Loco Abreu assina muro do Botafogo (Reprodução)

O uruguaio Loco Abreu deixou a 'assinatura' no espaço reservado à sua imagem em muro  (Foto: Reprodução)

Patrick Monteiro
14/11/2015
10:10
Rio de Janeiro (RJ)

Com novas pinturas, embolso e caricaturas de mais ídolos, o muro ilustrado de General Severiano passou por um processo de recuperação estrutural. O trabalho, iniciado em setembro, foi produzido por Tadeu Tnak (artista plástico e membro da torcida responsável pelo projeto). Lançado em 2008, o espaço retrata a história do Alvinegro em ordem cronológica. Sandro, Túlio Guerreiro, Gerson e Rildo são algumas das novidades na ilustração que já contava com Mimi Sodré, Didi, Garrincha e Nilton Santos, entre outros. Nesta sexta-feira, durante a visita de Loco Abreu à sede do clube, quem compareceu ao local pôde acompanhar uma prévia do que será a reinauguração da galeria.

- A ideia é da torcida Loucos Pelo Botafogo e começou em 2008. Está faltando o time de 95, já tem Gonçalves e Sérgio Manoel. As pinturas antigas eram feitas por mim e pelo Luis (outro membro da torcida). A técnica utilizada é o stencil, que consiste numa folha de papel vazada, que cola na parede - resume Tnak.

Botafoguense por influência do pai, Tadeu exibe o orgulho por contribuir com a homenagem aos grandes nomes da história do clube. Ele frequenta os estádios desde 1989 - ano da quebra de um jejum de 21 anos sem título alvinegro - e tem sim o seu desenho preferido. Claro, só poderia ser o que faz referência ao atacante uruguaio da camisa 13 - "coincidentemente", número que representa a data do evento.

- Fazer o Garrincha, Didi e o Nilton Santos é sempre emocionante. Mas fazer o Loco Abreu tem um gosto especial, por ele ter vindo aqui só para ver o muro estar junto com a torcida - diz.

O responsável pela pintura de "El Loco" estreou como torcedor presente nas arquibancadas na primeira partida do Glorioso no Carioca daquele ano. Na ocasião, o time da estrela solitária bateu o América por 1 a 0, iniciando com o pé direito a campanha que culminaria naquilo que todo botafoguense sabe de cór: vitória (1 a 0) e título conquistado em cima do Flamengo, na final do campeonato.