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Erich Onida é jornalista, formado pelas Faculdades Integradas Hélio Alonso em 1998. Trabalhou como repórter no Jornal dos Sports e no LANCE!, onde também foi chefe de reportagem e, hoje, exerce a função de editor. Trabalhou ainda como assessor da Confederação Brasileira de Voleibol; foi chefe de reportagem adjunto no site GLOBOESPORTE.COM; e fez parte da equipe de imprensa do Comitê Organizador dos Jogos Pan-americanos Rio 2007. Ou seja: um apaixonado por todos os esportes.

erichonida@lancenet.com.br

Na minha primeira vez no Palestra, show de Valdivia

postado por Erich Onida

Nesta quinta-feira, tive a oportunidade de conhecer o 30º estádio na minha vida. Por incrível que pareça, ainda não havia estado no Palestra Itália, ou Parque Antarctica, como preferirem. E fui brindado com uma atuação de gala do chileno Valdivia, na vitória do Palmeiras sobre o Vitória por 3 a 0.

É curioso estar num estádio longe da sua cidade - no meu caso, o Rio de Janeiro - e perceber de cara os rituais, que se distinguem bem de região a região. No território palmeirense, o hino do clube "explode" nos auto-falantes do estádio anunciando a entrada da equipe em campo. A torcida vai à loucura.

Os jogadores entram e "desfilam" numa lona com as cores verde e branca estendida no gramado. Nos cânticos jogador a jogador, a maior reverência aos dois grandes ídolos do atual elenco. A Marcos, os berros de "pqp, é o maior goleiro do Brasil!". E ao craque da camisa 10, os gritos de "e ô, e ô, o Valdivia é um terror!".

E o chileno não demoraria a mostrar que os seus adoradores estão mais do que certos em clamar por ele. Aos 16 minutos de jogo, a bola procuraria por ele na segunda trave e ele apenas colocaria a sua cabeça para abrir o placar. Digamos que foi o lance mais fácil para ele em toda a partida. O que ele faria a partir dali deixaria qualquer um de pé a aplaudi-lo.

Pelos comentários dos torcedores, era mesmo a melhor atuação de Valdivia nos últimos tempos. Nem precisava ouvir isso para saber. Dava gosto de ver quando a bola chegava até ele. O camisa 10 conseguia encontrar espaço onde ele parecia não existir. E a bola chegava milimétrica aos pés dos companheiros. Cada passe, lançamento, assistência que há muito eu não presenciava.

O Palmeiras ainda ampliaria o placar no segundo tempo, com um gol de Alex Mineiro, artilheiro do Brasileiro ao lado de Kléber Pereira, e um golaço do bom volante Sandro Silva. No fim, Valdivia ainda teve a humildade de dizer que "todo mundo foi bem". Os mais de 18 mil torcedores presentes ao Palestra, porém, reconheceram mesmo foi o talento do chileno e se esgoelaram com um "Fica, Valdivia! Fica, Valdivia!".

O Palmeiras, comandado por um talentoso chileno, me deu um belo cartão de visitas. E o Palestra entra nessa minha galeria de estádios, que conheci como torcedor ou jornalista. E faço questão de relatá-la abaixo:

- Maracanã (Rio)
- Laranjeiras (Fluminense)
- São Januário (Vasco)
- Caio Martins (Estado do Rio)
- Engenhão (Botafogo)
- Gávea (Flamengo)
- Edson Passos (América)
- Rua Bariri (Olaria)
- Raulino de Oliveira (Volta Redonda)
- Moça Bonita (Bangu)
- Barcelão (Arraial do Cabo)
- Eduardo Guinle (Friburguense)
- Godofredo Cruz (Americano)
- Conselheiro Galvão (Madureira)
- Figueira de Melo (São Cristóvão)
- Municipal (Angra dos Reis)
- Morumbi (São Paulo)
- Pacaembu (usado pelo Corinthians)
- Palestra Itália (Palmeiras)
- Moisés Lucarelli (Ponte Preta)
- Anacleto Campanella (São Caetano)
- Mineirão (Belo Horizonte)
- Independência (América-MG)
- Castor Cifuentes (Vila Nova-MG)
- Kleber Andrade (Rio Branco-ES)
- Couto Pereira (Coritiba)
- Arena da Baixada (Atlético-PR)
- Orlando Scarpelli (Figueirense)
- Olímpico (Grêmio)
- San Siro (Milan)

