BLAG DO MAURO

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Venezuela 0 x 4 Brasil

postado por Mauro Beting



Existem gols que fazem mal ao espetáculo. Mesmo quando espetaculares como os marcados por Kaká, Robinho e Adriano, com apenas 18 minutos e 25 segundos de jogo no “templo sagrado do futebol venezuelano”...
Nunca o time de Dunga havia começado tão bem e tão forte um jogo. Com a vantagem mais ampla que a diferença futebolística entre a seleção canarinho e a vino tinto, o Brasil ensaiou tirar o time de campo nos 70 restantes. Fez isso até o intervalo. Mas voltou do vestiário com o ânimo e a bola que faltaram no Engenhão contra a Bolívia. A longa viagem, o jogo contra a Colômbia no Rio, o retorno à labuta na Europa, tudo poderia ter tirado o pé do acelerador. Mas o Brasil do segundo tempo quis jogo e tentou a goleada de antologia e de anedota.

Mas se Júlio César não tivesse sido enorme na rara desatenção da zaga, aos 3 minutos, salvando duas finalizações cara a cara de Maldonado e Vargas, os não pouco econômicos encômios ao time de Dunga poderiam ser outros. A Venezuela não estava tão mal assim. Mas foi inocente ao dar espaço no primeiro contragolpe armado por Robinho para o belo gol de Kaká; foi infeliz na bomba inesperada de Robinho no segundo; e tomou um golaço de Adriano criado pelo talento brasileiro, facilitado pela pavorosa marcação venezuelana, que assistiu à chegada de dois brasileiros livres pela ponta.

A abertura do placar pela Venezuela talvez mudasse o ritmo e a história do jogo. Mas o talento de um time com Kaká querendo jogo, Adriano querendo gols, e Robinho mais uma vez mostrando que tem de jogar sempre no time de Dunga, faria o serviço fora de casa. Um motivo a mais para o treinador repetir a escalação contra a Colômbia que sabe tocar a bola, tem uma defesa boa, mas um ataque inoperante.

É jogo para o Brasil repetir um jeito de jogar.
E para testar mais uma vez a polifuncionalidade de Elano. Ele pode não ser o titular dos sonhos de qualquer torcedor. Mas é um jogador utilíssimo para qualquer treinador. Sem a bola, marca como um terceiro volante. Com ela, pode ser um terceiro meia, com boa técnica, mobilidade e chegada na área.

É jogador que ajuda qualquer treinador. Mas o que ajuda mesmo uma Seleção Brasileiro não é jogador tático como ele. É o técnico. É um Kaká. É um Robinho.

É gente desse nível se nivelando sem a bola aos demais mortais. Aplicados e atentos os nossos craques, o resultado é o que se viu na Venezuela. Que todos suem como Elano e faça os seus serviços.

12/10/2008 19:36

 

Argentina 2 x 1 Uruguai

postado por Mauro Beting



ESCREVE ANDRÉ ROCHA
(http://blogs.abril.com.br/futebolearte)

No clássico mais “elétrico” da América do Sul, vitória mais do que merecida do time mais talentoso e ofensivo. Não fosse a natural insegurança de uma tradicional seleção que estava há cinco jogos sem vencer e a partida discretíssima de Riquelme, a Argentina poderia ter concretizado a goleada que ensaiou nos primeiros doze minutos.



Os gols de Messi e Aguero foram frutos de falhas grosseiras do sistema defensivo uruguaio pelos lados do campo. Fucile não conseguia evitar os cruzamentos pela esquerda e, do lado oposto, Cáceres não acompanhava o jogador argentino que entrava em diagonal na área para concluir. Para complicar ainda mais, o árbitro paraguaio Carlos Torres acabou “cortando” um chute do zagueiro Godín e a bola sobrou para Riquelme cruzar da esquerda e Messi abrir o placar. No segundo, quase o mesmo roteiro, mas com personagens diferentes: Tevez cruzou, Cambiasso, às costas do lateral-esquerdo da Celeste, chutou na trave e, no rebote, o artilheiro do Atlético de Madrid concluiu para as redes.



O 4-3-3 dos “hermanos”, com Messi e Tevez voando pelas pontas e conduzindo a bola com os pés "trocados", surpreendeu e assustou o Uruguai, que não conseguia bloquear o início das jogadas, mesmo com a vantagem numérica no meio-campo com o 4-4-2 ortodoxo utilizado por Oscar Tabárez, que foi ousado e trocou o lesionado Fucile pelo atacante Cavani. Com o recuo argentino, mais uma vez, a grande virtude uruguaia foi a vontade e a persistência. Com muita correria e força nas divididas, a equipe conseguiu diminuir o placar na garra de Suarez, que acreditou em bola praticamente perdida pela direita e conseguiu cruzar para Lugano escorar.



