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Meia concedeu entrevista coletiva nesta segunda-feira, em General Severiano (Foto: Vinícius Britto/LANCEPRESS)

Vinícius Britto
27/06/2016
16:18
Rio de Janeiro (RJ)

Nem ele mesmo esperava uma estreia como a do Beira-Rio. Camilo admitiu que o tempo sem jogar - quase dois meses - e o adversário complicado seriam um entrave para um triunfo logo em seu primeiro jogo. Mas nada que um chute colocado, com categoria, no canto esquerdo de Jacsson, não resolva.

Contra o Internacional, o meia encheu a torcida alvinegra de esperança por uma melhora do setor ofensivo. No primeiro jogo de Camilo, o ataque do Botafogo marcou três gols pela segunda vez na temporada. Uma assistência para Neilton e o golaço, no segundo tempo, que garantiu os três pontos em pleno Beira-Rio justificam, a princípio, as esperanças depositadas em sua contratação. E ele admitiu a importância de uma estreia como a de domingo:

- Não esperava uma estreia como essa. Fiquei em êxtase, não consegui nem responder todas as mensagens dos amigos, companheiros. Dá uma moral grande para seguir na competição. Nos fortalecemos com esse resultado fora. Tento levar para dentro de campo minha experiência, e vestir a camisa 10 do Botafogo é um privilégio. Vou buscar ajudar bastante - disse o meia alvinegro.

Até por esse impacto que teve na equipe em sua estreia, o meia foi bastantes elogiado por Ricardo Gomes na coletiva pós-jogo. O técnico destacou o lado técnico de Camilo e projetou uma evolução física do jogador:

- Primeiro jogo, ótima estreia. Gostei muito do Camilo, mas vamos segurar para não secar. Tem que ter cuidado com a secação (risos). Vamos trabalhar bastante, recuperar, não esperava tanto, mas ele se doou. A qualidade dele nós conhecíamos, não está ainda no melhor da parte física, isso vai acontecer de dois a três jogos - ponderou o comandante alvinegro.

Na sua apresentação, Camilo falou sobre a família botafoguense e o sonho realizado em poder jogar no time do pai. E, depois da estreia, a repercussão entre os familiares não podia ser diferente:

- Meu pai é meio calado, fala devagar, bem tímido. Mas a sensação dele é de felicidade é enorme. O irmão mais novo, que é o falante, é o pior, não para de falar (risos). Mas eu fico feliz com o carinho da família e pela estreia - completou Camilo, que deu seu cartão de visitas aos botafoguenses.