08/08/2008 10:17

 

FLU: do funeral ao hat-trick de Washington

postado por Erich Onida

Uma manifestação fúnebre que fez ressuscitar o Fluminense, com o carrasco Washington mostrando estar bem vivo e enterrando mais uma vez qualquer pretensão do São Paulo. Esse foi o cenário no Maracanã nesta quarta-feira, das sombras de um protesto que invadiu a arquibancada à luz de um atacante predestinado contra o Tricolor paulista.

A cor preta se misturou ao grená, verde e branco no estádio. Um grupo de mais de 50 torcedores ousou para mostrar todo o seu descontentamento com a fase adversa da equipe. De luto, em procissão, com cruzes, velas e caixões com nomes do técnico Renato Gaúcho, da diretoria e de jogadores como Ygor, Rafael, Fabinho, Romeu e David, deu o seu recado, traduzido também numa faixa com os dizeres "time sem garra, sem respeito, sem técnico".

E as palavras parecem ter mexido com os jogadores. Apesar de ter saído atrás no placar, com um gol de Hugo logo no início do segundo tempo, o Fluminense mostrou garra para chegar ao empate, virar e vencer com sobras no fim, com o devido respeito que o torcedor merece. Como no jogo em que eliminou o São Paulo da Libertadores, um novo 3 a 1, agora com direito a um hat-trick de Washington: um gol de pênalti, um de categoria e outro de oportunismo.

Quanto ao "sem técnico", que ainda "ganhou" uma outra faixa, com os dizeres "técnico humorista" (em alusão à frase proferida pelo próprio de que o time iria brincar no Brasileiro), ele ainda continua lá. E, pelo que os jogadores demonstraram, estão fechados com Renato Gaúcho. No gol da virada, por exemplo, Washington correu para abraçá-lo. No fim, mesmo com todo o protesto feito por parte dos torcedores, o treinador pediu para que todos fossem agradecer ao apoio dos pouco mais de oito mil presentes ao estádio.

O time se mantém na mesma 19ª e triste colocação, agora com 16 pontos, mas pelo menos dá um sinal de vida no campeonato, depois de quatro jogos sem vencer, sendo três derrotas seguidas. Resta saber como a equipe se portará no fim de semana, no encerramento do primeiro turno, contra o lanterna Ipatinga. O Fluminense passou praticamente toda a primeira parte do Brasileiro na zona de rebaixamento.

Você acredita que a vitória sobre um integrante do G4, atual bicampeão brasileiro e um dos candidatos ao título pode recolocar o Tricolor nos trilhos? Não deixe de emitir a sua opinião.

07/08/2008 08:11

 

Flu em queda. Por quê? Motivos são claros

postado por Erich Onida

São vários os motivos que explicam a fase adversa pela qual vem passando o Fluminense. E eles são visíveis, estão mais do que claros para torcida, técnico e diretoria. As duas últimas derrotas no Maracanã, para Cruzeiro e Internacional, times que lutarão até o fim pelo título, e até para a Portuguesa, fora de casa, dão o tom exato da situação lamentável em que se encontra aquele que há um mês brigava pela América. Tentarei esmiuçar num passo a passo (se eu estiver equivocado, me corrijam, por favor):

* A estratégia do técnico Renato Gaúcho e sua comissão técnica de poupar os titulares nas oito primeiras rodadas do Brasileiro, período no qual o clube estava em meio à disputa da Libertadores e acabou marcando apenas três pontos (três empates e cinco derrotas), foi contestada por muitos, até porque cada um encara os fatos de maneiras diferentes. Mas com certeza não teria sido tão recriminada se não fossem os pênaltis e o título perdidos. Por questão de falta de competência no momento mais decisivo, o treinador hoje não é endeusado como esteve bem perto de ser.

