Botafogo x Bangu

Jogadores comemoram o gol de pênalti marcado por Lindoso no domingo (Foto: Wagner Meier/Lancepress!)

Vinícius Britto
13/04/2016
08:00
Rio de Janeiro (RJ)

O setor ofensivo é o mais criticado do Botafogo na temporada. Apesar de ter perdido somente uma vez nos 15 jogos disputados nesta temporada, o ataque alvinegro tem números ruins, ainda mais se comparado ao dos rivais. E a bola parada vem salvando a equipe alvinegra nos últimos jogos.

Dos 20 gols marcador pelo Botafogo em 2016, quase metade foi decorrente da bola parada. Nove vezes o Alvinegro balançou as redes sem ser com a bola rolando. Seja em cobranças de falta (cruzamentos e diretas) e, principalmente, em pênaltis (cinco vezes neste Campeonato Carioca). Se for olhar os últimos jogos, os números ainda pioram. Nas último cinco partidas, o time só balançou as redes com a bola rolando uma vez: foi na vitória contra o Coruripe, pela Copa do Brasil. E a maioria dos jogadores em campo não eram titulares.

O problema do setor ofensivo já foi admitido por Ricardo Gomes. Na partida do último domingo, contra o Bangu, o gol que garantiu o alvinegro na semifinal só foi sair aos 47 do segundo tempo, após pênalti sofrido por Luis Henrique e convertido por Rodrigo Lindoso. O técnico pediu tempo para evolução:

– Isso é sequencia de trabalho, finalização, passes... Chegamos com pouca gente na área no primeiro tempo. Mas estávamos bem. Tivemos duas oportunidades com o Salgueiro e uma com o Ribamar. Muito pouco. Vamos trabalhar com mais atacantes para aumentar esse número de gols – disse o comanda alvinegro na coletiva pós-jogo.

Entre os times considerados grandes que disputam o Campeonato Carioca, o Botafogo é o segundo que mais finaliza (198), estando atrás somente do Flamengo (205). Contudo, é o clube com maior número de conclusões erradas (120) e o que tem a pior média de aproveitamento dessas finalizações (cerca de 10 chutes para cada gol marcado pelo ataque alvinegro).

Artilharia dividida
Talvez por conta destas características do time atual do Botafogo que os gols da equipe são bem distribuídos entre os jogadores. Os artilheiros - Luis Henrique e Lindoso - marcaram três vezes. Atrás, vem Ribamar, Nuñez, Carli e Gegê, com dois tentos cada. Depois, seis atletas diferentes que marcaram uma vez.

Os nove gols decorrentes de bola parada em 2016:
​1 - Renan Fonseca contra o Bangu - Cobrança de falta
2 - Gervásio Nuñez contra o Macaé - Pênalti
3 - Neilton contra a Cabofriense - Pênalti
4 - Emerson contra o Vasco - Cobrança de falta direta
5 - Carli contra o Volta Redonda - Cobrança de falta
6 - Lindoso contra o Volta Redonda - Pênalti
7 - Lindoso contra o Flamengo - Rebote após pênalti
8 - Carli contra o Flamengo - Escanteio
9 - Lindoso contra o Bangu - Pênalti