Marcelo Freixo

Marcelo Freixo é candidato a prefeito do Rio de Janeiro pela coligação "Mudar É Possível" (Foto: Divulgação)

RADAR / LANCE!
30/09/2016
07:15
Rio de Janeiro (RJ)

No próximo domingo, a população do Rio de Janeiro vai às urnas na busca por traçar os rumos da política de sua cidade. Prestes a encerrar o Primeiro Turno da corrida eleitoral, o LANCE! traz, em entrevista exclusiva, os planos que o candidato a prefeito Marcelo Freixo (PSOL) tem para o Esporte nos próximos quatro anos.


1 - O Rio ganhou vários equipamentos esportivos de classe mundial para a Olimpíada. Como a sua gestão pretende utilizá-los?


Vamos transformá-los em centros de desenvolvimento da educação física e formação de atletas de alto rendimento, articulando as escolas municipais e as federações esportivas da cidade.

2 - A secretaria de esportes vai ser ocupada por alguém com forte conhecimento e ligação com a área ou vai ser usada em barganha política para algum partido da sua coligação?


Como não fizemos alianças trocando cargos por mais tempo de televisão durante as eleições, vamos escutar os servidores da prefeitura e escolher o que há de melhor na cidade para ocupar cada uma das pastas.

3 - Qual sua opinião sobre a importância da Educação Física nos ensinos Fundamental e Médio?

A Educação Física é fundamental. Assim que assumirmos a prefeitura, o nosso maior desafio será implementar uma política de Educação Integral na rede municipal de educação e integrar as políticas de arte, cultura e esporte com os programas de educação para transformar as escolas municipais em pólos de preservação da memória dos bairros e promoção da cultura popular.

A rede municipal do Rio é a maior da América Latina: são cerca de 1, 5 mil escolas e creches que estão espalhadas pela cidade. Essa integração entre educação, esporte, arte e cultura pode ajudar a ressignificar o espaço público e mudar a relação dos moradores com suas comunidades. Mas tudo isso só será possível se tivermos a capacidade de ouvir os alunos, pais, professores e funcionários. Democratizar as escolas é um caminho fundamental para democratizar a cidade. Acreditamos, assim, que outra escola é possível!

4 - Em sua visão, é possível a prefeitura ajudar de alguma maneira os grandes clubes do Rio a se reerguerem tanto administrativamente quanto esportivamente? Qual a sua ideia ou sugestão sobre o assunto?

Precisamos nos preocupar com todos os clubes, não apenas os chamados “grandes”. Vejam o Olaria, que está tendo que leiloar sua sede para tentar sobreviver. A situação é crítica. Precisamos pensar um plano municipal de desenvolvimento do esporte. E para isso temos que escutar todos os clubes tradicionais da cidade.

5 - Qual deve ser o modelo de uso do Maracanã, já que o atual concessionário alega que não é viável no modelo atual? A prefeitura teria interesse em gerir este equipamento?

O processo de privatização do Maracanã foi marcado por escândalos de corrupção que evidenciaram esquemas de propinas envolvendo a cúpula do PMDB e as empreiteiras investigadas pela Operação Lava-Jato. Antes de mais nada precisamos realizar uma auditoria de todos os contratos. No que se refere à possibilidade de municipalizar o Maracanã, temos que analisar o impacto no orçamento. Caso seja possível, nós vamos garantir uma cota mínima de ingressos a preços acessíveis e promover a volta de setores populares. O Maraca precisa voltar a ser o templo do povo.