Carlos Eduardo Pereira (Foto:Vitor Silva / SSPress / Divulgação)

Carlos Eduardo Pereira (Foto:Vitor Silva / SSPress / Divulgação)

Igor Siqueira
29/01/2016
11:49
Rio de Janeiro (RJ)

O Botafogo vai dar entrada nesta sexta-feira com um mandado de garantia no Tribunal de Justiça Desportiva do Rio buscando uma liminar que dê a segurança para atuar pelo Carioca mesmo sem a Certidão Negativa de Débito (CND), exigência do Profut.

O clube, que estreia neste sábado no Carioca, já enviou toda documentação para receber a CND, mas alega que, por questões burocráticas e demora no sistema, não está com o documento em mãos e quer uma salva-guarda do TJD para não ser punido depois.

O Botafogo, como explica o presidente Carlos Eduardo Pereira, ainda tem um fio de esperança de que a CND possa sair nesta sexta, mas nem por isso vai ficar inerte.

- Já demos entrada em toda a documentação. Estou aguardando uma resposta. Eu espero que a CND saia ainda hoje. (Entrar no TJD) Pode ser uma estratégia do departamento jurídico. Até porque o Botafogo já pagou tudo, pagou as parcelas e tomou as providências necessárias. Só falta a CND. Inclusive, a parcela foi paga hoje. Sabemos que existe burocracia, é normal. Estamos lidando com isso - afirmou o dirigente, acrescentando que o depósito feito gira em torno de R$ 600 mil.

O presidente da comissão de direito desportivo da OAB-RJ, Marcelo Jucá, ao comentar, em tese, o tema, ressaltou que há um precedente na Justiça goiana que pode auxiliar o Botafogo na busca pela liminar.

- Não analisei os autos, mas, em tese, se realmente a CND não tiver sido emitida por questões meramente burocráticas, existe fundamento para a concessão da liminar nessa hipótese. Inclusive, no TJD/GO existem dois precedentes, com Atlético-GO e Vila Nova - explicou.

Neste sábado, o Botafogo enfrenta o Bangu, pela primeira rodada do Carioca, às 17h, em São Januário.