* Apenas quatro dias depois de deixar escapar o que seria o maior feito de seus 106 anos de história, o Fluminense dava, enfim, a devida atenção ao Brasileiro, pela primeira vez com todos os titulares em campo. Digamos que aquele jogo contra o Goiás, dia 6 de julho, no Serra Dourada, era um divisor de águas, fundamental para o futuro do grupo e do clube. Uma vitória mostraria um elenco maduro, de cabeça erguida, por ter chegado aonde ninguém acreditava chegar, mesmo decepcionando no último ato. Mas a derrota por 1 a 0 deixou a impressão de que o lado psicológico ainda estava afetado, que a ferida ainda estava aberta, o que também não era nada anormal.

* Nas cinco rodadas seguintes, porém, três vitórias (Atlético-PR, Vitória e Figueirense), todas no Maracanã, um empate no clássico com o Vasco e uma derrota para o Palmeiras, fora de casa. Pelo menos, um alento para o torcedor. Mas já no início dessa nova caminhada, o elenco que passou a ser temido e respeitado por todos, aquele de melhor campanha dentre os 32 clubes da Libertadores, já se desmantelava, o que analisarei no ponto seguinte.

* Começou a mudar de figura nas saídas do lateral-direito Gabriel e, posteriormente, do polivalente Cícero, respectivamente para o futebol da Grécia e da Alemanha. O primeiro, por exemplo, só enfrentou o Goiás. Já o volante-apoiador-ala-atacante ainda jogou duas partidas. Foi aí que passaram a perceber, realmente, que o elenco não era assim tão forte como imaginavam. Um limitadíssimo Rafael não aproveitou as chances que teve, e Dodô voltou a ocupar o espaço que havia perdido para Cícero, o faz-tudo que faz falta.

* Eis que surge a Seleção olímpica. Qualquer torcedor sente-se sempre orgulhoso quando um jogador de seu time - no caso, dois - é convocado para representar o Brasil. É verdade. Mas não dessa vez. Ficar justamente sem seus dois principais jogadores, os xarás Thiago Silva e Thiago Neves, num momento tão delicado e importante, foi cruel demais para o Fluminense. A outra impressão que se tem é que a equipe se desfez de pelo menos 70% de sua qualidade.

* Na zaga, então, uma nova oportunidade para Roger, aquele que entrou para a galeria dos heróis tricolores pelo gol do título da Copa do Brasil, em 2007. O clube voltava ao palco da principal competição sul-americana após longos 23 anos. Mas a verdade é que o veterano jogador não tem mais pernas para acompanhar a garotada. Ficou claro no terceiro gol da Lusa, o segundo marcado por Jonas, e nos dois gols de Nilmar para o Colorado. "Como Thiago Silva faz falta!", lamentam os tricolores e amantes do bom futebol.

* Mesma coisa pode ser sussurrada por Thiago Neves. Obviamente, não há substituto à altura do camisa 10 no elenco. O que aconteceu? Uma enxurrada de volantes no meio-de-campo, seguida de apostas numa molecada de Xerém que ainda não está preparada para tamanha responsabilidade, casos de Tartá, Maicon, Felipe e João Paulo.

* Chegamos a Renato Gaúcho mais uma vez. É curioso como o discurso do treinador tem ficado cada vez mais ameno com o passar dos jogos. Aquelas frases fortes, polêmicas, provocativas, sem muita humildade, têm dado lugar a um vocabulário mais sereno, de quem até parece não ter culpa no cartório. Uma ficha gigantesca demorou a cair. Por mais que qualquer pessoa um dia esteja na crista da onda, deixe que os outros o reconheçam como tal, e não o próprio precisa ficar se vangloriando por isso. Essa imagem o tem prejudicado e o reflexo vem das arquibancadas. O desgaste é total. Não há mais clima.

