|
 |
ORANGE BALL
Comentários ligeiramente sarcásticos e análises minuciosas sobre o melhor basquete do mundo. Mas este blog não fica só nisso. Aqui, o jornalista Hanrrikson de Andrade busca entender o que há por trás da espetacularização deste esporte. Resultados, transferências, polêmicas, análises táticas, melhores e piores, enfim: o que faz da NBA a melhor?
handrade@lancenet.com.br |
Brasil perde para a Grécia no basquete. Estranho seria se o contrário acontecessepostado por Hanrrikson Andrade Que o Brasil seria derrotado pela Grécia no Pré-Olímpico Mundial, em Atenas, até os refletores do Beira-Rio já sabiam, como diria o amigo Divino Fonseca, correspondente do L! em Porto Alegre. E ainda acho que "ficou barato", por assim dizer, para os comandados do espanhol Moncho Monsalve. A disparidade técnica entre as duas seleções é algo do tipo imensurável e, tal como 99% dos brasileiros previam, Spanoulis, Fotsis, Zisis e companhia foram soberanos em quadra - "Deram uma aula", como classificou o próprio Moncho ao fim do confronto.
E as razões pelas quais a Grécia estripara o planejamento tático da Seleção Brasileira são do conhecimento de qualquer pessoa que tenha visto, no mínimo, os melhores momentos do jogo. A começar pela ótima sacada de Yannakis, que, em meados do segundo quarto, modificou o sistema defensivo, abrindo mão da marcação por zona. O sistema de marcação individual grego, no qual os jogadores exercem pressão desde a saída de bola do adversário e simultaneamente conseguem realizar a cobertura com proficiência, foi o grande destaque da partida, pois independe dos valores individuais (naturalmente, trata-se de um mecanismo tático elaborado a longo prazo e treinado incessantemente, sem tipo algum de precipitação. São justamente fatores como esse que diferem a Seleção Brasileira das potências mundiais).
Confesso-lhes: até o início do segundo período, eu era um torcedor do tipo bem otimista - e acreditava, por incrível que pareça, que o Brasil chegaria ao último quarto com chances reais de conseguir a vitória. A Grécia, até então, não me empolgava; e não fosse a irritante deficiência brasileira no que diz respeito à marcação no perímetro, teríamos melhor sorte. No primeiro quarto, por exemplo, 12 dos 18 pontos da Grécia foram conseguidos em arremessos de três pontos.
Já no garrafão, um Thiago Splitter desenvolto, que aliava a garra à técnica, se entregava de corpo e alma - e dava conta do recado. A marcação parecia perfeita e os brasileiros, inclusive, chegaram a ter mais rebotes do que os gregos - 9 a 7, no primeiro período. O adversário, porém, tinha uma carta letal escondida na manga: a defesa por pressão.
A Seleção Brasileira voltou, então, ao estágio da mediocridade. Teria Moncho feito a rotação com jogadores da equipe sub-15? Afinal, eram tantos erros que flertavam com o ridículo, a notória apatia de peças como Marcelinho Machado, a gritante deficiência nos rebotes, as falhas em fundamentos básicos (como a inadmissível andada de Marcelinho Huertas em uma saída de bola ou o erro de J.P Batista, que simplesmente se livrou da bola ao tentar o passe para Thiago Splitter), que fizeram o espanhol, fatalmente, lamentar a ausência de determinados jogadores.
Mas não repetirei aqui o que já foi dito a respeito da crise técnica e de identidade que vive o basquete brasileiro. Prefiro ressaltar o espírito aguerrido de um Brasil que tem ciência de suas limitações. E não planeja enganar ninguém. Apenas lutar.
A próxima e decisiva batalha acontece nesta sexta-feira, ante a Alemanha de Nowitzki e Kaman. Se temos chances? Sinceramente, essa é a hora de importar certos jargões utilizados em outros esportes - "o futebol é uma caixinha de surpresas", "não existe mais time bobo" etc - e não de ser pessimista. Jogar a toalha antes de entrar em quadra ou desistir de torcer antes mesmo do jogo começar são atitudes que em nada contribuem para o objetivo final.
