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FERNANDO SOUZA
Fernando começou no Lancenet! no fim de 2004 como estagiário e agora é editor-assistente do melhor site de esportes do Brasil.
Ponta-direita de origem, deixou o futebol a partir do momento em que o 3-5-2 ganhou espaço nas pelejas da cidade de Campinas. E agora escreve sobre o assunto neste blog
fsouza@lancenet.com.br |
'Síndrome do pânico" assombra paulista!postado por Futebol Paulista Segundo a wikipédia, os indivíduos que sofrem de "Síndrome do pânico" tem os seguintes sintomas: "uma série de episódios de extrema ansiedade, conhecidos como ataques de pânico. Tais eventos podem durar de alguns minutos a horas, e podem variar em intensidade e sintomas específicos no decorrer da crise (como rapidez dos batimentos cardíacos, experiências psicológicas como medo incontrolável, etc.)".
No mundo contemporâneo, você, caro leitor, pode ter conhecido alguma pessoa que sofre com esse problema - em menores ou maiores intensidades. O distúrbio é curável, é verdade.
Na quarta-feira, reconheci alguém com "Síndrome do pânico". Ele não consegue sair de casa. Quando você o vê dentro de seus domínios, se empolga. É vivo, vibrante, daqueles que usaria como exemplo para os outros. Se não é 100%, é bem perto disso.
Mas quando viaja, desanda... Às vezes, começa bem. Seguro. Elogiável. Mas essa postura não dura muito. Um deslize e a crise toma conta. Todos os sintomas acabam o dominando. Algo perto de uma agorafobia (medo de lugares abertos, ou medo de sentir medo).
O leitor deve achar que esse que vos escreve, errou. Mas sim, estou falando de futebol. Do Palmeiras, que mais uma vez perdeu como visitante. E podia ter ganhado, mas algo (in)explicável acontece com o time de Vanderlei Luxemburgo. Pena que é bem mais difícil tratar uma equipe com medicamentos e psicoterapia conhecida como terapia cognitivo comportamental.
Thiago Perdigão
thiagop@lancenet.com.br |
Dunga em: "Crônica de uma morte anunciada"postado por Futebol Paulista Antes de tudo, peço perdão a Gabriel García Márquez, autor do livro com este nome. Não quero, nem consigo chegar ao mesmo nível. Mas gênios merecem ser copiados, justamente por serem tão bons...
Quartas-de-final da Copa do Mundo de 2006. Henry fez o gol que muitos brasileiros não acreditaram que aquele time poderia tomar. A Seleção que "encantava o mundo", parecia imbatível. Assim, entre aspas, porque todos viram ao vivo a (péssima) preparação para o torneio.
A eliminação na Alemanha gerou uma revolta. Muitos pediram a cabeça de Parreira. Com razão. Pulso firme, amor à camisa, dedicação, qualidade... Esse era o perfil para o novo treinador da Seleção. Qualidades que um técnico tinha e ainda tem. Pena que ele estava empregado e não quis assumir, de novo, o Brasil. Sim, Felipão quis ficar em Portugal.
A solução foi temerária, já que Dunga foi o escolhido. Não se podia nem questionar a qualidade técnica do novo técnico. Mesmo porque ele era novo em todos os sentidos. Mas ele tinha parte do perfil exigido e mais um: até por falta de experiência iria aceitar os (des)mandos de Ricardo Teixeira.
Passados dois anos, isso ficou ainda mais claro com a imposição de Ronaldinho no time olímpico. O Gaúcho é craque, sim, mas não podia nem ter sido convocado, quanto mais com o status de intocável. Jogou bem contra a Nova Zelândia. Pouco, para o talento que ele tem e precisa recuperar.
Mais uma vez Dunga volta à berlinda. Ainda bem. Não se pode ganhar uma Olimpíada com a convocação, muito menos com a preparação que foi feita. O Brasil não pode sonhar com o ouro tendo jogado contra Cingapura e Vietnã. Mesmo na China, os jogos "preparatórios" foram ridículos. Bélgica, Nova Zelândia e o país anfitrião dos Jogos estão longe de serem potências. Camarões assustou, mas não tem mais a força de anos atrás (é só ver o desempenho da seleção principal).
Chegou a Argentina. E ali acabou o sonho olímpico, mais uma vez. Não somos mais fracos que os hermanos. Somos menos organizados. Com um atacante isolado (Rafael Sóbis ou Alexandre Pato) e três jogadores no meio-de-campo (Lucas, Hernanes e Anderson) preocupados em marcar, fica difícil.
