Vôlei de Base

O jornalista Felipe David é repórter do Poliesportivo do LANCENET!. Já cobriu Futebol Brasileiro tanto no site como no LANCE!. Ex-atleta do Botafogo no vôlei e como goleiro de futsal, percebeu que sua baixa estatura não iria contribuir para uma longa vida no esporte. E se meteu a estudar Jornalismo para trabalhar em sua grande paixão: o esporte. Por isso, este frustrado voleibolista dedicará este espaço de forma a garimpar futuros craques do vôlei.

feliped@lancenet.com.br

Ouro no vôlei de praia depende do saque

postado por Felipe David

Depois da vitória por 2 sets a 0 (22-20 e 21-18) sobre os atuais campeões olímpicos, Ricardo e Emanuel, nesta quarta-feira, a final do torneio masculino de vôlei de praia da Olimpíada de Pequim, contra os americanos Rogers e Dalhauser, tende a ficar mais fácil. Esta é a opinião da dupla brasileira Márcio/Fábio Luiz.

- Nós respeitamos os americanos, mas acreditamos que o mais difícil foi derrotar o Ricardo e o Emanuel, porque eles são dois grandes jogadores. São nossos ídolos, nos espelhamos muito neles. Estamos muito felizes por representar o Brasil na final e esperamos trazer a medalha de ouro - enfatiza Márcio Araújo.

Pessoal, não sei o que os amigos do Blog Vôlei de Base pensam a respeito, mas para mim está bem claro que Márcio ainda está sob o efeito do triunfo histórico (para eles) diante da dupla número 1 do Brasil. E por que digo isso, talvez alguns de vocês questionem.

Simples! Num confronto verde-amarelo tudo pode acontecer, é como um clássico no futebol: o favoritismo conta muito pouco. Além disso, Ricardo e Emanuel estiveram numa manhã (na China) em que nada deu certo, haja vista a frase dita por Emanuel ao fim da partida, quando ele afirmou que sua dupla estava acostumada a jogar no período noturno na Olimpíada.

O meu receio, amigos, é que a dupla brasileira entre nas provocações dos adversários, conhecidos por serem falastrões em demasia. E já adianto: este jogo será decidido no saque, afinal, sabemos muito bem que é impossível (sem exagero!) ficar naquele jogo trocando bolas com os americanos. Dalhausser tem "apenas" 2,09m, enquanto Rogers fora escolhido recentemente o melhor jogador dos Estados Unidos. Se Márcio e Fábio Luiz não conseguirem quebrar o passe deles, não há como vencê-los.


Bem, agora segue uma breve análise de Rogers e Dalhausser:

- Não comedidos no falar, os americanos já avisaram que seria muito mais difícil encarar, na decisão, os campeões da última Olimpíada;

- Estiveram em quatro finais consecutivas de Grand Slam e venceram três (Stavanger-NOR, Paris-FRA e Moscou-RUS);

- Nunca tiveram a simpatia nem eram vistos com bons olhos pelos próprios americanos, seja imprensa ou público;


Em sete jogos, foram cinco vitórias brasileiras.

Confira abaixo cada uma das partidas realizadas entre os finalistas olímpicos:

28/07/2006 - 2 x 0 (21-18 e 21-11)
08/04/2006 - 2 x 0 (21-15 e 21-18)
29/09/2006 - 2 x 1 (21-17, 19-21 e 15-8)
27/10/2006 - 0 x 2 (21-23 e 23-25)
30/07/2006 - 2 x 1 (14-21, 21-19 e 15-12)
15/07/2007 - 2 x 1 (21-15, 19-21 e 15-13)
05/07/2008 - 0 x 3 (18-21 e 15-21)

20/08/2008 07:04

 

Fantástico, Ricardo/Emanuel, Fantástico!!!

postado por Felipe David

Sou brasileiro e não desisto nunca!!! Esta frase é bastante conhecida, não é verdade? Mas ela nunca se fez tão presente no jogo da manhã deste sábado (no Brasil) e noite (na China).

