Vinícius Britto (RJ)
13/02/2017
13:47
Rio de Janeiro (RJ)

A já desgastada relação entre Botafogo e Flamengo voltou a piorar depois do clássico deste último domingo, que envolveu brigas fora do estádio, morte de um torcedor e polêmica nas redes sociais. Além de danos ao patrimônio do Estádio Nilton Santos, que teve cadeiras quebradas nos Setores Sul e Leste.

A vistoria realizada na manhã desta segunda-feira por funcionários do estádio - que contou com a presença de representantes do Flamengo - apontou que houve vandalismo nos setores destinados a torcida rubro-negra no clássico. Os números devem ser informados posteriormente por nota oficial do Glorioso.

Até por conta disso, a cúpula alvinegra vai se reunir na parte da tarde antes de se manifestar formalmente sobre o rival. Antes mesmo do ocorrido, o Botafogo já mantinha a postura de não permitir o rival atuar no Estádio Nilton Santos. 

Com as brigas e a morte confirmada de um torcedor do clube - além de outras duas pessoas baleadas antes da partida - o mandatário alvinegro, Carlos Eduardo Pereira, terá uma reunião com a FERJ para ver o que pode ser feito com relação ao rival no estádio. Mas a proibição ao rival seguirá valendo.

- Primeiro quero registrar toda a tristeza, toda a nossa solidariedade à família. Sobre a utilização do Estádio Nilton Santos, a decisão já tinha sido tomada há muito tempo atrás, de não deixar eles jogarem lá no estádio. Por isso, não tem nenhuma novidade em relação a este fato. Apenas jogou ontem porque era um adversário do Botafogo. Fora isso, não joga lá - afirmou o presidente do clube, Carlos Eduardo Pereira, em uma entrevista ao Bate-Bola da ESPN Brasil.

A briga entre torcidas resultou na morte do torcedor alvinegro Diego Silva dos Santos, de 28 anos. Um carro com membros de uma organizada do Flamengo passou atirando contra torcedores do Botafogo, segundo a Polícia Militar. Outras sete teriam ficado feridas, sendo encaminhadas para o hospital.