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Espaço paraolímpico
Meu nome é Paulo Vitor Ferreira. Sou fanático por esportes adaptados e fiz a cobertura do Parapan 2007, do Meeting Internacional, do Circuito Loterias Caixa e de três clubes do Rio (Flu, Bota e Fla). Fui comentarista do SporTV e da TV BRASIL, onde trabalho, e colunista do LANCE! durante os Jogos de Pequim.
pvlancenet@hotmail.com |
Entrevista com um campeão - Parte 1postado por Paulo Vitor Danilo Binda Glasser. Dez anos de seleção brasileira de natação paraolímpica. Duas medalhas de bronze em dois Jogos (Sydney-2000 e Atenas-2004). Dois recordes mundiais nos 50m livre S10 e um nos 100m livre da mesma classe Comentarista do SporTV durante a Paraolimpíada de Pequim. Criador do primeiro site sobre a natação para pessoas com deficiência (www.paradesporto.com.br). Esse é o resumo do currículo invejável de um campeão do esporte adaptado. Essa é apenas a primeira parte de uma entrevista maravilhosa.
Quando você começou na cobertura paraolímpica?
Começamos em maio de 2001, eu, Fabiano Machado e Moisés Batista.
Por que escolheu cobrir o desporto para pessoas com deficiência?
Não pelo fato de sermos atletas paraolímpicos, mas sim pela pobreza que era esse segmento na época. Quando íamos viajar nem mesmo nossos familiares tinham informações dos nossos resultados, salvo quando telefonávamos.
Você acredita que as modalidades adaptadas são importantes para a
divulgação do tema da acessibilidade?
Acredito fielmente. Em qualquer segmento, o espelho é importante e sabemos que no esporte, espelhos, ídolos são fundamentais, e o esporte paraolímpico faz isso. Um exemplo fantástico é o que fez a China por conta das Paraolimpíadas. Não só concedeu pensão vitalícia a todo medalhista de ouro como lutou bravamente para adaptar toda a cidade em todos os setores possíveis. Aqui no Brasil a coisa também vem mudando, claro, a passos de tartaruga, mas só o fato de estar mudando já é muito para nosso país.
O país aprendeu a respeitar as pessoas com deficiência? O que falta?
O país aprendeu não seria o termo correto, pois não é num todo que isso vem acontecendo. Porém, a mudança existe e poucos já estão aprendendo. Como costumo falar, devido à maravilhosa convivência que tive com o Vital (Severino Neto), presidente do Comitê Paraolímpico Brasileiro (CPB), estamos num processo de evolução. Assim como existia a escravidão, não tínhamos o direito ao voto e tudo mudou, acredito que nosso movimento também vem mudando. Hoje alguns atletas já são ídolos, vistos como heróis nacionais e isso é resultado desse respeito.
Você já foi a quantos Jogos Paraolímpicos? Qual a diferença que você
notou na cobertura?
Eu disputei Sydney 2000 e Atenas 2004, e a diferença é gritante. Em Sydney 2000 minha família ficou sabendo da minha primeira medalha porque telefonei para falar. Em Pequim foi tudo mostrado ao vivo. Muitas vezes os atletas falaram real-time com seus parentes, coisa que para nós em 2000 era impossível. Falar ao vivo com a medalha no peito com meu filho? Piada, né...
Meu sonho é que em 2012 mude ainda mais. Que toda a imprensa esteja in loco em Londres cobrindo todas as modalidades, com muito mais canais transmitindo ao vivo. Hoje alguma parte da imprensa fala do esporte paraolimpico por prazer, por vontade própria, e nao por pressão, por terem sidos pagos para falar.
Pessoas com deficiência merecem oportunidades no mercado de trabalho?
Danilo: Claro que sim, óbvio. Já quanto a se destacar, todo deficiente se destaca em qualquer que seja sua área de atuação, sabe por que? Pois tiram de letra qualquer adversidade, qualquer barreira ou tarefa a que se defrontar. Isso se você pesquisar numa agência de correios, numa empresa aérea e quaisquer outras que empregam as pessoas com deficiência. Isso é fato, o resultado é certo.
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Viajar é sempre bompostado por Paulo Vitor Viajo nesta segunda-feira, às 15h30, para o Maranhão (terra da minha mãe). Feliz ano novo a todos. Continuarei publicando algumas notinhas e entrevistas, mas em um ritmo mais lento até o dia 5 de janeiro. |
Bate-papo com Bruna Gosling - Parte 1postado por Paulo Vitor O blog entrevistou algumas personalidades do movimento paraolímpico. A primeira foi a talentosa jornalista Bruna Gosling, do canal SPORTV.
LANCENET - Quando você começou na cobertura paraolímpica?