Favoritos ao ouro olímpico em Pequim, a dupla brasileira formada por Ricardo e Emanuel teve de encarar diante dos russos Barsuk e Kolodinsky na fase oitavas-de-final um dos desafios mais difíceis de sua carreira repleta de conquistas no vôlei de praia.

Mas o Brasil venceu!!! Ricardo e Emanuel venceram... e estão classificados para as quartas-de-final.

Sentindo dores no tornozelo, o baiano Ricardo (ou Block Machine, como é conhecido no circuito) foi caçado o tempo inteiro no saque na tentativa russa de fazê-lo sofrer com o incômodo... e conseguiram êxito, ou melhor, quase!!! O gigantão Kolodinsky travava um duelo particular com Ricardo, e a cada ponto em cima do brazuca, vibrava com comemorações que soavam mais como provocações. Desta forma, a Rússia levou o primeiro set por 21 a 18.

Pressionados a vencer para não darem adeus de forma precoce ao torneio olímpico, no qual defendem o título conquistado em Atenas-2004, Ricardo e Emanuel tiveram um segundo set daqueles que ficarão na memória para sempre. Venciam por diferença de três pontos até que Ricardo voltou a ser caçado no saque russo - e ele não conseguia acertar a recepção! Drama...

Veio o 20 a 18 e nós, brazucas, acreditávamos na virada??? Talvez alguns não, mas Ricardo e Emanuel sim, sempre... afinal, são brasileiros e não desistem nunca!!! Foi aí que o gigante Ricardo renasceu das cinzas como a mitológica ave fênix e, em três bloqueios consecutivos, não apenas virou o placar (21 a 20) como aniquilou mentalmente os russos, que ainda tiveram um outro match point - não aproveitado! Brasil 25 a 23.

Vem o tie-break. Quando Barsuk e Kolodinsky davam provas de que o sofrimento do set anterior voltaria à tona com 10 a 8 num set de 15... que nada, Ricardo e Emanuel cresceram novamente nas areias e despacharam os russos por 15 a 12.

E que venham os velhos conhecidos Gibb e Rosenthal, dos Estados Unidos, nas quartas-de-final.


Em tempo:

A outra dupla berde-amarela no torneio masculino, Márcio/Fábio Luiz derrotou os japoneses Asahi e Shiratori também por 2 sets a 0, com parciais de 23-21 e 21-15. Nas quartas, os brasileiros enfrentam os austríacos Gosch e Horst, que superaram Samoilovs e Plavins, da Letônia, por 2 sets a 0 (21-17 e 21-18).


Na quadra, vitória da afirmação

Na quadra, a Seleção masculina se recuperou da derrota para a Rússia na última quinta-feira e venceu a Polônia por 3 sets a 0, parciais de 30-28, 25-19 e 25-20, neste sábado, numa partida equilibrada e de alto nível técnico.

Desfalque na última partida por sentir dores no ombro direito, Giba começou a partida como titular e atuou com desenvoltura, comandando o triunfo brasileiro. A Seleção também contou com as boas atuações de Gustavo, importante nas jogas pelo meio-de-rede e no bloqueio, Marcelinho, que ditou o ritmo brasileiro em quadra e André Nascimento, boa opção no ataque.

O Brasil segue em busca do bicampeonato olímpico. Já classificada para as quartas-de-final, a Seleção enfrenta a Alemanha ainda na fase de grupos.

16/08/2008 11:52

 

Joelho trai Juliana; Ana Paula é a substituta

postado por Felipe David

Sai Juliana, entra Ana Paula. A notícia que o mundo do vôlei de praia imaginou ouvir há dois meses, quando a parceira de Larissa sofreu uma grave lesão no ligamento cruzado do joelho direito, durante a etapa de Paris do Circuito Mundial, concretizou-se apenas na noite de terça-feira no horário de Pequim, três dias antes da estréia da modalidade na Olimpíada.

Após uma reunião, que contou com a presença de Ary Graça, presidente da Confederação Brasileira de Vôlei (CBV), em Chaoyang, sede do vôlei de praia olímpico, o corte de Juliana for confirmado. Ela voltou a sentir a lesão e, segundo a nota oficial divulgada pela entidade, abriu mão da disputa.