Em tempo,
DRAFT. Como entrei de férias recentemente, não tive tempo hábil de comentar sobre a escolha do draft universitário, que aconteceu no dia 26 de junho, no Madison Square Garden, em Nova York. O guard Derrick Rose (Memphis Tigers, 19 anos), que sempre me pareceu muito promissor, foi selecionado pelo Chicago Bulls na primeira posição. Ele teve médias de 14.9 pontos e 4.7 assistências na última temporada da NCAA. Não deve ter vida fácil em Chicago, uma vez que o estreante técnico Vinny Del Negro terá opções interessantes como Ben Gordon (restricted free agent), Luol Deng, Larry Hughes e até mesmo Tabho Sefolosha. Não acho que o novato deve estourar logo em seu primeiro ano na NBA. Mas tem potencial para isso.
MERCADO AGITADO. Jermaine O'neal no Toronto Raptors, Baron e Davis e Marcus Camby no Los Angeles Clippers, Elton Brand no Philadelphia 76ers, Richard Jefferson no Milwaukee Bucks. Até o momento estas foram as principais transações no sempre agitado mercado da NBA. O primo pobre de Los Angeles, o Clippers, merece destaque com as boas aquisições - dois veteranos, em posições capitais como a 1 e a 5. A franquia californiana ainda deve receber mais reforços, já que o general manager Elgin Baylor - eleito o executivo do ano em 2006 - promete não medir esforços para montar uma boa equipe.
|
Nenhuma surpresapostado por Hanrrikson Andrade Em Puerto Montt, no Chile, o expressinho da Seleção Brasileira foi derrotado, nesta quarta, por 102 a 68 pelo maior rival, a Argentina, em jogo válido pela terceira rodada do Campeonato Sul-Americano de Basquete. Este foi o primeiro revés de Paulo Chupeta e seus comandados na competição. Alguma surpresa, meu caro leitor?
Exceto pela questão da rivalidade, a verdade é que esta derrota já era até prevista pela comissão técnica. A chamada Seleção B, que naturalmente não traduz o que há de melhor no basquete brasileiro e ainda foi desfalcada em virtude da Seleção A, que tentará a vaga na Olimpíada de Pequim, precisa (apenas) vencer Venezuela e Uruguai para se garantir na final.
Aí, provavelmente, encararemos a Argentina novamente. E perderemos, de novo.
Em tempo (da série "merchandising"),
Visite o blog do companheiro Felipe David, o famigerado "Vôlei de Base", que questiona: Fofão é realmente fundamental para a Seleção de Zé Roberto?
|
Sejamos realistas, por favorpostado por Hanrrikson Andrade O amistoso entre Brasil e Venezuela, nesta quinta, às 21h, no Maracanãzinho, no Rio de Janeiro, marca não só a estréia do técnico espanhol Moncho Monsalve, mas como também o início de uma dura caminhada para a nossa Seleção. Afinal, serão apenas três vagas em disputa no Pré-Olímpico Mundial e os concorrentes europeus estão num nível técnico e físico acima do nosso. Para piorar, o Brasil não terá alguns de seus principais nomes em atividade - Leandrinho, Anderson Varejão e Nenê, todos afastados por problemas físicos -, além do experiente armador Valtinho, destaque da forte equipe de Brasília, vice-campeã do Nacional e do promissor pivô Paulão (e não venha me falar de Guilherme Giovanonni, pois este não pode ser considerado "desfalque"). O que esperar de um quinteto formado por Marcelinho Huertas, Alex Garcia, Marcelinho Machado, Thiago Splitter e JP Batista? Garra. E só.
Sejamos realistas, por favor. Não bastassem as várias polêmicas que sucederam à decepcionante campanha na Seletiva Olímpica das Américas, tal como a saída de Lula Ferreira pela porta dos fundos, as declarações de Marquinhos e a conduta de Nezinho, chegamos a um verdadeiro ponto de estagnação no que diz respeito ao planejamento. Independentemente da relação de convocados, a preparação para a disputa de uma competição tão importante é falha, deficiente e, pelo menos a mim, não gera expectativa alguma. Concordo que, a priori, constataremos uma evolução no aspecto tático, mas nada que coloque a Seleção Brasileira no mesmo patamar de seus concorrentes. Passados todos os problemas, precisaríamos de pelo menos quatro meses de treinamento intenso, sem atrasos, sem dispensas ou cortes, sem polêmicas, para atingirmos um nível mínimo de competitividade.
