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CLAUDINEI QUEIROZ
Claudinei Queiroz é formado em jornalismo pela Faculdade Cásper Líbero, de São Paulo, e trabalha no LANCE! desde sua fundação, em 1997. Nesse período, participou da cobertura da Olimpíada de Sydney-2000 na redação e de Atenas-2004, na Grécia. Atualmente, é editor assistente do diário e tem nos esportes olímpicos sua grande paixão.
claudin@lancenet.com.br |
Uns sobem, outros descempostado por Esportes Olímpicos A seis semanas do início da Olimpíada de Pequim, o atletismo brasileiro vive numa gangorra. Enquanto alguns atletas estão em clara evolução, mostrando que têm condições de brigar pelo pódio, outros tendem a manter suas marcas muito distantes das melhores.
O primeiro caso é da saltadora em distância Maurren Maggi e da saltadora com vara Fabiana Murer. Maurren tem demonstrado uma constância muito grande neste ano, com saltos sempre acima dos 6,80m, o que a credencia como séria candidata a medalha em Pequim.
O mais incrível é a determinação e a vontade que ela demonstra nas entrevistas desde que voltou às pistas, após ficar parada dois anos por causa de doping. Ela possui aquele olhar de vencedora e, aconteça o que acontecer, acredito que ela voltará da China com uma medalha no peito.
Já Murer, que bateu o recorde sul-americano do salto com vara (4,80m) no Troféu Brasil, neste fim de semana, ainda está um pouco distante das melhores marcas do mundo, mas tem condições de melhorar ainda mais e surpreender em Pequim.
Do lado de baixo da gangorra está as provas rápidas do atletismo brasileiro. Nunca o país foi um destaque da prova dos 100m rasos, a mais glamourosa do atletismo, mas a cada ano que passa nossos atletas se distanciam ainda mais dos tops.
O maior exemplo é nosso melhor velocista nos últimos anos. Vicente Lenílson chegou às semifinais dos Jogos de Atenas-2004, com o tempo de 10s26. Na última sexta-feira, ele repetiu a marca na final do Troféu Brasil.
Se ele fizer novamente este tempo em Pequim, talvez ele nem passe das eliminatórias, devido à melhoria do desempenho mundial na prova.
Só para se ter uma idéia, os dois melhores tempos do mundo dos 100m pertencem a dois jamaicanos (Usain Bolt, com 9s72, e Asafa Powell, com 9s77). Além deles, o país caribenho possui pelo menos mais cinco atletas que correm a distância em menos de 10s, ainda o recorde sul-americano de Robson Caetano, de 1988.
Isso sem falar em atletas dos Estados Unidos, Grã-Bretanha, Trinidad & Tobago, Portugal etc. Aliás, apenas o recorde sul-americano ainda não foi baixado dos 10s. Em todos os outros continentes a marca já foi superada, o que mostra o quanto os atletas brasileiros terão de melhorar se quiserem ser pelo menos competitivos em torneios internacionais. |
Que falta de vontade!!!!postado por Esportes Olímpicos Nas últimas semanas, o técnico Dunga, da Seleção de futebol, tem cobrado o meia Kaká de falta de empenho para defender o Brasil na Olimpíada de Pequim. Então, o que se pode dizer de alguns jogadores da Seleção masculina de basquete?
O que está acontecendo no basquete brasileiro é no mínimo preocupante. Tudo bem que a equipe feminina, mesmo com a ausência da pivô Érika, está a uma vitória (contra a Bielo-Rússia) de garantir a vaga nos Jogos de Pequim. Mas o grande problema está ocorrendo na equipe masculina.
Justamente o grupo que não se classifica para os Jogos desde Atlanta-96, na despedida do cestinha Oscar.
A um mês do qualificatório olímpico, Nenê, Anderson Varejão, Guilherme e Valtinho já pediram dispensa ao técnico Moncho Monsalve, todos em condições de ser titulares. E ainda há a possibilidade de o armador Leandrinho também não participar.
Os jogadores que permanecem no grupo têm condições de conquistar a vaga, mas essas ausências com certeza tornará o feito muuuuuuito mais difícil.
A pergunta que não quer calar é: por que somente agora, na véspera do torneio qualificatório, é que surgiram essa profusão de lesões nos jogadores brasileiros? É somente coincidência? É no mínimo estranha a situação.
Não quero julgar ninguém, nem tenho argumentos para isso, mas o que me parece é que ainda existe aquela rusga dos jogadores com o presidente da Confederação Brasileira, o Grego.
Na época do técnico Lula, Nenê, Leandrinho e cia. disseram que não jogariam enquanto o Lula estivesse no comando. Ele foi substituído pelo espanhol Monsalve, mas parece que ele também não caiu no gosto dos que decidem na quadra.
Se essa rusga realmente continua e se esses pedidos de dispensa possuem outra intenção, é o caso de os interessados irem a público e deixar isso bem claro. O que não pode é o basquete brasileiro sofrer por mais quatro anos e, com um grupo forte, deixar de ir à Olimpíada. |
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