Mais ainda, quando o armador em melhor fase técnica (Thiago Neves), fica no banco de reservas. E o outro "atacante" (Ronaldinho), que na verdade é um meia, está fora de forma e está acostumado a voltar para buscar o jogo.
A defesa levou gols no único jogo de verdade, mas os problemas maiores foram no setor ofensivo. Como o técnico argentino avisou antes mesmo da partida começar, o time de Dunga é defensivo. Nem isso funcionou.
Talvez Teixeira perceba que Seleção volte a funcionar sem Dunga. É o mais provável. Poderia sair e levar o presidente, mas isso é um sonho muito distante. Mas é certo que o treinador deva sair. Ele não é culpado de suas falhas, não tem experiência como Falcão em meados da década de 90. Mas é culpado por aceitar o cargo e os mandos do "chefão".
É, a Copa América não é igual a Olimpíada...
Thiago Perdigão
thiagop@lancenet.com.br |
Sem carismapostado por Futebol Paulista Começou a Sul-Americana. O torneio mais sem carisma da atualidade. E o jogo entre Palmeiras e Vasco na quarta-feira mostrou isso.
Poucas pessoas no estádio, desinteresse total do Palmeiras, e até mesmo da Globo, que deve ter agradecido aos céus por César Cielo estar na final dos 100m livre e ainda faturar uma medalha.
E olha que Luxemburgo falou que queria ganhar a Sul-Americana.
Mas não adianta. Enquanto ninguém realmente levar a sério a competição, ou quando ela passar a ser valorizada mesmo, não dá.
Ou será que os jogadores de Palmeiras e Vasco, e a própria torcida, estão loucos para seguir em frente na competição e enfrentar o Nubiense, do Chile, ou o Sport Ancash, do Peru?
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Se Valdivia escolher o futebol árabe para deixar o Palmeiras, estará, na minha modesta opinião, dando um pequeno passo para trás.
A grana é boa, sem dúvida, mas do que vale disputar a liga dos Emirados Árabes Unidos? É preciso pôr na balança e ver se a grana vale mais do que o possível ostracismo e a chance de brilhar na Europa, como ele inicialmente gostaria. |
Mais do mesmopostado por Futebol Paulista Quando Cuca foi contratado pelo Santos eu lembro ter escrito que a torcida precisaria ter muita paciência para que o trabalho surtisse efeito.
Paciência a torcida teve. O problema é que Cuca não teve um time com o qual trabalhar. E depois de ensaios e ameaças de pedido de demissão, desta vez, ele pediu para sair.
Aquilo que o torcedor do Santos vê hoje é o mesmo filme que ele viu de longe do rival Corinthians: início de ano conturbado, elenco que não inspira confiança, contratações na base do desespero, troca de técnico, dificuldades para vencer ou fazer uma seqüência sem tantas derrotas. E agora chegamos na metade dele, quando o segundo treinador da temporada é substituído pelo interino.
Talvez a história possa mudar aqui, assim como por exemplo o Botafogo vem conseguindo neste Brasileiro. Mas talvez a reedição de 2008 continue.
Impossível prever o futuro do Santos. Aliás, vidente é a última coisa que eu sou. Mas os fatos tendem a levar o Peixe para o lugar que o torcedor teme. A não ser que um fato novo, e muito forte, mude a rota.
Você, torcedor santista, acredita nisso? |
O futebol e as suas surpresaspostado por Futebol Paulista Eu tento fugir de certos chavões do futebol, mas as vezes é impossível.
Vejam o exemplo do jogo Fluminense x São Paulo: há alguns meses atrás as duas equipes fizeram um jogaço. Apesar de parelhas, o São Paulo era tido como favorito. Mas com o apoio da torcida, e uma noite inspirada de Washington o Fluminense deu um importante passo para conquistar seu maior sonho.
Voltando ao presente, contra o mesmo favorito São Paulo, vivendo um pesadelo e sem apoio da torcida, eis que Washington e Fluminense dão mais uma respirada. É claro que o fato de o São Paulo ter desistido do jogo após sair na frente contibuiu. Mas não se pode negar a atuação de quem faz três gols. E foi isso que Washington fez, o "carrasco" do time do Morumbi.
