Atlético Nacional x Kashima Antlers

Segundo Serapião, a ideia original da CBF era de que a Série A do Brasileirão de 2017 tivesse arbitragem de vídeo em suas partidas (Foto: TOSHIFUMI KITAMURA / AFP)

Vinícius Faustini
14/12/2016
13:17
Rio de Janeiro (RJ)

A repercussão em torno do polêmico uso do auxílio tecnológico em uma semifinal de Mundial de Clubes não passou em branco pela arbitragem brasileira. Representante da Conmebol no Ifab e instrutor de árbitros da CBF, Manoel Serapião Filho garantiu ao LANCE! que episódios como o pênalti polêmico apontado na vitória por 3 a 0 do Kashima Antlers sobre o Atlético Nacional dão margem para cautela:

- Nossa grande briga é de que os lances apontados pelo árbitro de vídeo sejam claros e indiscutíveis, por exemplo. Por exemplo, dúvidas se a bola entrou ou não, ou um impedimento. Já os lances de interpretação não estariam  sob o ponto de vista de um árbitro de vídeo.

Aos olhos do ex-árbitro, a situação ocorrida em Yokohama (JAP) traz alguns alertas para a sequência dos estudos do uso de vídeo à beira do campo. O maior deles, é o andamento das partidas de futebol: 

- O futebol não pode perder sua essência. O exemplo de hoje (quarta-feira) é preciso. No lance abordado, o árbitro de vídeo tem de assistir à jogada e, após oito a 15 segundos, dar uma resposta, e não demorar tanto tempo. O impacto cultural de uma reação como esta será muito grande.

Serapião aponta como está a perspectiva da entrada de recurso de vídeo nos gramados do futebol brasileiro:

- Estamos pensando em 2017, mas dependemos de uma resposta da Fifa. A princípio, o uso do recurso seria restrito a jogos da Série A. Mas temos de analisar a maneira como isso iria impactar o andamento de jogo. Temos de aguardar.