– A Juliana não acha justo com a Larissa arriscar uma medalha de ouro olímpica voltando a sentir a dor no joelho. Ela disse também que não se
sente segura, e chorou muito – disse Ary Graça.

Atristeza relatada pelo dirigente contrasta com o alegre desembarque da dupla, na segunda-feira, na capital chinesa. Depois de 50 dias de tratamento, Juliana dizia estar aliviada com a presença em Pequim e pronta para superar o problema físico.

Na semana anterior, havia jogado quatro partidas no Grand Slam de Klagenfurt, na Áustria, antes de abandonar nas quartas. A explicação da comissão técnica, em conjunto com a CBV, foi poupá-la para a Olimpíada. Na terça, porém, a dupla não treinou. Na quarta, o treino noturno que realizariam seria fechado para a imprensa. Nem aconteceu.

– Foi a decisão mais difícil da minha carreira e estou sofrendomuito. Lutamos durante quatro anos para chegar nas Olimpíadas e não poderei estar
ao lado de Larissa – contou Juliana, desapontada.

Tricampeãs do Circuito Mundial, Juliana e Larissa sempre foram apontadas como principais rivais das americanas Walsh e May na disputa pelo ouro. Em Pequim, disputariam a primeira Olimpíada.

Para Juliana, sonho adiado por mais quatro anos. Já para Larissa, a caminhada olímpica começará no sábado, contra as compatriotas Cris e Andrezza, que defendem e República da Geórgia. E ela promete ser bem mais árdua.


Juliana
FORA DA OLIMPÍADA

"Tentei de tudo, me agarrei a todas as possibilidades que me foram passadas pelos profissionais que me avaliaram, mas infelizmente cheguei no meu limite. Sabíamos que isso poderia acontecer, mas trabalhamos sempre com a expectativa de que eu iria jogar".

"Sei que algumas pessoas podem questionar porque não resolvi tomar essa atitude antes. Mas pergunto, alguém desistiria do sonho assim tão fácil, sem lutar até o último instante? Durante nosso último treino, voltei a sentir dores e instabilidade no joelho. Pensei muito e entendi que não seria justo com a Larissa, com a comissão técnica e com o povo brasileiro jogar sem ter as condições ideais".


Isto é Ana Paula

Barcelona-1992

Com 20 anos, Ana Paula disputou sua primeira Olimpíada com a equipe de quadra. O Brasil ficou em quarto.

Atlanta-1996

Aos 24 anos, a jogadora conquistou sua única medalha olímpica, com o bronzeda Seleção feminina, comandada por Bernardinho.

Atenas-2004

Primeira Olimpíada de Ana Paula na areia. Em dupla com Sandra, perdeu nas quartas-de-final para Adriana Behar e Shelda.



Cura da lesão soava como um milagre

Quando Juliana lesionou o joelho e o diagnóstico foi divulgado, era claro que o sonho olímpico tinha acabado. Por mais louvável que o esforço para a
recuperação tenha sido, 50 dias para ficar zerada de uma lesão grave no ligamento cruzado do joelho soava como milagre. Por mais doído que pudesse ser para Larissa, a decisão correta a ser tomada era admitir a gravidade da lesão de Juliana e iniciar, há quase dois meses, os treinos com uma nova parceira, neste caso, Ana Paula. No meio do vôlei de praia, todos sabem que elas não são as melhores amigas.

Agora, com no máximo um dia de treino antes da estréia, terão de ser aturar e demonstrar profissionalismo.

08/08/2008 21:24

 

Joelho de Juliana está recuperado

postado por Felipe David

Juliana parece estar pronta para disputar a Olimpíada. Depois de lesionar o joelho no mês passado, na última quinta-feira, ao lado de sua parceira Larissa, ela voltou a vencer e avançou para as oitavas-de-final do Grand Slam da Áustria. E o melhor: as adversárias foram as mesmas da estréia em Pequim, as brasileiras Cris e Andrezza, que competem pela Geórgia como Saka e Rtvelo.

Juliana/Larissa não encontrou dificuldades e fez 2 sets a 0 (21/17 e 21/19), em 40 minutos de partida.


