grandes clubes como um candidato em potencial ao título. Quando a equipe chega nesta competição após anos nas divisões inferiores, sofre com a transição, já que ao contrário das temporadas anteriores, ela enfrentará agremiações com um poderio financeiro incomparavelmente maior. Neste momento, pesará a favor do clube a organização fora de campo, a responsabilidade na hora de contratar, e o sucesso nas partidas em casa. Esses três diferenciais vem pesando a nosso favor - afirmou.

Aos 46 anos, Celso salvou a equipe do rebaixamento na Série A em 2014 com vitórias marcantes sobre São Paulo, Palmeiras, Flamengo e Fluminense. Segundo o profissional, fazer parte de todo o processo de crescimento nacional da Chapecoense é algo bastante satisfatório, mas ele destaca que deseja, a curto prazo, fazer seu voo solo.

- Sei da minha contribuição para a Chapecoense desde 2013, quando cheguei aqui. Ter realizado uma boa campanha como treinador aqui é algo que me deixa feliz e fortalece dentro de mim a certeza de que tenho totais condições de fazer trabalhos de qualidade semelhante. Essa mudança definitiva de função, entretanto, precisa ser feita com responsabilidade e respeito ao clube, mas creio que seja algo que não tardará a acontecer - encerrou.