Montagem - Sando e Bolivar - Botafogo

Sandro e Bolívar foram importantes em diferentes gerações da equipe de General Severiano (Fotos: Lance!)

Felippe Rocha
22/08/2017
08:00
Rio de Janeiro (RJ)

O Botafogo está em busca da primeira Copa do Brasil, e está a três jogos dessa conquista. Porém, já bateu na trave em algumas ocasiões que dão exemplo do que deve e do que não deve ser feito para o time passar da fase semifinal que será concluída nesta quarta-feira, contra o Flamengo. Em 1999, antes de cair para o Juventude, na final, o Glorioso passou pelo poderoso Palmeiras, comandado por Luiz Felipe Scolari e campeão da Copa Libertadores no mês anterior. Com dois empates, a decisão foi nos pênaltis, e no Maracanã, como poderá ser desta vez. O ex-zagueiro Sandro, ídolo da torcida alvinegra, vê semelhanças entre as ocasiões.

- O Palmeiras tinha uma grande equipe, assim como o Flamengo tem jogadores também de qualidade. Nosso time não era dos melhores, mas, como está acontecendo com o Botafogo de agora, éramos muito competitivos. Estávamos jogando um futebol razoável, mas fazíamos um Carioca horrível. Na Copa do Brasil, íamos na base da vontade. O time de agora está jogando melhor do que a gente, é mais seguro - lembra o ex-defensor ao LANCE!.

Hoje comentarista, Sandro é identificado com a torcida botafoguense pela raça demonstrada no período entre o fim dos anos 1990 e início dos anos 2000, em que defendeu o Alvinegro. Curiosamente, na disputa contra o Alviverde, o camisa 3 foi o único a desperdiçar a penalidade cobrada.

- Quando eu ia bater, no canto direito de Marcos, o vi caindo naquele lado. Daí fui virar o pé e peguei embaixo demais. Mas a torcida me aplaudiu, eu estava com moral, tinha feito gol contra o Atlético-PR - lembra, sorrindo, o ex-jogador, citando a fase anterior.

Se o Rubro-Negro de hoje tem Juan, Diego, Berrío, Everton, Guerrero e outros que não foram inscritos a tempo, o Palmeiras tinha Marcos, Arce, Alex, Euller e mais craques contra Wagner, César Prates e Bebeto dentre os principais companheiros de Sandro. Dois 1 a 1 resultaram na posterior disputa na marca da cal, que se repetirá nesta quarta em caso de novo 0 a 0.

Naturalmente, a rivalidade é outra e a fase na competição também. Contudo, em 2013, o Botafogo também chegou longe na Copa do Brasil e encarou o mesmo Rubro-Negro que é rival em 2017. Na ocasião, o primeiro jogo das quartas de final terminou empatado em 1 a 1. No segundo, inapelável 4 a 0 sobre uma equipe considerada por muitos superior tecnicamente, com Seedorf no meio-campo e Bolívar na zaga, por exemplo. E o também ex-zagueiro vê o time atual mais preparado.

- Dentro e fora de campo (o atual está melhor). A diretoria consegue dar suporte aos jogadores e o elenco é muito forte. O Botafogo tem peças de reposição, não só 11 jogadores, como em 2013, e conjunto. O Jair conseguiu botar o método de trabalho dele. O time está muito preparado para chegar na final - acredita, também em contato com o LANCE!.

O time atual saiu do primeiro jogo, no Estádio Nilton Santos, sem gol sofrido, o que é importante. Mas terá que lidar com a maioria de flamenguistas que vai tentar empurrar a equipe mandante da vez. Para Bolívar, que fica na torcida pelo ex-clube, este vai ser um grande desafio para quem entrar em campo.

- Enfrentamos um Flamengo que soube aproveitar o torcedor. Fico na torcida porque é um clube que tenho carinho, respeito e admiração. Tenho contato ainda com algumas pessoas. A torcida é muito grande. Quero vê-lo conquistar títulos pela grandeza que tem. Espero que possa fazer uma grande semifinal e fazer a final tão esperada - afirma Bolívar, que agora estuda para ser técnico de futebol.