Joel Carli - Botafogo

Carli entrou no time na vaga de Renan Fonseca e não saiu mais (Foto: Vítor Silva/SSPress/Botafogo)

Felippe Rocha
10/03/2016
08:00
Rio de Janeiro (RJ)

Um cabeceio de Rafael Paty para a Portuguesa, um forte chute de Charles Chad, da Cabofriense, o oportunismo de Riascos, do Vasco, e ponto. O Botafogo sofreu apenas três gols em oito jogos do Campeonato Carioca até aqui. O time de melhor campanha na competição é também o da melhor defesa. Se um é causa ou consequência do outro é difícil ter certeza. Mas o que a torcida do Botafogo pode estar segura é em relação ao seu setor defensivo.

O time começou o ano com Diego na lateral, mas Luis Ricardo logo deixou o meio e voltou a ser titular na posição. Renan Fonseca estava bem, mas Carli aproveitou a chance e não mais a largou. Emerson coroou o bom campeonato que vem fazendo com o gol de falta contra o Cruz-Maltino. Na lateral esquerda, Diogo Barbosa não é ameaçado. E atribui o bom momento da retaguarda alvinegra, principalmente, ao capitão e ao treinador da equipe.

- Ter um goleiro como o Jefferson é ótimo. Pela experiência, pela qualidade. Ele costuma falar bastante com a gente. Mas tudo é fruto de treinamento do Ricardo Gomes, que treina muito o posicionamento da linha de quatro. E também acredito que a marcação começa lá na frente - entende o lateral.

Ricardo Gomes, quando jogador, foi zagueiro, e de Seleção Brasileira. Apesar das orientações no dia a dia, tanto o técnico quanto os jogadores admitem que não há um trabalho específico para os beques.

O time alvinegro, então, toma poucos gols porque é compacto e solidário. Quando leva, há mérito do adversário mas, na última vez, Diogo Barbosa foi presa fácil para a jogada de Eder Luis. O lateral é duro quanto à própria atuação naquele jogo.

- Sou um jogador com autocrítica elevada. Contra o Fluminense, fui bem. Contra o Vasco, até acho que fui bem, mas falhei no lance no gol. Aquela situação mudou a circunstância do jogo. Falhei em um clássico, não pode acontecer. Sei que errei, só que agora tem um novo clássico e tudo pode mudar - explica.

Os três volantes que Ricardo Gomes adotou no decorrer da primeira fase também dão mais consistência ao meio-campo. Por mais que o técnico sempre ressalte que Rodrigo Lindoso é meia de origem e Bruno Silva e Airton têm virtudes ofensivas, a grande área fica, naturalmente, mais protegida.

Seja com defesas de Jefferson, com as intervenções dos defensores, ou com a proteção do meio-campo. O importante é manter.