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22/07/2013
14:32

A Corte Europeia de Justiça, a Suprema Corte do continente, recusou recurso da Fifa e da Uefa contra uma decisão de 2011, que obriga a Copa do Mundo e a Euro (campeonato europeu de seleções) a serem exibidas em TV aberta no Reino Unido

Dois anos atrás, a Corte Geral da Europa, de primeira instância, decidiu que o governo britânico poderia manter esse dois eventos numa lista de competições de interesse nacional, que deveriam ser exibidos de graça. Isso significa que as duas competições não podem ser vendidas exclusivamente em sistemas de TV paga (assinatura ou pay-per-view). As duas mais poderosas entidades do futebol mundial apelaram, dizendo que com essa regra não conseguiriam vender os torneios pelo seu valor real. A Corte disse que a decisão é final.

A questão não envolve a Copa do Mundo de 2014, já vendidas para a BBC e a ITV. Ambas já deram garantias de que farão a transmissão em TV aberta. Mas, havia receio que, se a Uefa e a Fifa, tivessem vencido o recurso, a Copa de 1918 seria exibida apenas em TV paga.

E MAIS:

> Lutador do UFC cobra patrocinador pelo Twitter
> Agência de Ronaldo sela parceria com Gatorade

A Fifa faturou pelo menos US$ 2 bilhões pelos direitos de TV da Copa do Mundo de 2010 e a Uefa fatura algumas centenas de milhões de dólares pela Euro.

Esses valores, porém, são pequenos, porém, comparados ao que a TV paga britânica desembolsará por jogos da Premier League a partir da próxima temporada. O canal BT Sport vai depositar US$ 1,1 bilhão por apenas 38 partidas (uma por rodada) a vivo. E a Sky contribuirá com US$ 3,5 bilhões por 116 partidas, pouco mais de três por rodada.

Mesmo que a Fifa tivesse vencido a apelação, os principais jogos da Copa do Mundo para os britânicos – as partidas envolvendo Inglaterra, Escócia, País de Gales e Irlanda do Norte, mais a abertura, semifinais e final – permaneceriam com canal aberto. A discussão envolvia as demais partidas, que normalmente entre 30 e 40. A proposta da Fifa implicava que os britânicos poderiam ter de pagar por jogos como Espanha x Paraguai.

O argumento do governo britânico é que certos eventos são como "joias da coroa" e não podem ser restritos a um certo número de telespectadores.

Outros países enfrentam o mesmo embate com a Fifa ­na Justiça europeia – em alguns casos, ele já demora cinco anos – e  a decisão no caso do Reino Unido indica que eles têm boas chances de vencer. Um desses países é a Belgica.

 

A Corte Europeia de Justiça, a Suprema Corte do continente, recusou recurso da Fifa e da Uefa contra uma decisão de 2011, que obriga a Copa do Mundo e a Euro (campeonato europeu de seleções) a serem exibidas em TV aberta no Reino Unido

Dois anos atrás, a Corte Geral da Europa, de primeira instância, decidiu que o governo britânico poderia manter esse dois eventos numa lista de competições de interesse nacional, que deveriam ser exibidos de graça. Isso significa que as duas competições não podem ser vendidas exclusivamente em sistemas de TV paga (assinatura ou pay-per-view). As duas mais poderosas entidades do futebol mundial apelaram, dizendo que com essa regra não conseguiriam vender os torneios pelo seu valor real. A Corte disse que a decisão é final.

A questão não envolve a Copa do Mundo de 2014, já vendidas para a BBC e a ITV. Ambas já deram garantias de que farão a transmissão em TV aberta. Mas, havia receio que, se a Uefa e a Fifa, tivessem vencido o recurso, a Copa de 1918 seria exibida apenas em TV paga.

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A Fifa faturou pelo menos US$ 2 bilhões pelos direitos de TV da Copa do Mundo de 2010 e a Uefa fatura algumas centenas de milhões de dólares pela Euro.

Esses valores, porém, são pequenos, porém, comparados ao que a TV paga britânica desembolsará por jogos da Premier League a partir da próxima temporada. O canal BT Sport vai depositar US$ 1,1 bilhão por apenas 38 partidas (uma por rodada) a vivo. E a Sky contribuirá com US$ 3,5 bilhões por 116 partidas, pouco mais de três por rodada.

Mesmo que a Fifa tivesse vencido a apelação, os principais jogos da Copa do Mundo para os britânicos – as partidas envolvendo Inglaterra, Escócia, País de Gales e Irlanda do Norte, mais a abertura, semifinais e final – permaneceriam com canal aberto. A discussão envolvia as demais partidas, que normalmente entre 30 e 40. A proposta da Fifa implicava que os britânicos poderiam ter de pagar por jogos como Espanha x Paraguai.

O argumento do governo britânico é que certos eventos são como "joias da coroa" e não podem ser restritos a um certo número de telespectadores.

Outros países enfrentam o mesmo embate com a Fifa ­na Justiça europeia – em alguns casos, ele já demora cinco anos – e  a decisão no caso do Reino Unido indica que eles têm boas chances de vencer. Um desses países é a Belgica.