Botafogo

Troféu do Campeonato Carioca foi o último levantado pelo time de General Severiano (Foto: Lancepress)

Felippe Rocha e Vinícius Britto
11/03/2016
07:30
Rio de Janeiro (RJ)

Cinco de maio de 2013. A última vez que Botafogo e Fluminense se enfrentaram no Estádio Raulino de Oliveira, em Volta Redonda. As lembranças são ótimas para o torcedor alvinegro porque, naquela ocasião, a equipe venceu por 1 a 0, conquistou a Taça Rio e também o Campeonato Carioca. De lá para cá, muita coisa mudou no clube de General Severiano, mas o auxiliar técnico Jair Ventura se lembra bem daquele dia, que inspira o Glorioso para o duelo deste domingo, novamente contra o Tricolor.

- Um bom comparativo é o grupo, que é muito bom não só tecnicamente, mas pessoas, os seres humanos. O grupo trabalha bastante e ninguém reclama. Sempre pedem mais treino e os resultados acabam aparecendo. Conseguimos terminar a primeira fase com a melhor campanha - valoriza.

Aquele elenco de 2013, que levaria o Botafogo de volta à Copa Libertadores após 18 anos, tinha jogadores como Seedorf, Fellype Gabriel, Andrezinho, Vitinho e Lodeiro. Porém, de todo o elenco, somente o volante Lucas Zen e o goleiro Jefferson seguem na equipe. Da comissão técnica, somente alguns membros continuam no clube. Jair é um deles. E pé quente.

- Já disputei algumas finais de Estaduais aqui. Em 2010 fomos campeões, em 2012 perdemos para o Fluminense, em 2013 ganhamos deles e no final do ano eu saí depois do Brasileiro. Em 2015 eu voltei, disputamos mais uma final (derrota para o Vasco) e esperamos que seja, esse ano, que nem em 2013. Perdemos no ano anterior, mas ganhamos o seguinte. Espero que posa dar tudo certo, mais um titulo pra todos nós que estamos envolvidos - almeja.

Se, tecnicamente há diferenças entre os grupos de 2013 e 2016, a força de vontade dos atletas se equivalem, segundo Jair Ventura. Então é esperar para ver se tal esforço será recompensado com taça ou não.

Bate-bola com Jair Ventura: 'Queremos continuar invictos, sim, seria hipocrisia dizer que não'

Há semelhança entre os grupos de 2013 e desse ano?
Estamos fazendo por onde para sermos campeões. A gente sente não só pelos resultados, mas pelo trabalho, pela entrega. É um grupo focado e os resultados aparecem naturalmente. Em 2013 foi assim e vejo da mesma maneira esse ano. Chegamos precisando de um empate, pela melhor campanha que fizemos.

O que fazer para manter o bom desempenho da equipe?
A nossa briga interna é pela manutenção dos resultados, das vitórias. Queremos continuar invictos, sim, seria hipocrisia dizer que não.

A defesa do Botafogo vai bem, mas o ataque nem tanto...
É claro que nós queremos o ataque fazendo muitos gols, mas nem sempre conseguimos o ataque de excelência. Sabemos que podemos melhorar na frente, sabemos o potencial dos nossos atacantes, mas estamos satisfeito com eles.