Lazlo Dalfovo
11/06/2018
06:55
Rio de Janeiro (RJ)

Dez segundos foram o suficiente para que o Bahia tirasse os três pontos das mãos do Botafogo, no último domingo, pelo Campeonato Brasileiro. A vitória na Arena Fonte Nova parecia garantida, mas os mandantes fizeram o gol do empate em 3 a 3 já no lance derradeiro. A sensação, conforme dito por Moisés e Alberto Valentim, é de um "sabor amargo".

Desde quarta-feira, aliás, esta é a sensação que está presente na garganta do torcedor alvinegro. No entanto, diferente do ocorrido contra o lanterna Ceará, em casa, o time de Valentim teve uma atuação exemplar em Salvador. O resultado, o mesmo. A atuação, muito diferente. A começar pela postura.

Diante de um Bahia sem confiança, o Botafogo optou pela marcação intermediária e pressão para recuperar a bola dos rivais ainda em seu campo de ataque. Em boa parte do duelo, a estratégia deu certo, até pela entrega tática - Rodrigo Pimpão, de volta ao time titular, e Valencia, novamente por dentro, colaboraram consideravelmente com os volantes Matheus Fernandes e Rodrigo Lindoso na fase defensiva.

Na frente, Kieza, além de dois gols, cumpriu bem o papel de segurar a bola, sobretudo no início dos tempos. Ao lado de K9 atuou Aguirre, que, mais uma vez, não esteve em sintonia pelo flanco direito e, de forma discutível, foi expulso por dois amarelos. 

Com um a menos durante metade da peleja, o Botafogo não mudou a estratégia e foi cirúrgico, como pediu Valentim durante a semana. O empate foi uma infelicidade, porém a atuação serviu de alento para que o Glorioso vença o trôpego Atlético-PR na quarta-feira e pare para a Copa do Mundo em paz com a sua torcida, que precisa ver um time mais regular e seguro no Brasileiro.

- Fomos cirúrgicos, principalmente com um a menos. O Bahia viria para frente com tudo, e o Allione foi feliz. Gostei do time. A proposta nossa era jogar de frente, e fizemos isso mesmo com um a menos - analisou Valentim. 

COMO O BOTAFOGO INICIOU

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