EDUARDO TIRONI

Sou jornalista formado pela PUC-SP e iniciei minha carreira em 1992 no jornal Notícias Populares de São Paulo. Passei ainda pelos sites MyWeb e El Foco. Fui editor do LANCENET! entre 2001 e 2004. Desde então, sou editor-executivo do Diário LANCE!. Cobri as Copas do Mundo de 1998 e 2006.

eduardot@lancenet.com.br

Brasileiro nem tão equilibrado

postado por Futebol

O Brasileiro mais equilibrado da era dos pontos corridos, como vem sendo classificado o campeonato de 2008, não é tão equilibrado assim se comparado com as outras edições. Com a vitória de ontem sobre o São Paulo, o Grêmio segue firme na liderança, com marcas mais expressivas que as alcançadas pelos primeiros
colocados em anos anteriores.

Só uma vez a diferença do primeiro para o segundo colocado foi tão grande após o término
da 20 rodada. Foi em 2007, quando o São Paulo, líder, já era dado como favorito ao título com cinco pontos de vantagem sobre o vice-líder Cruzeiro.

Outra: a diferença do líder para o quarto colocado (último que abocanha vaga na Libertadores) nunca foi tão grande nesta altura da disputa. O Grêmio
tem dez pontos sobre o Botafogo. Só em 2003, na barbada que foi o Brasileiro para o Cruzeiro, a diferença chegou perto: nove pontos de vantagem sobre o quarto colocado Vasco.

Mais uma: nunca um líder na era dos pontos corridos chegou ao fim da 20 rodada com tantos pontos conquistados. O mais próximo foi o Cruzeiro de 2003, que havia feito 43 pontos. O Brasileiro tinha 24 equipes.

Então por que motivos ainda se fala em campeonato muito equilibrado? Porque muita
gente não confiam em um time sem estrelas, comandado por um técnico com fama de re-
tranqueiro e que antes de a bola rolar não estava nem de longe entre os favoritos.
A ótima campanha mostra que o Grêmio tem bala para brigar. Isso fica cada vez mais claro, não só com a vitória de ontem sobre um rival direto,
mas com os números do time. Só não vê quem não quer.

18/08/2008 13:44

 

Brasileiro de Vuaden e Cortez

postado por Futebol

Aos 32 minutosdo primeiro tempo no Engenhão, Jorge Henrique deu uma trombada que jogou para longe o palmeirense Jumar. O árbitro Leandro Pedro Vuaden mandou o jogo seguir. Depois, teve que solicitar que a maca entrasse para retirar palmeirense machucado de campo. Vuaden é o árbitro que tem chamado a atenção neste Brasileiro. Ele não marca faltas que outros árbitros marcariam e o jogo fica corrido e mais disputado. Ocorre que Vuaden freqüentemente exagera, como no lance de Jorge Henrique com Jumar.

O jogador brasileiro é reconhecidamente malandro, desonesto e muitas vezes tenta ludibriar o árbitro cavando faltas e pênaltis. Sob este aspecto, o aparecimento de um árbitro como Vuaden é positivo. O que não é positivo para o Campeonato Brasileiro é se ter Vuaden apitando uma partida e Péricles Cortez apitando outra.

Vuaden é o árbitro que menos faltas marca no Brasileiro (média de 27,9 por partida) e Cortez é o que mais marca (52,5 faltas), segundo as estatísticas do Footstats.

Pode ser que Cortez teve a falta de sorte de apitar partidas em que os jogadores cansaram de fazer faltas. Mas é provável que ele apitaria, por exemplo, uma trombada como a de Jorge Henrique em Jumar, que Vuaden não marcou.

Para o líder Grêmio (time que mais comete faltas no Brasileiro) é muito melhor ter jogos apitados por um Vuaden do que por um Cortez. Para Flu, Vasco e Fla (times que menos cometem faltas) é melhor ter Cortez no comando. É urgente: a arbitragem brasileira precisa de mais uniformidade.

