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Inter reforça a imagem de favorito ao Gauchãopostado por Futebol Gaúcho O Internacional venceu o primeiro Gre-Nal do ano com justiça. Com exceção dos últimos dez minutos, quando levou sufoco e quase tomou o empate, teve o controle técnico do jogo do Colosso da Lagoa e criou um número maior de chances de gol.
Aliás, com exceção daquela puxeta do Borges no segundo tempo e do chute de Maylson no último lance do jogo, o Tricolor não ameaçou o gol de Lauro.
A vitória refletiu dois atributos do Inter: o entrosamento, que vem de longe, e a riqueza de alternativas do elenco. O primeiro será alcançado pelo Tricolor quando – e se – Silas chegar a uma formação-base. Ele usou a quinta escalação em cinco partidas. O segundo, quando jogadores como Douglas e Leandro estiverem completamente disponíveis. Mas só em parte. É praticamente impossível que o Grêmio, com suas dificuldades financeiras, dê tantas opções de qualidade ao seu técnico, como o rival fornece a Fossati.
Além do mais, a formação do elenco colorado parece mais equilibrada. Fiquemos com o caso do centroavante. Para a sombra do contestado Alecsandro, foi buscado o também experiente Kleber Pereira, enquanto os promissores Walter e Damião aguardam – seria melhor dizer forçam – a vez. Todos homens nascidos para brigar na grande área. E o que tem o Grêmio para a camisa 9? Borges, que apesar da classe superior sai bastante da zona de decisão, e o volúvel William, que ainda não estreou.
E centroavante definidor, como se viu domingo, em Erechim, é fundamental num campeonato como o Gaúcho, que um cronista da terra, Claudio Cabral, denomina apropriadamente “entrevero pampeano”.
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Antevendo lances do Gre-Nal do Colosso da Lagoapostado por Futebol Gaúcho Os compromissos do meio da semana não impedem que os torcedores da dupla Gre-Nal antevejam lances do clássico de domingo, no Colosso da Lagoa, em Erechim.
O tricolor, preocupado com o excesso de gols - cinco em três jogos – sofridos pela melhor defesa do último Brasileiro, exige do técnico Silas um bloqueio mais competente. Quer acabar com essa história de seu time ter-se tornado freguês dos vermelhos nos dois últimos anos.
É curioso, pois no geral torcedor pede ataque mais efetivo, e não que seu time se resguarde.
Bem, na verdade esse é o torcedor mal-acostumado, o do time que está por cima.
E é, justamente, o caso do colorado, vivendo há dois anos a rotina das vitórias em Gre-Nais. O que pede ele a Fossati? Que não subtraia um atacante ao time em nome da utilização de mais um zagueiro – no caso, que não deixe Alecsandro solitário e os zagueiros Indio e Bolívar com a companhia de Fabiano Eller.
Ou seja: se no Grêmio um volante é pouco e dois é bom, no Inter três zagueiros são demais.
Acho que, se depender de Fossati, fica 0 a 0, e Silas achará bom.
Mas não se pode desconsiderar a estrela do genioso D’Alessandro, um gênio em Gre-Nais, nem o oportunismo de Alecsandro diante dos titubeios da zaga do Grêmio – não era disso que se falava acima? Assim como não se menospreza o talento de Borges – que giros e que viradas desse camisa 9!
Enfim , mesmo com os compromissos da quarta-feira à frente, dificultando a visão do domingo, dá para vislumbrar os movimentos do clássico do Colosso da Lagoa.
Para se concluir que ele continua imprevisível.
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Novos do Grêmio e jovens do Inter começam a milpostado por Futebol Gaúcho Não é difícil para a dupla Gre-Nal derrotar equipes do interior, tudo bem, mas o começo deixou azuis e vermelhos de sorriso aberto.
Mesmo devendo preparo físico, o Grêmio virou para cima do Pelotas, e o mérito está mesmo aí: o fundamental para chegar ao 3 a 2 foi a qualidade técnica de alguns dos reforços. Hugo foi o melhor em campo, com um tempo de jogada e algumas enfiadas de bola sensacionais, coisas que Tcheco, seu antecessor, não mostrava mais. E Borges, com aquele giro no gol que marcou e alguns lances de pivô, apagou o que restava de lembrança de Maxi López. O Grêmio vem mesmo mais forte – inclusive porque tem um técnico esperto e inconformista.
O Inter B não tem futuro. E quanto menos futuro tiver, melhor para o Inter A. Pois sua função é mesmo se enfraquecer, cedendo jogadores para o grupo principal.
No 4 a 2 sobre o Ypiranga, já se esperava a boa atuação de Walter, cuja inclusão na lista dos 25 da Libertadores estava garantida desde a semana passada. Mas o outro atacante, Leandro Damião, camisa 9, jogou uma enormidade. Mais dois para a lista em que já constaram os nomes de Nilmar, Rafael Sobis e Pato. Deve-se ficar também de olho no meia Ytalo. Muito bom.
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Dupla Gre-Nal abre 2010 mostrando forçapostado por Futebol Gaúcho O Grêmio está formando um time superior ao que terminou o Brasileiro. Borges supera Maxi López em todos os quesitos. Leandro é melhor do que qualquer um dos que fizeram parceria com o argentino – Herrera, Perea e Jonas. Na zaga, o excelente Mário Fernandes será um acréscimo, ele que quebrou galho na lateral-direita brilhantemente.