Em tempo:

Ministro espera o melhor resultado

O ministro do Esporte, Orlando Silva Júnior, visitou a redação do L!, na última quinta, aqui no Rio de Janeiro, e falou sobre a Olimpíada. Confira abaixo alguns trechos da entrevista:

EXPECTATIVA PARA PEQUIM

"Estou confiante para termos o melhor resultado da história. Isso porque temos a maior delegação de todos os tempos, a maior participação feminina, a maior participação em número de modalidades e, sobretudo, porque a delegação está bem preparada. As confederações puderqam contratar técnicos de bom padrão internacional, tivemos o intercâmbio com países importantes de cada modalidade e tivemops na reta final um aporte de recursos para fortalecer o ajuste fino de último hora."

PROBLEMA DE POLUIÇÃO

"A poluição atrapalha todos os esportes de resistência, imagine uma maratona! Deve-se fazer chover para melhorar. Estou confiante que as medidas anunciadas sejam adotadas e o ambiente permita a performance dos atletas."

CENSURA À IMPRENSA

"Procuro evitar criticar outros países. Espero que o COI ofereça e garanta condições aos jornalistas que vão cobrir o evento, seja no esporte ou na cultura chinesa."

RESULTADOS

"Estou muito confiante no vôlei e no vôlei de praia, assim como o judô e o atletismo. Estou muito animado com a Maurren, o Jadel. A natação pode surpreender, assim como a vela e o hipismo. Estou muito animado com a ginástica que pode trazer o primeira medalha individual feminina. Esspero que novos nomes surjam e surpreendam"

02/08/2008 21:00

 

Bernardinho: 'A ferida está aberta'

postado por Felipe David

Parece que Bernardinho estava pressentindo o pior quando afirmou às vésperas da estréia contra a Rússia que preferia jogar as finais da Liga Mundial fora de casa. Feito o estrago, o treinador brasileiro mostrou uma preocupação até então nunca vista nesses oito anos após a perda da medalha de bronze para os mesmo russos.

- Eu disse várias vezes que jogar as finais em casa seria um risco. E isso era tudo que a gente não precisava neste momento. Mas aconteceu e, para piorar, o resultado foi negativo - disse.

Mas vencer não a única virtude de Bernardinho. Diferentemente da maioria das pessoas, em vez de esquecer e deixar de lado as derrotas, o treinador brasileiro sempre faz questão de lembrá-las.

- A ferida está aberta e não sei se vai cicatrizar. E nem sei se quero que isso aconteça. Eu já passei por muitas situações deste tipo no feminino e sempre as inverti, mas hoje não deu. Temos que reaprender a sofrer e sangrar nas derrotas - explicou o treinador brasileiro.

Mas a sinceridade de Bernardinho foi além. E, desta vez, as críticas sobraram até para ele.

- Minha preocupação é que pela primeira vez em oito anos não consegui recuperar o time técnica e emocionalmente após uma derrota. Se há alguém responsável, é quem dirige o grupo - admitiu o técnico, reconhecendo que alguns jogadores pareciam constrangidos por não terem conseguido levar o Brasil à oitava final consecutiva.

Segundo o treinador, Marcelinho, que acabou deixando a partida com uma contratura no trapézio após um choque involuntário com
Gustavo, era um deles. Visivelmente decepcionado, o levantador negou qualquer tipo de salto alto.

- Isso não existe. As pessoas querem criar situações que não existem. Eles foram superiores e nos venceram - disse.



Novas regras à vista em 2009

Futuro presidente da Federação Internacional de vôlei (FIVB), o chinês Jizhong Wei anunciou durante as finais da Liga Mundial que a entidade pretende fazer algumas mudanças nas regras na temporada de 2009.

Entre elas, que deverão ser propostas numa reunião em setembro, a diminuição do tempo das substituições; a diminuição da pressão da bola, que permitirá um número maior de ralis nos jogos masculinos, e o aumento no número de participantes da Liga Mundial para 18 seleções. As equipes seriam divididas em três grupos de seis, com que as duas melhores colocadas avançando à fase final, o que acabaria com os convites.