A responsabilidade, mais uma vez, deve ser atribuída à CBB. Não concordo com alguns críticos de plantão que colocam toda a culpa (ou a maior parte dela) nos jogadores que atuam na NBA e apontam para um possível "boicote" - e incluem até Nenê, que recentemente se recuperou de um câncer nos testículos. É evidente que um ou outro jogador pode ter feito corpo mole e fugido do páreo - e, claro, deve ser criticado por isso. Mas o que está realmente em voga é a estrutura falimentar da Confederação Brasileira de Basquete e a visão reacionária, burocrática e ditatorial segundo a qual concebe a Seleção.
Uma frase dita por Oscar Schmidt resume com proficiência o destino do Brasil no Pré-Olímpico Mundial:
- Já seria difícil com eles, sem eles é mais ainda.
|
DE VOLTA AO TOPO! Tudo sobre o 17° título do Boston Celticspostado por Hanrrikson Andrade Massacre. Esta é a única definição que vem à cabeça ao tentar entender o que aconteceu na noite desta terça-feira, no TD Banknorth Garden, em Boston. Com uma atuação irretocável do seu trio de astros e mais um show protagonizado pelos torcedores da franquia de Massachusetts, o Celtics venceu por 131 a 92 o Los Angeles Lakers, fechou a série melhor-de-sete em 4 a 2, e faturou o seu décimo sétimo título da NBA após 22 anos de espera. O último troféu Larry O'Brien a desembarcar em Boston foi na temporada 1986-1987, na qual Larry Bird, Kevin McHale, Robert Parish e companhia superaram o Houston Rockets na decisão da Liga.
Mas falemos, antes de citar dados históricos e relembrar personagens do passado, de Paul Pierce - eleito o MVP das finais -, Kevin Garnett e Ray Allen, que, juntos, marcaram 1.450 dos 2.444 pontos (aproximadamente 60%) do Boston nos playoffs desta temporada. Mesmo não rendendo o máximo no primeiro round, semifinais e finais da Conferência Leste, juntos conduziram o Celtics - repito, mesmo que aos trancos e barrancos - a uma conquista memorável, com vários déjà vus, como bem observou Everaldo Marques na transmissão da ESPN, e cercada de rivalidade pela imprensa, franquias, jogadores, torcedores e pela própria National Basketball Association.
Enfim, construíram o cenário que todo mundo queria ver. Melhor para o vibrante Doc Rivers e seus comandados, que guardaram o alto nível (principalmente no que diz respeito à defesa) apresentado durante toda a temporada regular justamente para a decisão contra o maior rival. Méritos também dos coadjuvantes Rajon Rondo, Kendrick Perkins, Leon Powe, P.J Brown, Eddie House e companhia. Mais uma vez, um detalhe que eu já havia analisado neste blog (há alguns posts) se comprovou: o da importância dos "carregadores de piano". Pelo lado do Lakers, Derek Fisher, Vladimir Radmanovic, Jordan Farmar, Ronny Turiaf, entre outros, foram extremamente irregulares e deixaram a desejar.
Pau Gasol e Lamar Odom também decepcionaram - em resumo, Kobe Bryant jogou praticamente sozinho. Eu, particularmente, esperava muito mais do ala-pivô espanhol, que me pareceu muito burocrático, desarticulado em quadra. Até teve um aproveitamento razoável dos arremessos de quadra (pouco mais de 50%), mas chutou pouco para um jogador com tamanha importância (apenas 62 vezes, o que dá uma média de 10 arremessos tentados por jogo). Omisso? Talvez sim, talvez não. Também não podemos esquecer do brilhante sistema de marcação projetado por Doc Rivers e pelo seu assistente Tom Thibodeau. Em relação a Odom, usarei apenas uma palavra para resumir o seu rendimento na série: medíocre.