11/08/2008 15:30

 

Renato não tinha mais energia para comandar o Flu

postado por Futebol

Renato Gaúcho é um técnico que está sempre no fio da navalha. Há quem adore, há quem não suporte. Assim ele levou o Tricolor à final histórica ca Libertadores ao mesmo tempo que o time caia pelas tabelas no Brasileiro.
Renato não manda bater, não amarra o jogo, não costuma enchere o meio-de-campo de volantes e quando acha que tem material humano, manda o time para o ataque. Já foi goleado várias vezes por conta disso no Flu e também no Vasco.
Desde a derrota na final contra a LDU, Renato havia mudado. Ele parou de confiar, parou de falar, parou de prometer, ficou mais fechado do que de costume... Enfim: deixou de ser aquele Renato Gaúcho que garantiu a classificação do Flu contra o São Paulo ainda no vestiário do Morumbi, após a derrota na primeira partida.
Renato sofreu e muito com a falta de planejamento do Fluminense, que programou um ano inteiro em cima de uma competição. Ela não veio e o time desabou.
O Flu pós-Libertadores é um clube sem time e virou um clube quase sem técnico, mesmo com Renato no banco. Porque aquele que dirigiu o Tricolor nos últimos jogos nem de longe tem a vibração do verdadeiro Renato Gaúcho. Vibração que ajudou a derrubar o poderoso Boca Juniors, por exemplo.
Sua saída não significará necessariamente dias melhores nas Laranjeiras, mas ao menos uma energia positiva haverá.

11/08/2008 10:56

 

Subida do Fogão, drama de Vasco e Flu e zona do rebaixamento

postado por Futebol

BOTAFOGO X PALMEIRAS
Na edição deste domingo do LANCE!, cravei a minha aposta para Botafogo x Palmeiras: 1 a 1. Justifiquei assim: o "Palmeiras é o time que vive o melhor momento neste Brasileiro e não perderá." Pois eu não contava que o Botafogo também vive uma grande fase no campeonato. Embora os resultados anteriores do Glorioso tenham sido muito bons, ainda faltava o confronto com um dos candidatos ao título. Veio, e o Fogão passou pelo teste.
Algumas coisas chamam a atenção neste novo Botafogo. Primeiro, a preparação física: o time vem correndo muito, marcando sem deixar espaços. Impressiona também como Ney Franco ressuscitou ou "criou" alguns jogadores. Túlio vinha em má fase, mas seu futebol melhorou muito com a chegada do técnico mineiro. De volante apenas esforçado, que muitas vezes chegava atrasado nas jogadas ele se transformou até em uma boa arma ofensiva. E Thiaguinho foi um achado.
Ainda é muito cedo para falar em título. Dez pontos para o líder é uma diferença muito grande para se tirar em um turno, ainda que inteiro. Mas na briga por uma vaga no G4 o Botafogo já está. E a vantagem em relação aos concorrentes é que vem numa fase ascendente.
Dificilmente o campeonato ficará tão equilibrado assim depois da metade do segundo turno. É característica dos torneios em pontos corridos que três ou quatro briguem, não mais do que isso. Para o Botafogo entrar, alguém terá de sair. Em um Brasileiro tão irregular, dá para acreditar que alguns dos que estão lá em cima vão cair. Difícil é saber quem.
O Palmeiras sofreu por ter jogado com uma zaga sem entrosamento, mas essencialmente foi surpreendido com uma marcação muito forte e o ritmo de jogo veloz do Botafogo. O Verdão alterna jogos muito bons com alguns nem tanto. Segue na briga pelo título, mas tem falhado naqueles jogos em que deve provar que não está para brincadeira. Como este contra o Fogão.


IPATINGA X FLUMINENSE
Se descesse um extra-terrestre hoje na Terra e alguém falasse que o Flumimense que enfrentou o Ipatinga é o mesmo clube que chegou na final da Libertadores o ET não acreditaria. É impressiontante a queda técnica, o que indica que o Flu não tinha um grupo, mas um time. Planejamento visando apenas uma competição é fatal.