BRUNA GOSLING - Comecei a trabalhar com Jornalismo Esportivo em 2000, exatamente durante os Jogos Paraolímpicos de Sydney. Eu era estagiária do programa Stadium, na TVE Brasil. Meu primeiro contato direto com o esporte paraolímpico veio logo no mês seguinte, quando fui fazer uma reportagem com o atleta carioca Anderson Lopes, medalhista em Sydney no Lançamento de Dardo e Disco. Até hoje somos amigos, Anderson me ensinou muito sobre o movimento e sou muito grata a ele por essa paixão que despertou em mim pelo paradesporto.
L! - Por que escolheu cobrir o desporto para pessoas com deficiência?
BG - A TVE Brasil sempre divulgou muito bem o desporto para pessoas com deficiência, então, trabalhando no Stadium durante 2 anos, acabei me interessando pelo assunto, mas, ao mesmo tempo, eu lidava com todas as outras notícias do mundo esportivo. A idéia de me aprofundar, estudar e conhecer as regras, os atletas, as modalidades do esporte paraolímpico surgiu durante as Paraolimpíadas de Atenas, em 2004. Nesta época, eu já trabalhava no SPORTV, canal que também incentiva muito a prática de esportes para pessoas com deficiência. Nós transmitimos ao vivo os jogos da Grécia e eu tive o prazer de conhecer muitas pessoas bacanas do movimento, que trabalharam conosco como comentaristas durante a cobertura. A partir de então, passei a acompanhar in loco competições nacionais e internacionais, onde, convivendo com os atletas e técnicos, vendo a alegria, o esforço e a seriedade de todos, percebi que eu tinha a missão de ajudá-los a divulgar o movimento através da ferramenta que tinha em mãos, o Jornalismo.
L! - Você acredita que as modalidades adaptadas são importantes para a divulgação do tema da acessibilidade?
BG - Sem dúvida. O cidadão, quando é visto praticando uma modalidade adaptada, é visto como atleta. Mas, antes de tudo, ele também é visto como um cidadão com o direito de ir e vir comum a todos. Se ele pode chegar ao ginásio para treinar o vôlei sentado, ele pode também chegar ao Banco, ao Shopping ou ao Mercado. E a sociedade, os governantes têm o dever de facilitar este deslocamento para ele.
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Campeonato Brasileiro de Tênis de Mesa - resultadospostado por Paulo Vitor A repórter e mesatenista Carla Maia (medalha de prata na CLASSE 2-3) foi buscar a informação e o blog publica os resultados do Brasileiro de Tênis de Mesa Paraolímpico. Confira abaixo alguns deles. Colocarei os outros (a maioria) um pouco mais para frente.
Classificação geral por clubes:
1º Lugar - ADFGO - GO
2º Lugar - RIZZONE-DF
3º Lugar - ADFP - PR
CLASSE 1 MASCULINO
1º LUGAR ACTM- FRANCISCO SALES
2º LUGAR RIZZONE- ALOÍSIO LIMA
3º LUGAR CFF-IVANILDO SOUZA
3º LUGAR ADFGO-MARCILIO COSTA
CLASSE 2-3 FEMININO
1º LUGAR ADFP-ROSANGELA DALCIN
2º LUGAR RIZZONE - CARLA MAIA
3º LUGAR ADFGO- ELZA SA
4º LUGAR ADFP - SILMARA SANTOS
CLASSE 8-9 FEMININO - JANE RODRIGUES FOI A CAMPEÃ!
1º LUGAR ADFGO - JANE RODRIGUES
2º LUGAR CLUBE PORTUGUES - VALERIA PEREIRA
3º LUGAR CLUBE PORTUGUES - MARAISA SANTOS
CLASSE 7 MASCULINO
1º LUGAR RIZZONE - CRISTOVAN JAQUES
2º LUGAR AITM - GILBERTO ONOFRE
3º LUGAR CLUBE PORTUGUES - JOSUÉ DA SILVA
3º LUGAR CPSP - LUCAS PAULA
CLASSE 8 MASCULINO
1º LUGAR ACTM - FRANCISCO MELO
2º LUGAR CRF RONDONIA - JOÃO NASCIMENTO
3º LUGAR AJATM - PAULO SALMIN
3º LUGAR CPSP - MARCELO SANTOS
CLASSE 9 MASCULINO
1º LUGAR CPSP - EDIMILSON PINHEIRO
2º LUGAR BRC - CARLOS CARBINATTI
3º LUGAR CLUBE PORTUGUES - LUIZ EDUARDO
3º LUGAR CPSP - REGINALDO GOMES
CLASSE 10 MASCULINO
1º LUGAR FLAMENGO - MÁRIO RIBEIRO
2º LUGAR ADFGO - BASÍLIO OLIVEIRA
3º LUGAR RIZZONE - MARCELO KANEGAE
3º LUGAR ADAA - ALEXANDRE CALDEIRA
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Campeonato Brasileiro de Tênis de Mesapostado por Paulo Vitor A jornalista e mesatenista cadeirante Carla Maia (TV BRASIL) escreveu sobre o Campeonato Brasileiro de Tênis de Mesa Paraolímpico. Em um estilo mais solto e divertido, Carla analisa a competição. Leia abaixo.