Uma boa surpresa, a meu ver, foi o sérvio Sasha Vujacic. Embora pareça uma versão melhorada do Marcelinho Machado, vide o sem número de arremessos precipitados, pelo menos não fugiu da responsabilidade. Pelo contrário. No jogo 3, por exemplo, bateu o seu recorde pessoal na carreira ao anotar 20 pontos (acertou 7 de 10 arremessos de quadra) e foi a válvula de escape da equipe. A exceção de Kobe Bryant, que fez 36 pontos e foi o cestinha do jogo, os outros quatro titulares anotaram, juntos, 22 pontos (acertaram apenas 7 de 28 arremessos tentados). Ou seja, se não fosse por Vujacic, o Lakers não teria vencido por 87 a 81, a não ser que Kobe marcasse 56 pontos.
Em resumo, o garrafão do Lakers foi como uma espécie de coração de mãe - até o baixinho, porém esguio e veloz, Rajon Rondo teve facilidade para pegar rebotes ofensivos. O Celtics teve uma média de 42.2 rebotes por jogo (contra 37.2 do Lakers), entre os quais 10.8 de rebotes ofensivos. Um problema constante para o LAL na temporada e que se agravou após a lesão do jovem Andrew Bynum.
FICHA TÉCNICA (JOGO 6):
Boston Celtics: (quinteto titular) Rondo (21), Ray Allen (26), Pierce (17), Garnett (26) e Perkins (2). (reservas) House (9), Posey (11), Brown (6), Powe (8), Davis (3) e Tony Allen (2).
Los Angeles Lakers: (quinteto titular) Fisher (7), Bryant (22), Radmanovic (6), Odom (14), Gasol (11). (reservas) Farmar (11), Walton (8), Vujacic (7), Ariza (3) e Turiaf (2).
Em tempo,
A SUPREMACIA CONTINUA. O Celtics não só faturou o seu décimo sétimo título da NBA, mas como também impediu o Lakers de chegar ao seu décimo quinto. Além disso, ampliou a sua vantagem ante o rival para 9 títulos a 2. Total soberania da franquia de Massachusetts.
RED AUERBACH X PHIL JACKSON. Phil Jackson perdeu a oportunidade de faturar mais um título da Liga, que seria o décimo da carreira, e se consolidar como o treinador mais vitorioso da história da NBA. Ele segue empatado com o lendário Red Auerbach, que também ganhou nove títulos com a máquina do Celtics na década de 60. Será que, ao fim do jogo e longe das câmeras, Jackson manteve a sua postura "zen"?
PUPILO APLICADO. Danny Ainge é, talvez, o maior responsável pela conquista do Celtics. Afinal, foi o habilidoso general manager que, inteligentemente, trouxe Ray Allen (muitos o criticaram por ter preferido Allen, de 32 anos, ao promissor Kevin Durant, 19, segunda escolha do último draft) e Kevin Garnett. Para isso, não teve medo de abrir os cofres e investiu US$ 74.948.840, sendo que 75% foi distribuído entre Garnett (US$ 23.750.000), Pierce (US$ 16.360.095) e Allen (US$ 16.000.000). Participou de todo o processo de montagem do elenco (e o reforçou à medida em que foi preciso - como no caso de P.J Brown, por exemplo, ex-Bulls) e também da escolha do treinador, Doc Rivers. Enfim, um trabalho espetacular do pupilo de Red Auerbach, eleito o melhor general manager desta temporada.
O EFEITO RONDO. Em apenas uma temporada, Rajon Rondo foi de armador irregular e ineficiente nos arremessos à sinônimo de armador veloz e com passe qualificado. Passou a ser um dos queridinhos dos torcedores do Boston. Muitas pessoas ainda duvidam do potencial do rapaz, mas é fato que o camisa 9 do Celtics teve um bom rendimento nas finais - médias de 9.3 pontos e 3.9 rebotes e 6.7 assistências por jogo. Além disso, se tornou o jogador mais do jovem da história a ter pelo menos 15 assistências em um jogo das finais de NBA (foram, no total, 16 assistências no jogo 2).