VITÓRIA X VASCO
A estréia de Tita não poderia ser mais trágica. 5 a 0 contra o bom Vitória. Tita havia prometido não imprivisar, mas se viu obrigado a fazer isso. Dinamite falou que falta determinação. Falta mais do que isso: falta um grupo mais forte. Este que está aí é muito fraco.

ZONA DO REBAIXAMENTO
Se o Brasileiro terminasse hoje Vasco, Fluminense e Santos estariam rebaixados. O Flu pensou apenasna Libertadores e se esqueceu do restante da temporada. O Vasco viveu anos tenebrosos (essencialmente os últimos) na administração Eurico Miranda e acordou agora, diante de um quadro arrasador. O Santos torrou a fortuna ganha com Robinho em anos e anos de comissões técnicas e elencos muito caros, que resultaram em dois campeonatos paulistas. Coincidência estarmos falando de problemas fora do campo que refletiram dentro dele?

10/08/2008 20:48

 

Importante foram os três pontos

postado por Futebol

O título desta coluna é um chavão, dos mais utilizados, principalmente por jogadores quando o time vence sem convencer muito. Mas se
aplica à vitória do Flamengo, ontem, no Maracanã
sobre o fraco Atlético Paranaense.

Porque especificamente na tarde deste sábdo,
mais importante do que dar um show de bola, era o time conseguir os três pontos para acontecer o que aconteceu: a torcida arrefecer as críticas e voltar a apoiar.

Em campo, alguns problemas recorrentes: Léo Moura e Juan bem marcador e Ibson sobrecarregado na armação. A impressão é que não há outra solução para Caio Júnior senão criar novas alternativas para surpreender os adversários

No Mineirão, o Grêmio passou por cima do Atlético Mineiro e conquistou o título do primeiro turno. Não dá mais para desconfiar de que este time vai brigar até o fim pelo título.

09/08/2008 20:32

 

Mais do que fé, é preciso inovar

postado por Futebol

Foi válida a ida de um padre à Gávea para
benzer o local, os jogadores (até o pé do Obina recebeu água benta). Atos desta natureza deixam o ambiente mais leve e mais confiança aos jogadores, sujeitos normalmente de muita crença em Deus.
O Flamengo de fato vive uma maré de falta de sorte assustadora: contusões, bolas que batem na trave, bolas que desviam na zaga e entram no gol de Bruno... mas não será a bênção do padre Benedito que trará de volta às vitórias. O time de Caio Júnior precisa apresentar mais do que vem apresentando. Muito mais.

A última partida, contra o Goiás, o time não foi tão mal e faltou sorte, justiça seja feita. Mas o Fla não surpreende mais. As jogadas pelas laterais têm sido bem anuladas e o time carece de um cérebro pensante no meio. Se os reforços não vierem (e parecem cada vez mais distantes) é hora de inovar: mudar o esquema, apostar em novas armas, criar surpresas.

08/08/2008 18:29

 

Tita é uma aposta no escuro

postado por Futebol

Se a década fosse a de 80 e o Vasco estivesse contratando Tita não haveria dúvidas de que
seria um bom negócio. Atacante moderno para sua
época, fez história no melhor Flamengo da histó-
ria. Agora, no comando de um time, o novo técnico
do Vasco ainda é uma incógnita.

Sua pasagem pelo próprio Vasco em 2000 foi insignificante (dois jogos apenas). O restante de
sua carreira foi em times de menor expressão.

Pode-se olhar a chegada de Tita por dois lados. O primeiro, pessimista, é o de que é difícil um técnico sem experiência em times grandes dar certo no caldeirão em que o Vasco está metido.

O lado otimista enxerga no novo técnico uma atitude corajosa da nova diretoria, ao apostar em um nome diferente. Que Tita consiga mostrar que a diretoria não fez só uma aposta, mas que sabe exatamente o que está fazendo.

07/08/2008 21:33

 

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ENQUETE

Qual desses times NÃO será rebaixado?

Vasco
Santos
Fluminense
Ipatinga

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