RADAR / LANCE!
16/02/2016
18:02
Belo Horizonte (MG)

A polêmica em torno do lançamento dos uniformes do Atlético-MG não passou batida pela Dryworld. Em entrevista nesta segunda-feira ao "Estado de Minas", o representante da fornecedora esportiva no Brasil, Valquírio Cabral, pediu desculpas pelo descontentamento e atribuiu a presença de modelos de biquíni e em trajes ousados a uma iniciativa do Galo:

- Fomos pegos de surpresa. Independentemente de pedir desculpas, gostaríamos de esclarecer que quem fez o desfile foi o Atlético, isso foi organizado pelo Atlético, e soubemos na hora. Em desfiles de camisas, isso é até comum, mas quem foi responsável pelo desfile foi o Atlético, não a Dryworld. Não houve uma estratégia da marca, uma imposição para o uso das garotas com biquíni. Até porque, nós não temos experiência em desfiles, só tínhamos lançado os uniformes do Goiás antes.


Em seguida, Cabral rechaçou o rótulo de "sexista" à Dryworld:

- De qualquer forma, não foi nossa intenção atacar as mulheres, aquilo era um show, um desfile de moda. A Dryworld não é machista.

O diretor ainda afirmou que a recomendação de lavar na qual estava escrito em inglês "entregue para sua mulher" foi feita por conta própria por funcionários, e admitiu a falha da empresa:

- Algumas marcas norte-americanas utilizam essa estampa de lavagem, mais em tom de brincadeira, e nossos funcionários da fábrica do Paraná acharam curioso e decidiram usar nas camisas promocionais do Atlético que foram distribuídas na festa. Não eram todas as peças que traziam a mensagem, apenas algumas. A Dryworld repudia isso totalmente, repudia esse tipo de postura machista, tanto que a marca é extremamente voltada para a família.

Segundo Valquírio Cabral, alguns funcionários, "por brincadeira", enviaram as camisas com estampas para o desfile do Atlético-MG:

- Realmente se tratou de uma brincadeira de alguns funcionários da produção, uma gozação, não era para sair da fábrica. Só que isso foi por engano para o lançamento. Pedimos desculpas.