Lizio e Gervásio Nuñez

Lizio e Gervásio Nuñez ainda não encontraram seu lugar na equipe de Ricardo Gomes (Foto: Divulgação)

Vinícius Britto
07/04/2016
08:00
Rio de Janeiro (RJ)

Seja pelo estilo de jogo, pela falta de adaptação ou pelo elenco novo e com um time ainda em formação. A verdade é que o começo de trajetória, tanto do boliviano Lizio quanto do argentino Gervásio Nuñez, dentro do Botafogo, é bem abaixo das expectativas criadas por suas respectivas contratações.

O primeiro é convocado constantemente pela seleção boliviana - foi titular na derrota de sua seleção para a Colômbia, pelas Eliminatórias - enquanto o segundo chegou ao clube logo marcando gols e ganhando apelido da torcida.

Contudo, até então, não passou da primeira impressão. Os meias não caíram nas graças da torcida, tampouco do técnico Ricardo Gomes. Preteridos em grande parte dos jogos desta temporada, ambos foram titulares no time alternativo que venceu o Coruripe por 1 a 0, pela Copa do Brasil, com gol de Luis Henrique. Contudo, sem grande destaque por parte dos dois, que já enfrentam resistência em membros da alta cúpula do clube, que vêem suas respectivas contratações como um erro de planejamento. 

Até por isso, o Botafogo tem tido problema para armar o setor de criação nesse primeiro semestre. Com poucas opções de confiança no setor, o técnico busca armar um time mais conservador - com três volantes - e abre mão do poder ofensivo. Jogadores antes sem chances, como Gegê - que terminou o ano passado quase saindo do clube - conquistaram a vaga aberta pelo começo irregular da dupla de gringos. E é um consenso entre todos no clube que será preciso se movimentar no mercado para trazer um novo meia para o Brasileiro. Marquinhos, do Macaé, é um que já está acertado com o alvinegro.

Gervásio Nuñez foi o que teve mais oportunidades: foram nove jogos (vale-se ressaltar que nem todos foram como titular) e dois gols marcados. Enquanto isso, o boliviano Lizio disputou seis partidas e balançou as redes uma vez (logo na sua estreia, contra a Portuguesa, em São Januário).

Salgueiro é exceção na trinca de estrangeiros para a frente. Carli vai bem
Terceiro estrangeiro entre as opções ofensivas e o último a chegar no clube, Salgueiro vive situação distinta da dupla. Titular, o uruguaio sinaliza estar evoluindo a cada jogo e vai se entrosando com os companheiros. No clássico contra o Flamengo, deu a assistência no primeiro gol. O meia não viajou com o elenco para Alagoas e ficou fazendo trabalho específico nas dependências do clube. Como não participou da pré-temporada, em Domingos Martins, sente o lado físico e tem sido muito trabalhado pela comissão técnica.

O oposto também acontece com o zagueiro argentino Joel Carli. Com atuações seguras - com direito a gol em clássico - o jogador caiu nas graças dos torcedores e do técnico Ricardo Gomes. Ele foi o menos badalado do pacotão de gringos que chegou ao clube no início do ano e o que melhor se ambientou ao clube. Além de elogiado constantemente pelo técnico, o argentino bancou Renan Fonseca, um dos líderes do elenco remanescente de 2015.