* Sobre a saída ou não de Renato Gaúcho do comando, o que mais tem sido dito por aí, seja de torcedor, de corneteiro, de pessoas diretamente ligadas ao futebol ou de profissionais da imprensa, é que o treinador ainda está no cargo não só por Celso Barros, presidente do patrocinador, gostar dele, mas por não haver no mercado um nome de impacto à disposição para assumir o Fluminense. O de Carlos Alberto Parreira chegou a ser gritado pela torcida no Maracanã. Resta saber se, num possível convite, o tetracampeão estaria interessado em voltar ao batente ainda esse ano, depois de ter deixado a África do Sul e o futebol de lado devido a supostos problemas de saúde de sua esposa.

* Enfim, o último dos pontos, hoje o mais importante para o Tricolor das Laranjeiras: a necessidade urgente de se reforçar. Não apenas com os já confirmados Eduardo Ratinho, Urrutia e Éverton Santos, que não têm tarimba para mudar um panorama sombrio, mas sim com nomes de peso, daqueles que chamam a responsabilidade e são capazes de levar a torcida de volta ao estádio. Do pacote que se anuncia (Patrick, Mineiro, Dátolo, Jadson e Leandro Lima), pode até ser que a luz seja vista no fim do túnel.

03/08/2008 01:44

 

Vasco tem melhor ataque do Brasil em 2008

postado por Erich Onida

Escrevi uma coluna no última dia 25 enumerando as equipes que mais balançaram redes na temporada 2008. O Botafogo liderava absoluto, com o Internacional, porém, tendo a maior média de gols. Mas os números jámudaram, duas rodadas depois.Com a impiedosa goleada de ontem sobre o Atlético-MG, o Vasco não só tem o melhor ataque do Campeonato Brasileiro (30 gols) como se igualou ao Glorioso como o clube com mais gols no ano: 94. Uma vitória, aliás, que tira o clube da Colina da zona do rebaixamento, leva-o para a 12ª posição e ameniza a crise que se instalara em São Januário.

Enquanto isso... O Fluminense, nesse quesito, só não é pior do que o Atlético-PR. No Brasileirão, o Tricolor marcou apenas 16 gols, contra 15 do Furacão. Quem diria que a situação do clube que quase conquistou a América há um mês seria tão dramática em âmbito nacional? O momento é muito delicado, o time que está logo acima do Flu (o Goiás) já tem quatro pontos a mais e a torcida já pede a cabeça do técnico Renato Gaúcho. Que coisa!

01/08/2008 15:19

 

Corrida pelo gol 100 na temporada 2008

postado por Erich Onida

Nem sequer chegamos a agosto, mas muitos dos clubes brasileiros estão bem próximos de atingir a marca dos 100 gols na temporada 2008, fato bem relevante. Os artilheiros mais inspirados, porém, defendem as cores de Botafogo e Internacional.

O Alvinegro Carioca é o time que mais balançou as redes no ano. Foram nada menos do que 92 gols em 46 jogos. Já o Colorado detém a melhor média de gols: 2,07 por partida (marcou 89 em 43 jogos).

O Flamengo, por exemplo, que conta com o melhor ataque do Brasileiro, tem a segunda melhor média de gols datemporada: 2,05 (86 gols em 42 partidas). Aliás, apenas outros três clubes dentre os grandes do Brasil apresentam a média de dois gols ou mais por jogo: Grêmio (69 gols em 34 jogos), Vasco (86 em 43 jogos) e o próprio Botafogo.

Das quatro potências do futebol de São Paulo, os melhores números são de Palmeiras e Corinthians. O Verdão fez 78 gols em 41 jogos disputados, o que lhe dá uma média de 1,90 gol por jogo, enquanto o Timão marcou 78 em 43 partidas, com média inferior: 1,81.

Vale destacar também o poder ofensivo esse ano do Sport, campeão pernambucano e da Copa do Brasil. O Leão fez 87 gols em 48 partidas (1,81). Já tem vaga na Libertadores 2009.

Confira os dez primeiros nesta corrida pelo gol 100 na temporada: 1º ) Botafogo - 92, 2º) Internacional - 89, 3º ) Fluminense - 88, 4º) Flamengo e Vasco - 86, 6º) Sport - 87, 7º ) Palmeiras e Corinthians - 78, 9º ) Grêmio - 69, 10º ) São Paulo - 65.