Visão de jogo do GIOVANE

O Brasil entrou em quadra levando nas costas o peso da derrota contra os EUA, muito pelo fato de jogar em casa. Só no fim do terceiro set a Seleção Brasileira jogou como está acostumada: com agressividade e eficiência. Por isso, acho que a derrota por 3 a 1 foi muito mais graças ao Brasil do que méritos da Rússia. Eles estiveram bem no ataque e no bloqueio, mas isso só foi possível porque a Seleção jogou muito mal.

Mas não se pode criar mais problemas só por causa de dois jogos. Até sexta-feira o Brasil estava muito bem e tenho certeza de que vai se recuperar para a Olimpíada. Todos já estão tentando achar uma solução desde a hora que acabou o jogo. Se eu
conheço bem esse grupo, eles vão conversar, se cobrar e procurar reagir antes de chegar a Pequim.

O quarto lugar na Liga foi um decepção, por causa da ansiedade da torcida em ver o time campeão, mas não há nada que uma medalha de ouro em Pequim não cure.


Estados Unidos dão o troco na Sérvia e levam o ouro

Mesmo sob vaias do torcedor brasileiro, os Estados Unidos mostraram que não bateram o Brasil na semifinal por acaso. Depois de chegar à fase final da Liga Mundial com o pior retrospecto entre as seis equipes classificadas, os americanos derrotaram a Sérvia por 3 sets a 1 (26/24, 23/25, 25/23 e 25/22) ontem, no Maracanãzinho, e conquistaram pela primeira a Liga Mundial.

Mas o risco de não disputar a decisão de domingo no Maracanãzinho não passou raspando apenas na fase de grupos. Depois de serem atropelados pelos mesmo sérvios na primeira partida da fase final, por 3 a 0, os americanos tiveram um match point
contra na vitória por 3 a 2 diante da Polônia, no duelo que os levou às semifinais da competição.

Azar da equipe sérvia, que além de ter despachado os americanos na estréia facilmente, não sabiam o que era perder um set em dez disputados. Mas, como diz o ditado, cada jogo é um jogo, e domingo, a história foi completamente
diferente.

Para coroar a festa americana, o país teve dois jogadores entre osmelhores da competição: o experiente levantador Lloy Ball, de 36 anos, que ganhou o prêmio de melhor levantador e ainda foi escolhido como melhor jogador das finais da competição, e Richard Lambourne, que desbancou o brasileiro Serginho e foi eleito o melhor líbero.


SOFRIMENTO!"
Giba (CAPITÃO)

"É difícil ficar fora do pódio pela primeira vez. Essa derrota abriu uma ferida, mas temos de conseguir cicatrizá-la. Percebemos algumas dificuldades que até então com as vitória nós não enxergávamos"


O Brasil vai se recuperar da derrota? Veja a opinião de especialistas

Giovane: "O Brasil é favorito em todos os torneios em que participa. Essa é a realidade do voleibol moderno, não há como negar isso. Duas derrotas não vão apagar um trabalho de tantos anos. Espero que não criem problemas que não existem, porque essa Seleção tem tudo para conquistar o ouro em Pequim, repetindo o feito da minha geração e mantendo o título que a maioria deles conquistou em Atenas."

Amauri (PRATA E LOS ANGELES-84 E OURO EM BARCELONA-92): "Por experiência própria, tivemos outras derrotas e nos recuperamos em seguida. Nós tivemos como técnico o Bebeto de Freitas, que sempre punha um objetivo à nossa frente. Pode ser que eles estejam sobrecarregados fisicamente ou tenham sentido a pressão de decidir em casa. A Olimpíada é o maior evento, mais
importante que a Liga Mundial e a Copa do Mundo. Espero que essas duas derrotas tenham servido de alerta e que os jogadores reúnam forças."

