Arena Botafogo

Torcida alvinegra não tem tantos motivos para comemorar a data, desta vez (Foto:Vitor Silva/SSPress/Botafogo)

Felippe Rocha
12/08/2016
06:30
Rio de Janeiro (RJ)

O Botafogo completa nesta sexta-feira, 12 de agosto, 112 anos. Mas é um aniversário com clima bem diferente do que jogadores, diretoria e, principalmente, torcedores gostariam. O futebol, óbvio carro-chefe da instituição da Estrela Solitária, vive momentos de forte turbulência.

Com um jogo a menos que alguns concorrentes, é verdade, mas o time está na zona de rebaixamento do Campeonato Brasileiro. Como se não bastasse, a saída do técnico Ricardo Gomes parece questão de tempo, após a proposta do São Paulo e a diferença de pensamentos entre ele e a diretoria alvinegra.


Ter que recomeçar um trabalho às vésperas do segundo turno causa natural apreensão na comissão técnica, nos jogadores e nos torcedores. Voltar à Série B é o medo maior. Nem o controlado momento fora de campo parece amenizar o problema que se adivinha.
Apesar de pagar cerca de R$ 3 milhões para isso, parcelas do Profut, do Ato Trabalhista e de ações cíveis consomem, mensalmente, um montante similar ao aplicado na folha salarial do departamento de futebol. Mas são medidas que contêm a perigosa dívida do clube. Somente à União, mais de R$ 700 milhões.

Salários estão em dia no clube, a Arena Botafogo gerou avanços no programa sócio-torcedor e a equipe Sub-20 acaba de se consagrar campeã estadual. Entretanto, nada disso dará mais satisfação às arquibancadas do que o futebol profissional voltar à navegar em céu de brigadeiro: tranquilamente.