O CALIBRADO RAY ALLEN. O sistema de marcação do Celtics era versátil e os marcadores mudavam a todo momento, mas coube a Ray Allen, na maior parte do tempo, a difícil missão de parar Kobe Bryant. O camisa 24 do Lakers não chegou a ser parado, é bem verdade, mas Allen cumpriu um papel tático de extrema importância, principalmente nos jogos em casa. Além disso, foi bem no ataque: médias de 20,3 pontos e 2,5 assistências por jogo. No último e derradeiro confronto, estava com a mão quente e igualou o recorde de acertos dos três pontos em um jogo das finais de NBA. Foram 26 pontos, entre os quais 21 da linha dos três, isto é, o jogador acertou sete arremessos (de nove tentados - aproveitamento de quase 78%). Também acertaram sete arremessos Kenny Smith, na final entre Magic e Rockets, em 1995, e Scottie Pippen, na decisão entre Bulls e Jazz, em 1997.
É O TIME DA VIRADA. No quarto jogo da série, o Celtics venceu por 97 a 91 o Lakers, no Staples Center, em Los Angeles, e decretou o fim da invencibilidade da franquia californiana nos jogos em casa relativos aos playoffs desta temporada. Mas esta não fora uma simples vitória. O triunfo marcou a quebra de um recorde: o Boston chegou a estar com 24 pontos de desvantagem no segundo quarto e, ainda assim, conseguiu a virada. Foi a maior da história das finais da NBA.
PEGA LADRÃO! Mais um recorde para o Celtics. No jogo 6, foram 18 roubos de bola - a marca anterior pertencia ao Golden State Warriors, 17 na final contra Washington em 23 de maio de 1975. Nesse quesito, o armador Rajon Rondo, mais uma vez, foi o destaque do Boston: roubou seis bolas.
|
Celtics x Lakers - Jogos 2 e 3postado por Hanrrikson Andrade Os jogos 2 e 3 da final entre Boston Celtics e Los Angeles Lakers foram, até certo ponto, parecidos. Muitos erros de arbitragem, nervosismo por parte de alguns coadjuvantes e atuações irretocáveis das estrelas Paul Pierce, no jogo 2, e Kobe Bryant, no jogo 3. Destaque também para os reservas Leon Powe e Sasha Vujacic, que fizeram a diferença, um em cada jogo, respectivamente. O Boston tem a vantagem (2-1), mas está perdendo por 45 a 26 (até o momento deste post) no jogo 4 e, ao que tudo indica, o Lakers deve empatar a série. Vem mais emoção por aí.
Chama a atenção na série o critério utilizado pelos árbitros para a marcação das faltas. Em ambas as partidas, jogadores como Kobe Bryant, Lamar Odom, Kendrick Perkins, Paul Pierce e Vladimir Radmanovic foram constantemente poupados em virtude do número de faltas - muitas das vezes em momentos cruciais.
No jogo 2, por exemplo, foram marcadas duas faltas inexistentes, consecutivamente, de Kobe em Ray Allen. Já no jogo 3, Gasol fez um sem número de faltas no garrafão que não foram marcadas. Não que se trate de um esquema ou algo do tipo, mas, pelo que me consta, há uma determinada tendência a favorecer o time da casa.
A chave para o Lakers é acertar a marcação e melhorar na questão dos rebotes. Até o baixinho Rajon Rondo, embora esperto e esguio, tem encontrado facilidades para pegar rebotes ofensivos. A dobra não tem sido bem feita para cima de Kevin Garnett e a individual, tanto de Lamar Odom quanto de Pau Gasol, tem deixado a desejar. Isso ficou evidente, principalmente, no jogo 2. O garrafão da franquia californiana estava uma bagunça e não a toa o reserva Leon Powe simplesmente brincou de enterrar bolas.
Em relação ao Celtics, não há falhas tão berrantes na defesa (pelo menos não até o jogo 3) - Ray Allen tem feito o que pode a fim de parar Kobe Bryant (o problema é que Kobe Bryant é Kobe Bryant). Um ponto a melhorar é a marcação no perímetro. No jogo 3, por exemplo, Sasha Vujacic, completamente livre, fez o que quis da linha dos três pontos. No garrafão, Garnett e Perkins tem se saído bem - prova disso é que, durante boa parte do jogo 3, Phil Jackson colocou Kobe para jogar quase como um ala-pivô.