Veja a lista dos melhores da competição:

MELHOR JOGADOR
Lloy Ball (Estados Unidos)

MAIOR PONTUADOR
Ivan Miljkovic (Sérvia)

ATAQUE
Dante (BRA)

LEVANTADOR
Lloy Ball (EUA)

SAQUE
Giba (BRA)

BLOQUEIO
Marko Podrascanin (Sérvia)

LÍBERO
Richard Lambourne (EUA)


BRASIL 1 X 3 RÚSSIA (23x25, 19x25, 25x23, 19x25)

BRASIL: Marcelinho, Dante, Giba, André Heller, André Nascimento e Gustavo. Líbero: Serginho. Entraram: Bruninho,
Anderspn e Rodrigão. T: Bernardinho

RÚSSIA: Grankin, Kosarev, Tetyutkhin, Volkov, Mikhalylov e Kuleshov. Líbero: Verbov. Entraram: Poltavskiy, Berezhko e
Ostapenko T: Vladimir Alekno

GINÁSIO: Maracanãzinho (RJ)

29/07/2008 22:04

 

De volta ao vôlei...

postado por Felipe David

Senhores, estive na última semana fazendo a cobertura do Mundial de Bodyboard, portanto, ficou complicado atualizar o Blog Vôlei de Base nestes dias.

De volta à redação do LANCE!, vejo que os comentários deste espaço têm sido de natureza contrária à idéia proposta.

Peço que, por favor, se atenham aos assuntos relacionados ao vôlei.

Quanto à sua indagação, caro Luiz Carlos, abra o jornal de quinta a segunda-feira passada e veja minhas matérias. Aí verás se sou ou não um jornalista. Mas tens toda a razão, não me sentiria bem ao ser ofendido em lugar algum.

E você, Mg, peço que pare de ofender as pessoas, se quiser fazê-lo, utilize outro espaço. Sua presença é bem-vinda para comentar a respeito do vôlei, ok?

Vou postar algo referente ao vôlei mais tarde.

Até a próxima!

29/07/2008 16:41

 

Fábio Luiz vive sonho olímpico

postado por Felipe David

O capixaba Fábio Luiz, que assegurou neste sábado a segunda vaga do país no torneio de vôlei de praia masculino dos Jogos de Pequim ao lado de Márcio, não escondeu a felicidade em Marselha e disse que a classificação é um sonho que se torna realidade.

- É um sonho que estou realizando. Estou feliz de levar comigo o Márcio, porque ele merece demais - afirmou o jogador, estreante em Jogos Olímpicos.

Campeões mundiais de 2005, Márcio e Fábio Luiz superaram Pedro Solberg e Harley por 21-17 e 21-14 e abriram uma vantagem impossível de ser alcançada pelos compatriotas, seus adversários diretos.

Os outros classificados foram Ricardo e Emanuel, que defenderão o ouro conquistado nos Jogos de 2004, em Atenas.

Márcio e Fábio Luiz entraram na quadra central da Praia do Prado com 100 pontos de vantagem, computados os oito melhores resultados de cada dupla desde o início da temporada de 2007.

Além de garantir presença na China, Márcio e Fábio Luiz chegaram a uma final no circuito, o que não ocorria há exatamente um ano, desde a vitória em Berlim.

- Foi muito duro disputar com Harley e Pedro Solberg desde o ano passado. Mas sabíamos que uma hora a sorte iria virar. Não era possível ficar tanto tempo sem fazer uma decisão - afirmou Márcio.

A disputa do ouro, neste domingo, será contra os chineses Penggen Wu e Linyin Wu, que buscam o primeiro título depois de terminar em segundo nas quatro finais que fizeram em 2008. Já Pedro Solberg e Harley encaram os alemães Kay Matysik e Stefan Uhmann pelo terceiro lugar.


Outra vitória fácil sobre os venezuelanos

A Seleção Brasileira masculina de vôlei venceu com facilidade a Venezuela por 3 a 0, com parciais de 25-19, 25-20, 25-17, neste sábado, no último jogo da fase de classificação da Liga Mundial, na Goiânia Arena, e confirmou sua condição de favorito ao título da competição.

Repetindo o placar da vitória de sexta-feira sobre os venezuelanos, o Brasil voltou a contar desde o início com Giba e Rodrigão, recuperados de lesão, e não tomou conhecimento dos adversários, na última partida pelo Grupo A da primeira fase da Liga Mundial.

Mostrando entrosamento, o time brasileiro venceu todos os sets por uma diferença de pelo menos cinco pontos, e sempre encontrou espaços na defesa venezuelana.

