Vinícius Britto
14/11/2016
08:00
Rio de Janeiro (RJ)

Um dos líderes do elenco, garçom do Botafogo no ano e querido pela torcida. Se não fosse a lesão, Luis Ricardo poderia estar tendo o final de temporada perfeito. Mas nada que desanime o camisa 4 do Botafogo. Pelo contrário. Se recuperando de fratura no tornozelo esquerdo - que o obrigou a passar por cirurgia, em setembro - o lateral se diz na metade da caminhada para o condicionamento ideal e projeta retornar voando na pré-temporada, em 2017.

– Devido a lesão, e a gravidade que foi, estou evoluindo super bem. Faço a fisioterapia tem algum tempo, então o osso já calcificou, tudo certo. Mas ainda não alcancei todo movimento. De 100%, estou 50%. Estou super bem, tenho ido todos os dias para a fisioterapia e trabalhado com todo afinco para poder ter minhas férias normalmente e voltar para a pré-temporada na minha melhor forma – disse o lateral direito do Botafogo, com exclusividade, ao LANCE!.

Enquanto ele se recupera, Alemão chegou ao Glorioso, assumiu a lateral e vai mantendo o bom trabalho desenvolvido pelo anterior dono da posição. Nos sete jogos que disputou, o ex-lateral do Bragantino ainda está invicto e já deu duas assistências, contra 11 de Luis Ricardo, líder de assistências do Botafogo nesta temporada. Até por isso, muitos elogios para o companheiro de posição.

– O saldo dele é muito positivo. Chegou em um momento difícil, pelas pessoas julgarem seu futebol, pedindo para ele jogar igual ao antigo dono da posição. O Alemão chegou, trabalhou da forma que ele imaginava e substituiu bem um cara que vinha jogando. Tem me surpreendido muito. Não é fácil chegar em um clube grande e corresponder. Mostrou para o que veio. A disputa fica muito boa. Tem o Diego também, o Marcinho... a posição está bem servida - disse.

No mesmo tempo que é o garçom do elenco atual, Luis Ricardo passou 2016 em branco, sem balançar as redes. Comparado aos dois que tinha feito no seu primeiro ano, o lateral lembrou que sua primeira função, como um defensor, é garantir a parte de trás e brincou com os passes para os companheiros.

- A minha função, primeiramente, é a de não tomar gol. E a gente está bem, temos uma das defesas menos vazada. Depois, vamos dizer que seja um bônus, e, por eu ter uma característica ofensiva, acabei me destacando nas assistências. Para mim, é como se eu tivesse fazendo gol, já que passei em branco (risos). Eu abraçava os companheiros, desfrutando muito do momento - conclui o lateral alvinegro, que trabalha forte para voltar voando em 2017.

BATE-BOLA - LUIS RICARDO, AO LANCE!:


1. Nesse tempo fora, você segue vendo com os companheiros de clube?

O meu convívio com eles sempre foi muito homogêneo. Todas as vezes que ele estão em General, eu tenho o contato com cada um. O apoio é unânime do grupo e isso tem feito a diferença. Todos tem me apoiado. Eu gosto de cada um e isso é transmitido sempre para eles todos.

2. Como vê a campanha feita pelo Botafogo e a arrancada no Brasileirão?

Sinceramente, não é uma surpresa. Olhando cada jogo, da onde participei, o time tem evoluindo a cada jogo que passa, crescendo. Nós compramos a ideia do nosso treinador, o Jair. E ele foi muito feliz naquilo que impôs. Temos feito um excelente Campeonato Brasileiro, surpreendendo muito quem considerava que íamos cair. Estamos em uma evolução e eu brinco com meus companheiros que eu quero disputar a Libertadores em 2017.

3. Você e o Jefferson são dois jogadores queridos pela torcida e que não tem atuado neste final de temporada... agora é voltar voando no ano que vem?

Para mim, foi um dos motivos de eu ter renovado. Justamente por essa confiança de todos dentro do Botafogo. E passa muito pelo que aprendi com nosso capitão. Dentro da equipe, o Jefferson é um cara que cobra bastante. Incentiva e ensina. Fico feliz pelo reconhecimento e vamos voltar ainda melhor.

4. E a relação com o Jair Ventura? Você foi capitão com ele antes de machucar...

O Jair me conhece tem quase dois anos. Era o auxiliar nos outros trabalhos. Naquele jogo da lesão - contra o Grêmio - ele me presenteou com a faixa de capitão por tudo que eu representava. Dei duas assistências, estava bem no jogo... ter esse privilégio, para mim, foi uma satisfação imensa. Grande pessoa.