Jair Ventura

Ednilson Sena, ao fundo, está sempre perto do técnico Jair Ventura (Foto: Vitor Silva/SSPress/Botafogo)

Felippe Rocha
14/01/2017
12:37
Rio de Janeiro (RJ)

A tragédia com o voo da Chapecoense fez com que o calendário do futebol brasileiro, também para este ano, fosse alterada. Para o Botafogo, a pré-temporada precisou ser reduzida, o que pode gerar impacto nos primeiros compromissos do ano, sendo o duelo contra o Colo Colo, no dia 1º de fevereiro, o de maior destaque. Mas a parte física dos jogadores, que poderia ficar comprometida, não deve ser tão impactada. Pelo menos assim entende o preparador Ednilson Sena.

- Foi muito importante o Botafogo manter o esqueleto da equipe. Todas as equipes vencedoras fazem isso. Até Real Madrid e Barcelona fazem contratações pontuais. Para nós, é muito importante conhecer o atleta profundamente. Hoje já sabemos o limite do Carli, do Camilo, do Rodrigo Lindoso, do Sassá. A tendência é ter um desempenho físico muito melhor - entende Ednilson.

Em 2016, o Botafogo sofreu com lesões. Isso porque muitos jogadores foram exigidos como nunca haviam sido na carreira. Desde atletas jovens, como o zagueiro Emerson, até o experiente volante Bruno Silva, o grau de exigência e o número de jogos foi alto. Alguns atletas passaram de 45 jogos. E a estadia no departamento médico foi frequente para muitos, ao contrário do que planeja a comissão técnica para 2017.

- Começamos bem num primeiro momento. Fizemos um planejamento de férias, cada atleta recebeu o seu. Eles tinham uma semana para não fazer nada. A partir de então começaram a fazer um trabalho. Inclusive os reforços, Montillo, Gilson, Jonas... Para que sofressem menos na volta ao trabalho - explicou Ednilson.