Depois de terem surpreendido os brasileiros com um eficiente saque na partida de sexta-feira, desta vez os venezuelanos pouco mostraram e foram derrotados sem esforço.

O Brasil fechou o primeiro set em 21 minutos, após um erro de ataque da Venezuela, mas antes um ponto demonstrou toda a coletividade da equipe de Bernardinho. Giba defendeu mal uma bola, mas o líbero Serginho foi buscar e levantou de manchete para André Nascimento pontuar, levando a torcida ao delírio.

Os 11.500 torcedores que lotaram a Goiânia Arena viram a equipe considerada titular por Bernardinho para a fase final da Liga Mundial fechar o segundo set com grande atuação de seu bloqueio. O ponto decisivo, que fechou a parcial em 25-20, foi marcado por Rodrigão.

No terceiro set, Bernardinho poupou os titulares, e os reservas não deixaram o ritmo cair. Ironicamente, foi o set em que o Brasil fechou com a maior vantagem sobre os venezuelanos. Um ponto de Samuel em jogada de fundo de quadra fechou a vitória.

Os venezuelanos, tensos com as reclamações de seu técnico, o brasileiro Ricardo Navajas, pouco puderam fazer, mesmo quando também recorreram ao banco de reservas no último set.

Com os 3 a 0 deste sábado, o Brasil, atual campeão olímpico e mundial, fecha sua participação nesta fase com dez vitórias e duas derrotas.

A Seleção Brasileira embarca para o Rio de Janeiro, onde disputará a fase final da competição, estreando contra a Rússia, na quarta-feira. às 10h (de Brasília). O Japão, convidado da organização, completa a chave e será o adversário de sexta.

BRASIL: Marcelinho, Giba, André Nascimento, Gustavo, Rodrigão, Dante e Serginho (líbero). Entraram: Samuel, Anderson, André Heller, Murilo e Bruninho. Técnico: Bernardinho.

VENEZUELA: Valera, Díaz, Rojas, Ronald Méndez, Harry, Cedeno e Silva (líbero). Entraram: Blanco, Márquez e Luna. Técnico: Ricardo Navajas.


Torcedores caem da arquibancada

Um acidente marcou o final da partida entre Brasil e Venezuela pela Liga Mundial. Após a vitória verde-amarela, três torcedores que estavam nas cadeiras no Goiânia Arena, caíram de uma altura de um metro e meio após se debruçarem nas grades para falar com os jogadores. Na queda, os torcedores atingiram o segurança Paulo Sérgio de Matos.

Todos os envolvidos no incidente foram atentidos no local por uma UTI móvel e pelo Corpo de Bombeiros e foram levados ao Hospital Santa Helena para serem examinados.

Os torcedores envolvidos são: Laurenita de Souza Matos, 19 anos, Aurenita de Souza Matos, 22, Braucileny Brito do Nascimento, de 20. Segundo o médico João Serafim, da UTI móvel e que prestou os primeiros socorros ainda no ginásio, Laurenita quebrou um dente e seu quadro de sáude é bom.

Aurenita, irmã de Laurenita, teve um traumatismo craniano leve, mas nada grave ficou detectado nos exames realizados no hospital. Ambas devem receber alta neste sábado.

Já Braucileny teve traumatismo craniano moderado mas também deve deixar o hospital neste sábado. O estado de saúde dela é bom.

O segurança Paulo recebeu alta após o atendimento.


CBV garante ter atendido feridos

A Confederação Brasileira de Vôlei (CBV) divulgou nota afirmando ter prestado socorro às três torcedoras e o segurança.

- Após uma fatalidade no jogo entre Brasil e Venezuela realizado no Goiânia Arena, neste sábado, três torcedoras e um segurança receberam rapidamente atendimento médico da UTI móvel contratada pela CBV, presente no ginásio, e do Corpo de Bombeiros - disse o comunicado.

- A CBV atendeu a todos prontamente e fez tudo o que era necessário para o atendimento. Todos foram levados para o Hospital Santa Helena, também na capital goiana, e tiveram o atendimento e o tratamento custeados - completou.

19/07/2008 20:48

 

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