Jairzinho 1970

Jairzinho é um dos maiores artilheiros da história do Botafogo (Foto: STAFF)

Felippe Rocha
24/06/2016
07:30
Rio de Janeiro (RJ)

Aquele tio que vê seu sobrinho com dificuldade enorme em conseguir fazer o gol costuma dizer: "Conversa com ela, chama de 'meu amor' que melhora". E poucos na história do Botafogo entenderam tanto da relação entre os pés ou a cabeça, a bola e o gol quanto Jairzinho. O maior artilheiro vivo da história da Estrela Solitária passa seus ensinamentos para que o ataque do Glorioso não desperdice as chances. Contra o Figueirense, na última quarta, 18 tentativas e três no alvo. E o placar permaneceu zerado.

- O que posso passar é que tenham confiança neles e que possam, como jogadores inteligentes que são, avaliar, fazer uma reflexão, uma análise de por que não estão acertando no momento da finalização. Que cada um pense por que não acertou. Não estou equilibrado? Bati com a parte interna ou com a parte externa do pé? Com o peito do pé? Eu procurava fazer uma avaliação do que vi de certo e errado. Para, a cada jogo, não repetir o erro que cometi na partida anterior - afirmou o Furacão da Copa de 1970, em entrevista ao L!.

Mas Jairzinho, de 183 gols em 413 partidas pelo Glorioso, não vê a equipe atual com pessimismo. O ex-atacante reforça a má pontaria recente, mas entende que a criação está fazendo um bom trabalho.

- A verdade tem que ser dita: os atacantes do Botafogo não estão tendo precisão nos arremates. Mas o time está organizado. A quantidade de finalizações oferecidas, nesses últimos jogos, pelo meio-campo, é extraordinária. Falta confiança, precisão no arremate. É bola para fora, por cima, pelo lado, no goleiro... e a uma distância curta, perto da pequena área. Tem que rever, faz parte, para a equipe se recuperar - avaliou.

Jairzinho faz coro aos elogios em relação ao trabalho de Ricardo Gomes. Por isso mesmo, ele reforça o pedido de carinho com a bola exatamente na hora da finalização.

- A construção para chegar ao gol está sendo eficiente. Posicionamento, passes, organização, movimentos táticos... tudo isso está dando certo. O que falta é precisão - finalizou o ex-jogador, ídolo da torcida alvinegra.