Gilvan de Pinho Tavares (Foto: Washington Alves / LightPress)

Gilvan de Pinho Tavares (Foto: Washington Alves / LightPress)

Igor Siqueira
10/03/2016
22:31
Rio de Janeiro (RJ)

Apesar de os clubes da Primeira Liga terem divulgado no começo de março uma carta pedindo a CBF o reconhecimento de criação de uma liga nacional a partir de 2017, o presidente do Cruzeiro, Gilvan Tavares, que também lidera o bloco regional de clubes do Sul, de Minas e do Rio, colocou um freio na iniciativa.

Segundo Gilvan, diante da complexidade do processo, o foco no momento é colocar a Copa Sul-Minas-Rio no calendário oficial de 2017.

- Nossa preocupação é a liga do ano que vem ser um torneio oficial. Aí é uma coisa que vai evoluir mais para frente. 2017 é a liga como torneio oficial. Mas a liga nacional é um assunto mais amplo para debatermos, muito maior do que vocês imaginam - afirmou o cruzeirense, após reunião na CBF.

O posicionamento de Gilvan é similar ao de Eduardo Bandeira de Mello, presidente do Flamengo.

- Essa questão da liga nacional tem um significado simbólico. Não acredito que vá acontecer ano que vem. Por trás da proposta, a intenção dos clubes de serem ouvidos, se articulares e apresentarem soluções para os próprios problemas. Não vejo necessidade de se fazer isso em desacordo ou em processo conflitante com a CBF. Podemos discutir isso em conjunto. O Flamengo nunca quis ficar em oposição flagrante à CBF. Mas acho que falta a ela a percepção de ficar ao lado das boas causas - disse ele.

Gilvan ainda relatou que haverá uma reunião próxima com o secretário-geral da CBF, Walter Feldman, para discutir sob quais termos a Sul-Minas-Rio entrará no calendário.

- Eu disse a ele que nós vamos fazer primeiro mais um encontro dos clubes da Primeira Liga para definirmos tudo e chegarmos com a pauta praticamente definida com as reivindicações. A CBF está aberta e entusiasmada - completou Gilvan.