Bruno Grossi
01/06/2016
23:42
São Paulo (SP)

A importância de uma vitória é óbvia, mas para o São Paulo ela seria ainda mais vital nesta quarta-feira, em Florianópolis, quando o time acabou derrotado por 1 a 0 para o Figueirense. O foco do elenco vive dividido com a Copa Libertadores da América, que terá ainda mais 35 dias de pausa até a semifinal. Vencer garantiria mais tranquilidade na preparação. E mais: o Tricolor terá de conviver com a ausência de Paulo Henrique Ganso a partir de agora, já que o meia foi convocado para substituir o lesionado Kaká na Seleção Brasileira. Assim, o revés ganhou peso maior no Orlando Scarpelli.

O time de Edgardo Bauza não queria perder o embalo das classificações na Libertadores e do triunfo cheio de autoridade sobre o Palmeiras no último domingo. O que se viu na partida da quinta rodada do Campeonato Brasileiro, porém, foi um time desligado, de pernas pesadas. O Figueira, louco para deixar a zona de rebaixamento para trás, entrou como o hino canta: "pra frente, Furacão!".

A marcação adiantada imposta por Vinícius Eutrópio já havia dado trabalho ao Santos há duas rodadas. Contra o São Paulo, a entrega foi acompanhada de maior eficiência com a bola no pé e de um presente dado pelos paulistas. Um não, dezenas deles. Os tricolores cansaram de errar passes, domínios e de sofrerem desarmes por pura desatenção. Os catarinenses aproveitaram e, logo aos 15 minutos, construíram a vitória.

Ayrton lançou Ermel, aproveitando um dos cochilos do estabanado Matheus Reis, que cruzou mal. Lucão desviou como pôde, mas acabou matando Lugano. Rafael Moura, agora com quatro gols no Brasileirão, testou longe do alcance de Denis. Era a coroação ao time mais ligado em um jogo frenético, em que o São Paulo não jogava e já precisava mexer no time com a lesão muscular sentida por Wesley.

O que restou do primeiro tempo não interferiu em nada no andar da partida. João Schmidt, acionado por Bauza, até qualificou o passe do time, que chegou a controlar a posse na etapa final, mas não incomodava Gatito Fernández. Patón contou com Kelvin e Rogério, em substituições ousadas, para passar a levar perigo, mas os chutes de longe ficaram no quase, assim como a chance de entrar no G4.

Com sete pontos, o Tricolor cai para a oitava colocação. Foi apenas a terceira derrota na história do Brasileirão para o Figueirense, contra seis empates e 15 vitórias paulistas. Já os catarinenses, que venceram pela primeira vez na competição, vão a seis pontos na décima posição. No domingo, o São Paulo encara o Cruzeiro no Mineirão, enquanto o Figueira pega o América-MG no Independência.

FICHA TÉCNICA
FIGUEIRENSE 1 X 0 SÃO PAULO

Local: estádio Orlando Scarpelli, em Florianópolis (SC)
Data-Hora: 1/6/2016 - 21h45 (horário de Brasília)
Árbitro: Jean Pierre Gonçalves Lima (RS)
Assistentes: Rafael da Silva Alves (RS) e Lucio Beiersdorf (RS)
Público/Renda: 5.271 pagantes / R$ 133.205,00
Cartões amarelos: Rafael Moura e Dudu (FIG), Ganso (SAO)
Gol: Rafael Moura 15' 1ºT (1-0)

FIGUEIRENSE: Gatito Fernández; Ayrton, Marquinhos, Bruno Alves e Marquinhos Pedroso; Elicarlos, Ferrugem (Renato 2' 2ºT) e Bady; Ermel (Lins 31' 2ºT), Dudu (Guilherme Queiroz 24' 2ºT) e Rafael Moura. Técnico: Vinícius Eutrópio

SÃO PAULO: Denis, Bruno, Lucão, Lugano e Matheus Reis; Thiago Mendes (Rogério 24' 2ºT), Wesley (João Schmidt 15' 1ºT), Auro (Kelvin - intervalo); Ganso e Centurión; Alan Kardec. Técnico: Edgardo Bauza