25/07/2008 13:24

 

Cariocas realizam três grandes apresentações

postado por Erich Onida

Uma rodada para ficar marcada na história dos clubes do Rio no Brasileiro. Simplesmente, três grandes apresentações. Mas o único que pôde sorrir realmente foi o Botafogo, que goleou o Atlético-MG. O Flamengo empatou com a Portuguesa, num dos jogos mais movimentados do campeonato até o momento, enquanto o Vasco x Fluminense do Maracanã teve seis gols. Confira:

Botafogo 4 x 0 Atlético-MG
O Alvinegro carioca já mostrava logo no primeiro minuto de jogo que o Alvinegro mineiro não cantaria de Galo no seu terreiro. Em menos de 30 segundos, Wellington Paulista já sofria um pênalti para Lucio Flavio converter sua 14ª cobrança no ano. Mas foi o Galo que passou a dar as cartas no primeiro tempo, aproveitando-se dos muitos erros de passe do Botafogo. Os donos da casa só foram melhorar mesmo após a expulsão de César Prates, aos 14 do segundo tempo. Dez minutos depois, Triguinho aumentava. E a vitória só se tornou elástica após um segundo cartão vermelho, mostrado para Yuri, aos 37. No fim, Carlos Alberto e Gil, num bonito gol por cobertura, fecharam o caixão atleticano, este agora na zona do rebaixamento. O Fogão salta três posições na tabela e já aparece em 10º lugar.

Portuguesa 2 x 2 Flamengo
No Canindé, numa partida emocionante e repleta de lances polêmicos, a Portuguesa conseguiu arrancar um importante empate com o líder do campeonato. Uma liderança que começou a ser mantida com a mãozinha do árbitro. E de Ronaldo Angelim. Foi assim que o zagueiro abriu o placar, só que o homem de preto não viu. Cinco minutos depois, pênalti para a Lusa. Diogo cobra e Bruno defende. Mas, acertadamente, o árbitro manda voltar, já que o goleiro se adiantou. Na segunda chance, o atacante marcou. Mas o Fla precisou de mais três minutos para pular na frente novamente, com Ibson. E quem estava lá mais uma vez? A polêmica, é claro. Antes de a bola chegar limpa até o meia concluir, Diego Tardelli já havia desviado a bola com a mão para a defesa parcial de Sérgio. Mas os donos da casa chegariam a uma nova igualdade logo no início do segundo tempo, em novo pênalti. Dessa vez Diogo cobrou e não teve volta. E quando tudo parecia ficar no empate mesmo, eis que surge mais um pênalti, aos 44 minutos, só que agora para o Rubro-Negro. Ibson cobra, Sérgio defende, mas o árbitro manda voltar, já que o goleiro se antecipou. A segunda cobrança foi praticamente um replay, só que a nova defesa do goleiro foi legal. Com o resultado, a Lusa respira pelo menos mais uma rodada fora da zona. Já o Fla pode perder a liderança nesta quinta, em caso de vitória do Grêmio sobre o Figueirense.

Vasco 3 x 3 Fluminense
Um clássico digno de Maracanã. Pena que o público de pouco mais de 20 mil pessoas não foi compatível com o espetáculo. O Vasco, que chegou a estar vencendo por 2 a 0 e 3 a 1, perdeu uma ótima oportunidade de ganhar mais algumas posições na tabela. Aproveitando-se bem dos erros do Fluminense, principalmente do setor defensivo, e jogando em velocidade, a equipe de Antônio Lopes dominava. Leandro Amaral já havia perdido um gol inacreditável, na pequena área, com o gol vazio, quando Edmundo abriu o placar. Mas, já no segundo tempo, o mesmo Leandro não só marcou um golaço, partindo desde o meio do campo, como o comemorou entusiasticamente, confirmando o que dissera na véspera. A sua época nos Três Tenores faz mesmo parte do passado. Mas o Tricolor não se entregou. Logo em seguida, Washington empatou. Alegria que durou pouco. Quatro minutos depois, Edmundo já marcava outro. O tempo passava e a única opção de Renato Gaúcho, que iniciou o jogo com três volantes e um meio-de-campo sem criação, foi partir para o tudo ou nada. O time passou a jogar sem lateral-direito, com apenas dois volantes e três atacantes. Pelo menos a ousadia deu frutos. Aos 29, Washington converteu pênalti sofrido por Dodô. Aos 36, Tartá completou bela jogada de Somália. Aliás, uma dupla que tem entrado bem no segundo tempo dos jogos. Morais ainda seria expulso, mas o placar não sofreria mais qualquer alteração. Pior para o Flu, que continua a sua triste saga entre os últimos colocados.