Pois é, o chavão "o futebol tem dessas surpresas" cabe direitinho neste exemplo. Que bom (menos para uma torcida) que essas coisas acontecem. Dão esperança para uma torcida que até pouco tempo atrás poderia ser a melhor da América, e serve de alento para outra se ligar que oscilar demais em um Campeonato Brasileiro pode ser fatal na próxima metade da competição. |
(Im)Paciênciapostado por Futebol Paulista Depois de dois jogos sem vencer e muito menos marcar um gol em casa era óbvia a impaciência da torcida do Corinthians no jogo contra o Juventude.
E teve de ter muita paciência para comemorar os dois gols da partida, todos nos acréscimos de cada tempo.
A cada passe errado, a cada toque recuado, a cada escolha errada dos jogadores do Corinthians, tome "ah!", "uh!", "o que é que isso?", "(nome do jogador), seu $#$#%@%@%¨, toca a bola direito" e os mais diversos tipos de elogios que se poderia fazer em um momento de muita impaciência.
Mas foi só o Corinthians marcar, para a paz voltar. Pelo menos até o segundo momento de impaciência.
Contra o Juventude, o Corinthians fez o resultado que necessitava para voltar a tentar ficar em paz com a torcida. Mas não jogou bem, verdade seja dita. Por mais que os jogadores falem que o que vale é o resultado, todo mundo quer ver seu time jogando bem mesmo. E isso não é sinônimo de firulas, bola embaixo das pernas, pé por cima da bola. É envolver o adversário, deixá-lo acuado, criar chances e chutar a gol.
A impressão que dá é que desde a perda do título para o Sport o Corinthians "baixou" a bola. Não sei até que ponto foi o fator psicológico ou então a mudança com a saída de Lulinha e Diogo Rincón para as entradas de Douglas e Elias que pesaram na mudança de time. Mas a sorte é que após o baque o Corinthians estava na Série B, onde ainda não enfrenta perigo (e nem deve passar).
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A Paciência
Herrera não é o melhor atacante do mundo, mas é impressionante o seu carisma com a torcida. O segundo gol do jogo foi muito mais comemorado do que o primeiro e com muitos gritos de apoio ao argentino.
E olha que ele já havia perdido gols, chutado uma na trave e não marcava há tempos.
Mas foi um golaço! E com direito a homenagem bonita a Acosta.
A impaciência
Douglas não foi bem contra o Juventude. Não conseguiu organizar as jogadas e foi anulado pela defesa do time gaúcho. A torcida, impaciente, ensaiou uma vaia para ele na hora de sua substituição.
Mas foi bonito o gesto de Diogo Rincón, que olhou para arquibancada, ergueu os braços e bateu palma, fazendo com que a manifestação mudasse e Douglas saísse aplaudido. |
Treino é treinopostado por Futebol Paulista Mas no jogo André Lima mostrou que a máxima utilizada pelos jogadores as vezes não é tão verdadeira assim.
Do mesmo jeito que arrebentou nos jogos-treinos que fez antes de estrear, o aspirante a artilheiro do São Paulo marcou dois logo na estréia.
Em posição irregular, diga-se. Mas o Vasco, me desculpem os cariocas, seria presa fácil da equipe paulista.
Festa completa para a torcida tricolor que reviu Rogério Ceni marcar de falta de novo e adentrar no G4.
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Mesmo grupo em que está o rival Palmeiras, que venceu sem qualquer dificuldade o Ipatinga, fora de casa. Foi apenas a segunda vitória como visitante, o que tem feito a equipe paulista não se firmar entre os quatro por mais rodadas seguidas.
Mas chamou a atenção também o 'preconceito' com Kléber. A falta que ele recebeu o amarelo não era para tanto. Já vi muito jogador dando entrada muito mais violenta e só receber uma chamadinha do apitador.
Kléber é aquele exemplo do cara que por mais que tente se recuperar, sempre que acaba fazendo xixi fora do pinico é o primeiro a ser apontado.
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Énquanto isso na Série B, o Corinthians vai perdendo a sua gordura e perdendo pontos em casa. Um ponto em seis jogados nos seu campo!!
A Série B está uma baba, mas não dá para vacilar achando que a vaga já está garantida. Porque ela só estará quando o quinto colocado não conseguir mais passar o Corinthians. E ainda tem um turno inteiro pela frente.
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Falando em Série B, o Santos está flertando fortemente com o rebaixamento. |
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