Treino do Botafogo - Neilton

Neilton tem sido responsável por puxar alguns desses contra-ataques (Foto: Vitor Silva/SSPress/Botafogo)

LANCE!
26/08/2016
08:00
Rio de Janeiro (RJ)

A evolução que fez o Botafogo sair da zona do rebaixamento e chegar à 13 posição do Campeonato Brasileiro tem alguns responsáveis. Mas talvez a faceta que demonstra o claro amadurecimento do time alvinegro é a eficiência dos contra-ataques da equipe nos últimos jogos. São três vitórias nos últimos quatro jogos, e tanto com Ricardo quanto agora, com Jair Ventura, o Glorioso soube abrir o placar ou “matar” a partida desta forma.

Contra o Palmeiras, a pressão do rival poderia ter dado resultado se, num contragolpe, Vinícius Tanque não se tivesse sofrido pênalti. Camilo assegurou o 3 a 1. Novamente o camisa 10 marcou o gol derradeiro do último jogo, contra o Sport, em outra jogada de velocidade no fim do jogo. Antes, o time de Jair Ventura atraiu o São Paulo, armou o bote e Rodrigo Pimpão teve a primeira chance. Nos últimos minutos, Diogo Barbosa fez grande jogada e Sassá fez.

– Nosso time está bem agrupado, bem compacto. Então o Camilo sempre nos procura, os volantes saem de trás também. Isso acaba nos ajudando bastante. Mas não só o ataque. A zaga é outro setor que está bem, sem tomar gols há dois jogos. Desta forma, podemos ter tranquilidade na frente – explica Neilton.

É claro que, assim como resultados negativos em sequência geram tensão no clube, preocupação na torcida e, eventualmente, crise, as coisas boas são acumulativas. Quando o Botafogo sai do Z4, vence partidas em série e não leva gols, o ambiente melhora nos treinamentos.

– Dá tranquilidade. Estamos trabalhando mais leves, sim, mas com responsabilidade. Isso nos ajuda para, na sequência, sairmos dessa situação e sonharmos mais alto na competição. Nós merecemos – analisa o camisa 7.

Para completar a maré boa pela qual atravessa o Botafogo, o time tem a semana toda para se recuperar e se entrosar ainda mais. O próximo jogo é apenas na segunda-feira, contra o Atlético-PR. Tempo suficiente para os jogadores afiarem as armas. Principalmente o contra-ataque, tão eficiente nas últimas semanas.