Botafogo

Flâmula da equipe catarinense foi colocada na mesa da sala de imprensa do Glorioso (Foto: Felippe Rocha)

Felippe Rocha
30/11/2016
11:40
Rio de Janeiro (RJ)

Até o céu do Rio de Janeiro parecia triste. Tempo nublado, chuva alternada, e um sol que pena para aparecer. Todos ainda estão bastante abalados com a tragédia com o avião que levava o time da Chapecoense. No Botafogo, alguns jogadores perderam dezenas de ex-companheiros, outros choram a perda de um mais próximo. Caso de Rodrigo Pimpão, que jogou com o meia Arthur Maia no América-RN e se tornou amigo dele.

O time alvinegro enfrentou os catarinenses há duas semanas, na Arena Botafogo, e perdeu. Após a partida, alguns atletas fizeram um trabalho físico e Arthur estava entre eles. Como a atividade demoraria, após o atacante do Glorioso já ter jogado, mesmo com o pedido do filho, ele preferiu não ficar na Ilha do Governador. Por isso, hoje, se arrepende.

- Ontem (terça-feira), quando acordei, vi a notícia no celular e acordei a minha esposa. Ano passado, quando ele estava no Flamengo eu eu já no Botafogo, ano passado, ele ia na minha casa. No último jogo (já pela Chape), trocamos camisa, conversamos e, até o último momento, meu filho e esposa estavam esperando-o para receberem uma palavra de carinho. Eu falei: "Vão demorar." Mas seria uma oportunidade. Isso marca - lembrou, antes de concluir:

- Ontem (terça), minha esposa usou durante o dia inteiro a camiseta do meu companheiro. Em casa, ela falou: "É difícil." Eu fico imaginando o que falar, o que fazer com um filho de três anos. Penso pelos filhos, pelas famílias que perderam os pais. Da imprensa também. É triste, um momento difícil. Eles vão estar brilhando sempre - diz Pimpão, que colocou a flâmula da Chapecoense na mesa, antes da entrevista coletiva, como forma de homenagem.