Figueirense x Botafogo

Alemão cortando, enquanto Vinícius Tanque contribuiu na recomposição (Foto: Cristiano Andujar/AGIF/Lancepress!)

Vinícius Britto
11/10/2016
08:00
Rio de Janeiro (RJ)

A arrancada do Botafogo no segundo turno do Brasileirão tem vários fatores decisivos. Seja o trabalho de Jair Ventura, a força da Arena da Ilha ou o retorno de jogadores que antes passavam o maior tempo no DM. Contudo, é inegável que a mais impactante destas foi a evolução do sistema defensivo alvinegro. Com a melhor defesa do returno, o Botafogo deixa de ser um dos candidatos ao rebaixamento e se credencia para disputar uma vaga para a Libertadores.

Em dez rodadas nessa segunda parte do campeonato, a meta alvinegra foi vazada apenas três vezes. Nas sete vitórias conquistadas com Jair no returno, em nenhuma delas o Botafogo sofreu gol. Nas três vezes em que Sidão foi buscar a bola no fundo do barbante, o Glorioso perdeu os jogos por 1 a 0.

Além das mudanças nas peças que compõe o sistema defensivo – entrada de Carli, que assumiu a braçadeira e comanda o miolo de zaga, e o bom momento de nomes como Sidão, Emerson e Victor Luis – uma das principais mudanças no sistema de jogo é na movimentação dos atacantes. Eles não ficam presos apenas as suas funções ofensivas, se esforçando na recomposição das linhas de marcação. Foi o que lembrou o artilheiro Sassá, em entrevista coletiva:

– É só ver eu e o Neilton. Teve um jogo contra o Fluminense que nós mais corremos junto na marcação. Só ver também o comprometimento da frente, que facilita com que a bola chegue lá atrás mais mastigada e fácil para a defesa fazer o trabalho dela. O Pimpão também tem papel importante assim – disse o atacante, que teve o discurso reforçado pelo comandante Jair Ventura.

– No sistema de jogo, eu cobro muito de todos os atacantes. É desgastante – admite o técnico alvinegro, que costuma destacar a importância tática de Neilton no sistema de recomposição defensiva do setor de meio-campo.

Dupla entre Carli e Emerson vai demonstrando entrosamento

No decorrer do Campeonato Brasileiro, o Glorioso já teve diversas duplas de zaga. Desde o retorno de Carli, o argentino tem sido um nome certo entre os titulares. E, com a entrada de Alemão na lateral, Emerson foi deslocado para a dupla com o capitão. E o resultado tem sido positivo na sequência.

Em dois jogos juntos, a dupla de zaga alvinegra não sofreu gols. Ambos já tinham o entrosamento da época do Campeonato Carioca, quando formavam a dupla titular do então técnico do time, Ricardo Gomes.

Além deles, o bom momento de Sidão é outro ponto de destaque. Defendendo pênaltis, o arqueiro foi decisivo para que a meta alvinegra não fosse vazada contra Vitória e Corinthians. No returno, é o goleiro que menos gols sofreu no Brasileirão, suprindo a ausência de Jefferson, que ainda se recupera de lesão.