O que você achou desses três grandes jogos? Os resultados foram merecidos? Deixe aqui a sua opinião.

24/07/2008 01:29

 

Philippe Coutinho: da primeira bola ao contrato milionário

postado por Erich Onida

Antes mesmo de se dar conta, de ter a consciência, de que já pode pedir e escolher tudo de bom que tem ao seu redor, a criança costuma ganhar sempre as mesmas coisas, até por uma questão cultural mesmo: a menina, bonecas e bichos de pelúcia; os meninos, carrinhos e bolas.

"Onde ele está querendo chegar com isso?", podem estar questionando alguns. Quero mostrar que a paixão do menino pela bola começa cedo, antes mesmo de ele saber o que é o futebol. A essa altura, ele só quer saber de chutar, apenas brincar.

Mas aos poucos essa brincadeira vai se tornando um sonho. Qual menino nunca falou para o seu pai ou para a sua mãe que quer ser jogador de futebol quando crescer? Se leva jeito para a coisa, então, já é meio caminho andado. Nada disso foi diferente para o jovem Philippe Coutinho.

O menino-prodígio de São Januário é apenas mais um caso de uma série de talentos produzidos em território brasileiro. Mas são poucos os diferenciados, que, com apenas 16 anos, já conseguem aparecer para o mundo e acertar a sua vida com um gigante do futebol europeu.

Se eu sou contra ou a favor? É uma questão muito complicada de se discutir. Um menino como Philippe nem sequer chega aos juniores de seu clube e já se vê seduzido pelos euros de uma Inter de Milão, uma das potências da Itália. O que ele passará a receber por mês, na assinatura de seu primeiro contrato profissional, já resolverá a vida de toda a família.

Os gêmeos Fábio e Rafael, crias do Fluminense, seguiram caminho semelhante no início do ano, quando foram contratados pelo Manchester United. Mas só agora em julho completaram 18 anos e poderão defender os Diabos Vermelhos. Alexandre Pato é outro exemplo, só que ainda chegou a disputar alguns poucos jogos pelos profissionais do Internacional antes de seguir para o Milan.

Para o atleta, a chance de ouro. Para o clube que o revela, uma bela grana que entra nos cofres para sanar dívidas (caso do Vasco, em grave crise financeira). Para o torcedor, a tristeza pela perda de uma promessa que tinha tudo para lhe dar muitas alegrias. É fácil, muitas vezes, pessoas julgarem algumas decisões. Mas quem, seja lá em que profissão for, recusaria uma proposta tentadora?

Por isso que eu digo que a questão é muito complexa, para horas de conversa. E pode ter certeza de que o mais difícil é se chegar a um denominador comum, até porque cada um tem o seu ponto de vista. Portanto, se quiser, relate aqui qual é a sua opinião a respeito. Philippe Coutinho é apenas mais um a dar adeus. E tudo começou, muito provavelmente, com aquela primeira bola que ele ganhou.

22/07/2008 15:53

 

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ENQUETE

Qual clube é o favorito ao título brasileiro?

Atlético-MG
Atlético-PR
Botafogo
Coritiba
Cruzeiro
Figueirense
Flamengo
Fluminense
Goiás
Grêmio
Internacional
Ipatinga
Náutico
Palmeiras
Portuguesa
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