Os atletas de tênis de mesa paraolímpico jogaram de cabeça quente o campeonato brasileiro de 2009. Não estavam nervosos por encerrar as competições do ano e definir o ranking brasileiro. É que em pleno verão do mês de dezembro, a cidade do evento, Fortaleza, era só calor.
Para as bolinhas seguirem direitinho suas trajetórias, não dá para ter vento no local dos jogos. Teve muito cadeirante de classe baixa (os tetrinhas que não suam) tomando banho de torneira, com toalha molhada na cabeça ou mendigando as salas com ar-condicionado do ginásio. Sofreram um pouquinho, mas não desistiram da disputa. 97 atletas paraolímpicos se inscreveram. O evento também chamou atenção por ocorrer pela primeira vez junto com jogos do atletas convencionais, aqueles sem deficiência. Esse pessoal competiu, no mesmo dia, o brasileiro de seleções estaduais.
Dos mesatenistas famosos da modalidade convencional, estava lá Hugo Hoyama. Recordista em medalhas de ouro em pan-americanos, gostou da idéia de unir os mesatenistas convencionais e paraolímpicos. Disse que assim, um pode aprender com o outro. Bom mesmo depois de suar no ginásio, foi ir às praias da cidade cearense refrescar a cabeça das vitórias e derrotas.
Mas calma! O fim das competições de 2008 não significa férias. Dias 17 e 18 de janeiro, na cidade de Brasília, já tem a seletiva para definir os integrantes da seleção brasileira de tênis de mesa paraolímpico para o primeiro semestre de 2009. A CBTM convocará os atletas que participarão desta seletiva por meio do ranking. Fiquem espertos! |
TROFÉU POLÊMICApostado por Paulo Vitor Escolhi os melhores do ano. Os nomes vão gerar polêmica. Caso os internautas pretendam enviar seus nomes preferidos e criar outras categorias, o blog publicará rapidamente. Mande e-mail para pvesporte@gmail.com ou pvlancenet@msn.com.br
DESTAQUE MASCULINO: ANTÔNIO TENÓRIO (JUDOCA TETRACAMPEÃO PARAOLÍMPICO) - OURO -100KG (CEGUEIRA TOTAL)
DESTAQUE FEMININO: SHIRLENE COELHO – PRATA NO LANÇAMENTO DE DARDO F35-38 (HEMIPLEGIA LADO ESQUERDO)
REVELAÇÃO MASCULINA: TITO SENA – MARATONA T46 (ATLETAS COM DEFICIÊNCIA FÍSICA) – PRATA
REVELAÇÃO FEMININA: VERÔNICA ALMEIDA – BRONZE NOS 50M CLASSE S7
MELHOR OFICIAL TÉCNICO OU/E COORDENADOR: RODERLEY FERREIRA – FUT-5 – OURO
MELHOR EQUIPE: SELEÇÃO DE FUTEBOL DE CINCO
MELHOR TÉCNICO: MARCOS ROJO – TREINADOR DO NADADOR DANIEL DIAS
REPÓRTER DO ANO: BRUNA GOSLING – SPORTV
MELHOR FOTÓGRAFO: SAULO CRUZ
COBERTURA JORNALÍSTICA – IMPRESSO: LANCE!
COBERTURA JORNALÍSTICA – TV: TV BRASIL E SPORTV |
UMA JORNALISTA MUITO ESPECIALpostado por Paulo Vitor Gostaria de aproveitar o espaço e homenagear a repórter do canal SporTV Bruna Gosling. Há anos, ela é o destaque da cobertura paraolímpica. Meu sonho é um dia premiar os melhores do esporte adaptado. Pretendo entregar a essa jornalista maravilhosa uma medalha de ouro e um troféu feito de diamante.
Parabéns, Bruna!
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PRANCHETA
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Tática de rugby O técnico da seleção brasileira de rugby em cadeira de rodas, André Veloso, e o defensor da equipe Guerreiros da Inclusão Marcelo Monteiro explicaram um pouco sobre a tática de defesa nesse esporte.
Segundo treinador e jogador, os dois defensores precisam proteger os cones e o central fecha o meio para que nenhum adversário apareça para marcar ponto. Esta tática é chamada de defesa em chave. O outro jogador fica à espera, fora da área, de um contra-ataque. No rugby para cadeirantes, os times possuem quatro atletas em quadra.
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