No segundo tempo, após um bom início do time de Alfio Basile, a partida ficou muito violenta e Torres foi conivente ao não expulsar ninguém. As entradas de Ledesma e Milito nas vagas de Riquelme e Aguero tiraram o poder de fogo dos donos da casa. De produtivo, apenas uma boa jogada de Milito pela esquerda que Cambiasso concluiu por cima do gol de Castillo. Os uruguaios, que sentiram demais a ausência de Forlán, lesionado, tentaram uma pressão mais na presença física dentro da área, após as entradas de Bueno e Chevantón nos lugares de Cristian Rodriguez e “El Loco” Abreu, mas falta qualidade ao setor de criação da Celeste. Os cruzamentos invariavelmente encontravam os zagueiros Demichelis e Burdisso ou o goleiro Carrizo.



Mesmo sem brilho, a Argentina chega à vice-liderança das Eliminatórias e agora joga a pressão sobre o time de Dunga. Com a vitória do Paraguai sobre a Colômbia por 1 a 0, gol de Cabañas, o triunfo argentino ganha ainda mais importância, por não deixar os líderes escaparem na classificação.

E não dá para negar que numa disputa em que a rivalidade começa já nos hinos (os uruguaios continuaram cantando em altos brados a letra da parte do hino que não foi executada, com o argentino já sendo tocado, isso no Monumental de Núñez!), uma vitória sempre aumenta a moral.

ESCREVEU ANDRÉ ROCHA
(http://blogs.abril.com.br/futebolearte)

12/10/2008 11:04

 

Flamengo 0 x 3 Atlético Mineiro

postado por Mauro Beting


O Atlético Mineiro jogou a partida que não jogava havia tempos. O Flamengo não jogou a partida que o presidente do hexa queria. Somando os méritos mineiros e deméritos cariocas, 3 a 0 foi mais que justo.

Resultado e atuação que livram o Galo de dúvidas quanto ao salvamento; placar e partida que deixam sombrias as chances de título rubro-negro - dentro do que é possível afirmar dentro de um futebol tão imprevisível quanto a derrota doida do Flamengo.

Marcelo optou pelo 4-3-1-2 semelhante ao da derrota para o Palmeiras. Renan Oliveira brilhando como meia-atacante, servindo um ataque veloz com Castillo e Pedro Paulo. Soltos pela pavorosa partida flamenguista. No 3-1-4-2, apenas Toró marcou – se é que cercou Renan; os meias não criaram e nada fizeram. Faltou Fábio Luciano para cobrir melhor a zaga; faltou Juan para criar pela esquerda – Sambueza tentou ser meia, tentou ser ala, tentou ser quase um ponta, mas só tentou; faltou o Flamengo acertar os passes desde a defesa. No Galo, sobrou Renan Oliveira com liberdade e qualidade para criar; sobrou uma bola espirrada para o boliviano Castillo marcar um gol do tamanho do Maracanã. O que obrigou Caio Júnior a tentar mudar o jogo que se arrastava e que começou a se desesperar. Aos 37, Kléberson foi sacado, o garoto Erick Flores entrou para armar. Mas o Galo foi mais time e mais consciente, consistente, e mais feliz nas conclusões. O Fla chegou duas vezes bem, e parou no travessão ou em Juninho.

O segundo tempo começou com o Flamengo tentando criar. Mas quem chegou sempre melhor, com muito espaço e qualidade, foi o Atlético Mineiro. Com oito minutos já foram dois belos lances criados. Sempre com o mais quer promissor Renan Oliveira. Aos 16, o infeliz Ibson foi sacado. Caio tentou abrir tudo com Maxi. Não deu 5min e Renan acabou com o jogo, em belíssimo lance do incansável Serginho. Mas não fechou o placar. Aos 29min, Leandro Almeida marcou o terceiro, depois de Bruno soltar uma bola num lance que havia começado com Castillo tocando de calcanhar (caído!). 3 a 0 foi pouco, tamanha a superioridade do Galo.

Mais que justa vitória que calou a imensa massa rubro-negra e terminou com o tabu de 23 anos sem vitórias atleticanas no Maracanã.