Bom, é hora de voltar à acompanhar o jogo 4 (está no intervalo). Será que o Lakers empata a série ou o Celtics dá um passo significativo rumo ao título? Façam suas apostas.
|
Celtics e a força do Banknorth Gardenpostado por Hanrrikson Andrade O Boston Celtics mostrou na última quinta feira que o seu ginásio, o TD Banknorth Garden, pode fazer a diferença na final da NBA, contra o rival e 'favorito' Lakers. Isso porque a franquia de Massachusetts, que tem a vantagem do mando de quadra, teve e terá o apoio incondicional de seus torcedores. A começar pela vitória por 98 a 88 no primeiro jogo da série melhor-de-sete, no qual a empolgação proveniente do ginásio, completamente lotado (17 mil pessoas), foi determinante para o triunfo. O 'beat LA' - derrote Los Angeles - se tornou palavra de ordem em Boston.
E, em quadra, esse espírito aguerrido foi simbolizado pela atuação de Paul Pierce, que, mesmo com dores no joelho (ele foi para o vestiário carregado pelos médicos), voltou para a quadra e fez a diferença a favor do Celtics. A ala anotou 22 pontos, dos quais nove na linha dos três pontos, e foi o ícone da garra verde. Kevin Garnett, que jogou sob os gritos de "MVP", foi o cestinha: anotou 24 pontos e pegou 13 rebotes.
Enquanto isso, o verdadeiro MVP da temporada 2007-2007, Kobe Bryant, teve uma atuação irregular. Anotou 24 pontos e deu seis assistências, é bem verdade, mas acertou apenas nove dos 26 arremessos tentados. Destaques também para Derek Fisher - 15 pontos e seis assistências - e Pau Gasol, que anotou 15 pontos e pegou oito rebotes.
O Lakers chegou a ir para o intervalo com a vantagem no placar - 51 a 46 - e, até então, tudo caminhava para mais uma vitória dos comandados de Phil Jackson. Mas, no terceiro quarto, entraram em ação o ala Paul Pierce e a eufórica torcida. O esforço do camisa 34 contagiou os outros jogadores, principalmente Ray Allen, sempre decisivo nos arremessos de média e longa distância. O Lakers respondia com as belas jogadas de Kobe Bryant, mas a eficiência dos donos da casa prevaleceu.
No útimo período, Kevin Garnett caiu de rendimento, o que diminuiu significativamente a produção ofensiva, mas o Celtics teve maturidade o bastante para se manter à frente no placar. As duas equipes fazem o segundo jogo da série neste domingo, novamente no Banknorth Garden, o "caldeirão" do Celtics. Para você, leitor, quem leva a melhor?
|
Flamengo fatura o inédito título nacionalpostado por Hanrrikson Andrade O Distrito Federal, provavelmente, não via tantos flamenguistas há um tempo considerável. A torcida rubro-negra funcionou como uma espécie de "sexto homem" na vitória por 101 a 96 sobre o Brasília, na noite desta terça-feira (3), em Brasília, pela final do Campeonato Nacional. Com o triunfo, a equipe carioca fechou a série em 3 a 0 e faturou o título inédito da competição (sem perder partida alguma nos playoffs).
O ano foi quase perfeito para o Mengão. Três finais em três competições distintas e dois títulos - o estadual e o nacional.
O jogo foi tenso e marcado pela explosão de duas bombas no ginásio. Mas "explosivo" mesmo estava o ala Marcelinho, principal destaque do Rubro-Negro na temporada. Ele não teve um bom começo no jogo, é verdade. No entanto, fez a diferença no último período, no qual a equipe carioca começou cinco pontos atrás no placar, e terminou o confronto com 40 pontos (sendo metade deles em lances livres).
Pelo lado de Brasília, o destaque foi o ala Arthur - uma das boas supresas deste Nacional -, que anotou 20 pontos e pegou sete rebotes. Vale a pena destacar a raça do time candango, que lutou até o fim. Mas não tinha jeito. O Flamengo sobrou em quadra e faturou um título mais do que justo, confirmando 90% dos prognósticos.
|
| |
|
|
|
|