Vinícius Faustini
16/10/2016
13:55
Rio de Janeiro (RJ)

A polêmica do apito no Fla-Flu da última quinta-feira ganhou novos desdobramentos.  Em contato com a Comissão Independente de Arbitragem da CBF, Emerson Augusto de Carvalho (Fifa/SP) teria se responsabilizado por gerar a confusão em torno do gol anulado de Henrique, mudando duas vezes sua sinalização sobre o lance.

- Emerson (Augusto de Carvalho) teve a dignidade de reconhecer que errou. Porém, sua decisão aconteceu de maneira muito lenta, dando margem a todo tumulto. Emerson disse que sinalizou o impedimento e, após o Sandro (Meira Ricci) ter acatado seu pedido, o assistente perguntou quem fez o gol. Como disse, em um primeiro momento, que Henrique não estava impedido, o árbitro confirmou o gol. Porém, ao ver os jogadores do Flamengo o cercando, Emerson voltou a chamar o juiz, disse que teria reconsiderado a jogada, e que o Henrique também estava impedido - detalhou José Roberto Wright, ao LANCE!.

Aos olhos do ex-árbitro, a paralisação de 12 minutos em torno de Sandro Meira Ricci (Fifa/SC) e do auxiliar passa a ser dividida:

- O Sandro não reconheceu publicamente seu erro de conversar com o assistente próximo ao banco de reservas, dando margem para o tumulto e a invasão de jogadores e da comissão técnica dos dois clubes. Ele tinha de tirar a dúvida no meio de campo. Mas o Emerson jogou o Sandro em um buraco.

Segundo Wright, o assistente descartou que tenha ficado ciente da interferência externa (algo que não é permitido pela Fifa) durante a vitória por 2 a 1 do Flamengo sobre o Fluminense:

- Para mim, ele disse que analisou a jogada. Mas ele não tem videoteipe e, depois de confirmar com convicção, os jogadores chegaram em cima dele e o Emerson demorou muito para mudar de opinião. Isto dá margem para acreditar que o assistente teve ajuda externa.

O ex-árbitro afirmou que a Comissão de Arbitragem Independente da CBF tende a pedir uma punição também a Emerson Augusto de Carvalho:

- Agora que confessou, o Emerson tende ao menos a tomar uma advertência. Já o Sandro não teve agilidade para contornar as pessoas do lado de fora, e sequer teve agilidade para chegar próximo ao assistente quanto ele assinalou o impedimento. E o que é pior: erros como estes são transmitidos para mais de 100 países.