Salgueiro - Botafogo

Uruguaio desencantou e marcou seu primeiro gol contra o Flamengo (Foto: Alex Carvalho/AGIF/LANCE!Press)

LANCE!
19/07/2016
08:00
Rio de Janeiro (RJ)

Assistência na quarta-feira e gol no sábado, que garantiu a reação alvinegra no clássico de estreia da sua nova casa no Brasileiro. Depois de um começo de trajetória apagado, onde pouco acrescentava ao time, chegando a ser preterido no banco de reservas, Salgueiro dá as caras e renasce, logo em um momento importante da temporada do Botafogo.

Quando chegou, em fevereiro deste ano, o uruguaio apareceu com o status de titular incontestável. Com um meio-campo jovem e com gringos desconhecidos, vinha para ser a referência técnica no meio. Ganhou a posição e foi titular durante a campanha do Carioca, mesmo sem ter grandes números.

A partir do início do Brasileiro e com a pressão da torcida pelo começo irregular no torneio, o meia foi para o banco e, inclusive, chegou a não ser utilizado em muitos jogos da competição. De titular a preterido dentro do clube.


Contudo, a última semana mudou por completo o quadro de Salgueiro no Botafogo. Contra o Bragantino, pela Copa do Brasil, deu a assistência para o gol de cabeça de Dierson, sendo sua terceira desde que chegou ao Alvinegro.
No clássico contra o Flamengo, precisou de dez minutos em campo para receber, girar bonito em cima de Jorge e igualar o placar do clássico, para delírio da torcida na Arena Botafogo. E a sua importância no jogo rendeu elogios do comandante:

– Ele começou muito bem, caiu depois do Carioca, isso acontece. Ele não teve problema de adaptação. Foi físico e, consequentemente, a técnica quase desapareceu. Aos poucos, nos treinos, há duas semanas, ele mostra estar voltando a ser o Salgueiro do Carioca – disse o técnico Ricardo Gomes.

Da irregularidade para a chance de redenção. Salgueiro aproveita a última semana para ganhar moral, melhor tecnicamente e aumentar ainda mais a disputa no meio-campo alvinegro. Melhor para o Botafogo.

Comparação com a trajetória de Rafael Marques
Para o botafoguense mais supersticioso, essa demora para deslanchar do uruguaio Salgueiro pode ser comparada com o começo de trajetória de um dos nomes mais marcantes dos últimos anos do Botafogo: o do atacante Rafael Marques, que defendeu o clube de 2012 até o final de 2013, sendo o autor do gol do título carioca daquele último ano.

Além da falta de gols no início pelo clube (foram 21 jogos na seca para Rafael e 24 para Salgueiro), os dois já vinham sendo participativos nas assistências e, coincidentemente, quando marcaram seus gols que encerraram o jejum, vestiam a camisa de número 20 do Botafogo. Depois, Rafael Maques passou a ser decisivo em clássicos - o uruguaio já foi em um - e terminou como artilheiro do Alvinegro na temporada, com 18 gols. No ano anterior, ele tinha chegado para substituir Loco Abreu e acabou passando em branco.

Apesar das posições diferentes - Salgueiro joga mais recuado - o torcedor do Botafogo se enche de esperança para que, com o uruguaio, o sucesso posterior ao gol seja parecido com o de Rafael, que saiu com o reconhecimento da torcida. São 24 jogos, com um gol e três assistências do uruguaio pelo clube.