11/10/2008 20:19

 

Cruzeiro 1 x 0 Ipatinga

postado por Mauro Beting


Ramires poderia estar em San Cristóbal, não no Mineirão. Mas foi ótimo que estivesse estado com a camisa celeste, dentro da área, na sobra de um lance confuso na área do Ipatinga que melhora – mas não a ponto de se salvar. O gol de centroavante do ótimo volante mineiro garantiu vitória suada e mais difícil que a encomenda.

Também porque os passes saíram errados demais. Não só a partir do meio-campo mais pegador que criativo. Também o ataque não foi o que deverá ser. Guilherme e Thiago Ribeiro perderam vários gols. Que poderiam ter feito falta se Fábio não tivesse feito pelo menos uma defesa antológica.

10/10/2008 01:41

 

São Paulo 1 x 0 Náutico

postado por Mauro Beting


Jogou mal, muito mal o São Paulo. Mas ganhou. É o que basta. Até Juvenal Juvêncio sabe que é preciso mais para buscar o tri-hexa. Muito mais. O bom do mau futebol apresentado é que se o Tricolor não foi bem, quem está muito melhor?
É possível ser campeão ou voltar ao G-4 sem ser brilhante. Longe disso.

Com 3min o São Paulo perdeu machucado Joílson. Ganhou Jancarlos pela ala direita para cruzar as bolas que o Náutico doou com marcação tão recuada e com time tão fechado com três na zaga e três volantes. Na prática, com os alas tão recuados, eram cinco na zaga e três no meio. Também por isso Rogério foi líbero como nunca, chegando a avançar com a bola dominada além da linha intermediária.

Demorou para o Tricolor soltar Hernanes e espetar os alas quase como pontas. Com os passes errados e pouca criatividade, a melhor chance do primeiro tempo era timbu, com Ruy se desgarrando de JW e perdendo grande lance à frente de Rogério. Até os 5min finais, quando o São Paulo enfiou não ficou tantas vezes impedido, e perdeu um saco de gols. O maior de todos com Dagoberto.

As equipes voltaram piores para o intervalo. O São Paulo errando mais passes. Muricy demorou para abrir o jogo com Éder Luís. Apostou primeiro em Richarlyson avançado quase como um ponta. Mas faltava criatividade. O Náutico apostou em Geraldo para explorar o contragolpe. Mas ele dormiu. Como o torcedor, acordado apenas pelo belo gol de Hernanes, que deveria ter avançado mais, no único lance de perigo em toda a segunda etapa são-paulina.


10/10/2008 01:40

 

Botafogo 3 x 1 Vitória

postado por Mauro Beting


É boa essa molecada do Vitória. Boa, não: ótima. Marquinhos só precisa ganhar corpo. Willians Santana tem melhorado tecnicamente e fez um belo gol. O jogo estava nos pés baianos quando um desatino do zagueiro Anderson Martins, que foi devidamente expulso por chutar Wellington Paulista, desequilibrou a partida.

Começando pelo gordito Zárate, passando por um golaço por cobertura de Lúcio Flávio, fechando a virada com a cabeçada fatal de André Luiz. O Fogão segue muito vivo. Mais do que eu poderia imaginar.

10/10/2008 01:40

 

Quinta-feira gorda

postado por Mauro Beting


Cruzeiro vence o Ipatinga.
Desde que Ramires se apresente mais para articular com Gerson Magrão, desde que Guilherme e Thiago Ribeiro faça o que deles se espera.

São Paulo vence o Náutico.
O Timbu é ainda mais inconsistente fora de casa. Eduardo e Vágner farão falta ao sistema defensivo. Com o retorno de Dagoberto, o time ganha peso à frente, e não perde consistência na zaga.

Botafogo x Vitória? Triplo.
O rubro-negro baiano pode voltar a achar o seu jogo ofensivo. O Fogão precisa reencontrar o que havia recuperado com Ney Franco. Fica mais complicado sem Jorge Henrique. E com Zárate.
Mas vai que o Cabañas de General Severiano vale quanto pesa? No Engenhão, o Botafogo merece mais do que respeito.

09/10/2008 12:00

 

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Botafogo-08

Difícil desenhar equipe tão móvel. Mas, sem a bola, esse é o Botafogo que chega com muita gente ao ataque. Cuca diz que é um 3-4-3. Mas, muitas vezes, é mais um 3-3-2-2. Ou coisa parecida


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