São Januário (Foto: Divulgação/Vasco)

São Januário deve receber grande público no jogo entre Vasco e Corinthians (Foto: Paulo Fernandes/Vasco.com.br)

João Matheus Ferreira
10/11/2015
08:00
Rio de Janeiro (RJ)

O jogo entre Vasco e Corinthians, dia 19, vai movimentar não apenas o Brasileirão, mas também o Rio de Janeiro. De um lado, o Cruz-Maltino precisa vencer para manter vivo o desejo de não terminar rebaixado. Do outro, um Corinthians que pode ser campeão com três rodadas de antecedência. Tudo isso dentro do estádio que mais do que nunca será um “caldeirão”.

Desde antes da confirmação do jogo em São Januário, o Gepe (Grupamento Especial de Policiamento em Estádios) já trabalha para prevenir brigas e garantir a segurança dos torcedores e das delegações que forem ao estádio. O Gepe não considera o jogo como “de risco”, mas que “requer atenção”.

- É um jogo que envolve título e luta contra o rebaixamento. Duas torcidas em peso, então vamos dar uma atenção diferenciada. Não digo que é um jogo de risco, pois não temos histórico de ter confronto entre as torcidas no Rio de Janeiro, mas é um jogo muito importante e requer muita atenção - comentou o major Silvio Luiz, responsável pelo Gepe.


Logo após a confirmação da partida no estádio, diversos boatos apareceram na internet e no Whatsapp, aplicativo de mensagens em celular. Todos eles apontam brigas entre as torcidas, que possuem certa rivalidade. Afinal, as organizadas do Vasco possuem união com as do Palmeiras. Não há, porém, confirmação se as mensagens são verídicas ou não.

O esquema de segurança para a partida será definido amanhã, em reunião. Certo é que o policiamento será bem maior do que o normal, tanto por parte do Gepe quanto por outras áreas da Polícia Militar.

"É um jogo que envolve título e luta contra o rebaixamento. Duas torcidas em peso", diz major Silvio Luiz


- No Gepe, vamos solicitar reforço e devemos trabalhar com 180 policiais, além do reforço do 4 batalhão da Polícia Militar, que fica em São Cristóvão. Eles estarão postados com cavalaria, choque e cães. Tudo para evitar qualquer encontro entre as torcidas - explicou Silvio Luiz.

Uma das dificuldades que a Polícia Militar tem para fazer a segurança do jogo é a quantidade de ruas estreitas e escuras no entorno de São Januário. Silvio Luiz lembra que as duas torcidas entram em ruas bem diferentes:

- Como tem muitas ruas estreitas, a atenção deve ser maior. O que ajuda é que o setor visitante fica do outro lado, em rua diferente.

O último jogo do Vasco em São Januário foi no dia 26 de julho, quando acabou goleado pelo Palmeiras, por 4 a 1. Desde então, para evitar pressão e por conta de obras, mandou os jogos no Maracanã.

LIBERTADORES 2012: JOGO 'TRANQUILO'

Em 2012, Vasco e Corinthians protagonizaram outro duelo importante em São Januário. Pelo primeiro jogo das quartas de final da Copa Libertadores, 20.510 torcedores foram à Colina Histórica para acompanhar o empate sem gols. Naquela ocasião não houve nenhum incidente grave (prisão, briga generalizada ou ferido). Até por isso, o major do Gepe, Silvio Luís, está otimista quanto à segurança da partida:

– Recebemos várias vezes o Corinthians em São Januário, inclusive na Libertadores, e vamos adotar o procedimento padrão. Recepcionaremos os torcedores em local marcado previamente e conduziremos eles ao estádio. Acompanharemos a torcida durante e na saída do jogo. Vamos contar com batalhão de choque e teremos um batalhão com cães para tentarmos fazer a segurança da melhor forma possível – informou.

Naquela ocasião, o último grande time do Vasco foi eliminado pelo próprio Corinthians, no jogo da volta, no Pacaembu. A equipe que contava com Fernando Prass, Juninho, Felipe, Diego Souza, entre outros, perdeu por 1 a 0.