No meio-campo, não sei. Souza e Hugo como meias não deixariam o setor meio desguarnecido? Sou dos que deslocariam Souza para a ala-direita e reforçariam o meio com mais um volante ou a última linha com mais um zagueiro. Trabalho para Silas. Mas, qualquer que seja a solução, o potencial do que hoje aí está já é superior ao que fechou 2009. Teremos um Grêmio mais ágil, mais veloz -- requisitos essenciais para as vitórias fora de casa.
O Inter também vai forte. Muito forte. Manter o elenco vice-campeão brasileiro – entenda-se o trio Guiñazú, Sandro e D’Alessandro – já é um ganho técnico dos maiores, algo espetacular, para usar um termo caro a Fernando Carvalho. Acrescentar reforços do nível de Thiago Humberto e Wilson Mathias, então... Sem contar que a lateral-direita ganhou especialistas. Tudo isso será comandado por um técnico, o uruguaio Jorge Fossati, cuja marca principal é formar equipes compactas.
E dizem que os dirigentes não descansarão enquanto não colocarem uma cereja sobre esse bolo – um centroavante daqueles.
Então, os adversários da dupla Gre-Nal, na Copa do Brasil e na Libertadores, que se preparem para a dureza. Muita dureza.
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Grêmio e Inter se voltam para os técnicos de casapostado por Futebol Gaúcho Grêmio e Inter contrataram técnicos dentro de sua área de jurisdição.
Desde Froner, nos anos 60, passando por Espinosa, Felipão, Tite, e chegando a Mano Menezes em 2005, treinadores revelados por clubes do interior costumam se consagrar no Olímpico.
Depois do fracasso da experiência com Autuori, perguntava-se: por que o Grêmio não retoma sua tradição?
Pois retomou – e para que tenha sido de modo completo basta flexibilizar o conceito de interior. Afinal, para buscar Silas em Floripa, viajou-se apenas 370 quilômetros mais do que quando se trouxe Mano Menezes de Caxias do Sul.
Pela desenvoltura exibida na chegada, Silas pareceu mesmo, como os citados acima, estar a um estágio da consagração – a ser cumprido no Olímpico, claro.
Para contratar Jorge Fossati, o Inter viajou 820 quilômetros rumo ao sul, até Montevidéu. Também tudo em casa. Como se sabe, vivemos numa espécie de República do Pampa, formada por meio Rio Grande, um Uruguai e meia Argentina, com unidade de paisagem, costumes e estilo de jogo.
O estranhável é que o Colorado tenha passado tanto tempo sem recorrer a um castelhano para técnico. Sessenta anos. Em 1949 o uruguaio Felix Magno, seu jogador nos primórdios do Rolo Compressor, teve uma rápida passagem pelo comando do time.
Mas quando se fala em Fossati os velhos colorados recuam um pouco mais e citam Ricardo Díez, outro uruguaio. Esse teve tudo a ver com o Rolo, pois foi seu técnico de 1941 a 1944, e se diz que a eficiência e a beleza do jogo daquele time se deviam muito a seus ensinamentos.
Quem tem recorrido a uruguaios é o Grêmio. Em 1987, contratou Juan Mujica. E, em 2005, Hugo de Leon. Em ambos os casos, se deu mal. Talvez porque sua área não seja essa – que pertenceria ao Inter –, e sim a dos técnicos pedindo passagem.
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Inter, um belo consolo; Grêmio, uma lição de dignidadepostado por Futebol Gaúcho Aquilo que aconteceu na moita, em jogos do Grêmio contra o Cruzeiro, o São Paulo e o Palmeiras, escancarou-se no Beira-Rio neste domingo: colorados explodindo de alegria ao anúncio de um gol do rival. Viva-se o tempo que se viver, nunca se verá tudo em futebol.
No impulso do gol de Róberson no Maracanã, a onda de energia gerada no Beira-Rio levou, logo a seguir, à abertura do placar sobre o Santo André, que até então criava dificuldades para o Inter.
Mas aquela festa, nunca vista em 100 anos, durou pouco mais de uma hora.
Acabou ficando com o título o time que soube prolongar ao máximo suas fases de bonança.
O Inter, que venceu as quatro últimas partidas assim como vencera as quatro primeiras, viveu longos meses de altos e baixos entre os dois períodos. O vice foi um belo consolo.
E parabéns a Marcelo Rospide e aos jogadores cuja escalação os dirigentes do Grêmio permitiram. Foi uma demonstração de entrega, sim, uma comovente lição de de esforço, de suor pela preservação da dignidade.
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Não será a primeira entregada da vida do Grêmiopostado por Futebol Gaúcho A entrega do jogo do próximo domingo não será a primeira da vida do Grêmio. Em 1979, o Imortal Tricolor perdeu deliberadamente para o Juventude, com a justificativa de que a derrota era o caminho mais fácil para chegar à fase seguinte do Gauchão.
O que é inédito é o anúncio antecipado. Em função disso, talvez até caiba uma tomada de posição da procuradoria do STJD, que, afinal de contas, chamou às falas até quem disse não achar errado utilizar incentivo para vencer, no recente caso da mala-branca.
Mais: não é só o Inter o interessado, o Palmeiras e o São Paulo também têm o direito de esperar que o Tricolor gaúcho dê o seu melhor.
A forma como o Grêmio promete agir – escalando reservas, sob a alegação de que alguns titulares já pediram antecipação de férias – não reduz o tamanho de sua má-fé, nem o da sombra que cairá sobre esse final de competição.
Não será preciso pedir que os reservas dêem o máximo – o instinto de vitória é inerente a todo atleta. A rapaziada talvez salve sua imagem, mas vai permanecer por muitos anos o fato de que a instituição Grêmio amoleceu. Outra vez.
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